José Carlos Almeida Rosa

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ESPECIAL ELEIÇÕES FPC E CAMPEONATO MUNDO COLUMBÓFILO 2009 22-12-2009
 
   
Destaques da Edição de 21 de Dezembro…

Especial Eleições FPC
6 Perguntas… 4 Candidatos
António Cavadas, Fernando Garrido, José Tereso e Rui Emídio… os pré-candidatos à presidência da Federação Portuguesa de Columbofilia respondem a 6 perguntas colocadas pelo Mundo Columbófilo

A columbofilia portuguesa vai escolher, no início de 2010, entre quatro candidatos a presidente da FPC… António Cavadas, Fernando Garrido,José Tereso e Rui Emídio, um facto inédito na columbofilia nacional. Esta eleição será já efectuada com a nova composição do Congresso, em que estarão representadas as Associações, Colectividades, Columbófilos, Formadores/Classificadores e Conselhos Técnicos.

ANTÓNIO CAVADAS

 
António Cavadas, o actual presidente do Grupo Columbófilo da Bairrada, foi director da FPC e da ACD Aveiro durante oito anos e em sua opinião… “a columbofilia está mal, sendo necessário alterar o sistema existente”.

1 – Qual é a principal motivação que o leva a candidatar-se a presidente da FPC?

A motivação é enorme e sobretudo de esperança. Agora que a porta se abriu a todos os columbófilos, é a altura própria de colocar um ponto final ao anterior sistema, ou seja, serão os columbófilos a escolher o columbófilo que lhe dá mais garantias, para uma columbófilia sólida, saudável e de igualdade.

Hoje tudo mudou, e irão ser os nossos delegados a escolher democraticamente o seu Presidente.

Esta razão por si só motiva, e não só dá força anímica para ser candidato e poder devolver à Columbófilia, a emoção, a união e a esperança.

2 – Falta de Dirigentes... Perante o novo cenário imposto pela Lei de Bases quais são as suas ideias para trazer mais dirigentes para o activo? Será necessário profissionalizar alguns cargos? Que fazer com as colectividades que têm menos de 10 associados?

O problema da falta de dirigentes.

Não há mais lei de bases, há sim um novo regime jurídico que regula as Federações Desportivas. Sobre o problema em si, penso ser importante voltar à formação de jovens columbófilos, pois sinto que serão eles a grande mola mestra para a estabilidade do nosso desporto.

Sobre as colectividades que têm menos de 10 associados, deverá ser analisada pontualmente, para se conseguir um consenso: Colectividade, Associação e Federação. Contudo penso que, deve ser um processo no futuro depois de analisado e bem estudado, deverá ser regulamentado a situações dessas colectividades e de colectividades novas que possam surgir.

3 – Considera que a organização da columbofilia nomeadamente a Campanha Desportiva deve encontrar um sistema que possa trazer uma certa igualdade na competição entre grandes e pequenas colónias?

Sem dúvida alguma terá que haver verdade desportiva no nosso desporto.

Teremos todos de competir em pé de igualdade.

Será também um problema, que deve ser bem estudado e analisado para se conseguir dar o passo tão desejado da igualdade.

Estou convicto que haverá espaço para todos, e é nesse sentido que irei trabalhar. Contudo, penso que as Associações devem preparar-se no sentido de tal evolução.

Não será fácil, mas não é impossível.

4Já pensou num plano estratégico (em que se envolvam nomeadamente as Associações) que possa dar resultados a médio prazo no sentido de estancar o afastamento dos columbófilos e possa aliciar novos praticantes?

Sobre as Associações é mais uma situação para analisar, com serenidade. Nesse sentido, espero e desejo trabalhar com todas, e conto com todas para que juntos possamos concretizar o grande desejo da maioria dos columbófilos. A unidade e a verdade desportiva.

5 – Nas II Jornadas Columbófilas vários columbófilos alertaram para os problemas que afectam o progresso do nosso desporto. Que acções vai tomar para colmatar tais deficiências?

Estive presente nessas Jornadas. Gostei do que ouvi, não posso porém deixar aqui explícito dois pontos que me marcaram sobremaneira.

Primeiro a ousadia e a coragem, "penso ser normal na sua maneira de estar e de ser na vida", refiro-me ao Vasco Oliveira que na sua intervenção mais uma vez disse o que pensa: Passo a citar "só com eleições directas a columbófilia mudará".

Segundo ponto é sobre a minha intervenção, a qual não me foi permitida por sinalética da mesa (lamentável, mas normal)...

Mas respondendo a sua pergunta, penso que as diversas intervenções dos columbófilos intervenientes tiveram bastante interesse para o futuro da columbófilia. Desejo tirá-las da gaveta e com serenidade todos os pontos expostos pelos oradores serão analisados e tomada uma posição para bem da columbófilia.

NB - Gostaria de salientar que a análise de todo o trabalho será feita não só pelo Presidente, mas pelo colectivo.


FERNANDO GARRIDO


Fernando Garrido, columbófilo da Chamusca, tem exercido o cargo de meteorologista da FPC e a sua candidatura aposta numa convergência de ideias para a columbofilia nacional.

 1 – Qual é a principal motivação que o leva a candidatar-se a presidente da FPC?

A motivação principal é desejar uma FPC dirigida para os columbófilos, transparente, musculada e dialogante, na defesa do pombo-correio.

 2 – Falta de Dirigentes... Perante o novo cenário imposto pela Lei de Bases quais são as suas ideias para trazer mais dirigentes para o activo? Será necessário profissionalizar alguns cargos? Que fazer com as colectividades que têm menos de 10 associados?

Deixemo-nos de filosofias e falsos moralismos. Se já era difícil ter dirigentes columbófilos, agora torna-se missão “quase impossível”. Tudo se perspectiva para que algumas cúpulas sejam ocupadas por columbófilos "não no activo". É uma consequência da Lei de Bases, não sendo exclusivo da columbofilia; só que enquanto que na grande maioria dos outros desportos a longevidade desportiva é curta, na columbofilia é o inverso.

Penso que, para satisfazer a columbofilia actual, em que todos queremos apurar responsáveis, é inevitável que alguns cargos dirigentes possam vir, a médio prazo, a ser "profissionalizados". Caberá, no âmbito federativo ao Congresso decidir quais sob proposta fundamentada da Direcção.

Quanto à questão das colectividades que coloca, reconheçamos que a Lei geral apenas define o mínimo de cinco elementos para fundar um clube ou associação. Perante este, ou outro cenário guardaremos essa situação para mais tarde, pois os números valem o que valem. Penso, no entanto, que o superior interesse da competição columbófila, a "lei" não escrita, mas cada vez mais presente na nossa vida do custo/benefício, e a grande verdade de que a "união faz a força", irão ajudar os columbófilos a compreender da absoluta necessidade de efectuar alterações.

 3 – Considera que a organização da columbofilia nomeadamente a Campanha Desportiva deve encontrar um sistema que possa trazer uma certa igualdade na competição entre grandes e pequenas colónias?

           Esse sistema a que se refere é o que andamos à procura desde o início da columbofilia. A "verdade" desportiva é um fim a atingir. O melhor columbófilo, na verdadeira acepção da palavra, é aquele que melhor selecção faz dos seus pombos, mais se aplica e que tem, também, condições económicas. Já vi colónias de milhares de euros nunca ganharem nada. Não vale a pena procurar-se na secretaria o que não se consegue ganhar no ar. Pombos que vão a uma prova só por ir, não. Isso é negar a essência do pombo-correio. No apuramento do columbófilo, terá que se encontrar uma fórmula diferente da actual. Às Colectividades as suas leis de apuramento, às Associações da mesma forma e à FPC idem, idem aspas, aspas.

 4Já pensou num plano estratégico (em que se envolvam nomeadamente as Associações) que possa dar resultados a médio prazo no sentido de estancar o afastamento dos columbófilos e possa aliciar novos praticantes?

Penso que andamos todos demasiado obcecados com novos praticantes. A primeira fase é manter os que cá estão. A segunda é recuperar os que saíram, o que me parece uma missão extremamente difícil com esta conjectura económica. Tudo isto passa forçosamente por clarificar, ouvir os columbófilos e não unicamente os “fazedores de opinião”, legislar, fazer cumprir a legislação, responder em tempo oportuno a todas as questões apresentadas, divulgar as soltas e a columbofilia, reorganizar as soltas de pombos-correio, satisfazendo, assim, os que cá estão, tornando a columbofilia apelativa e só depois pensar em novos columbófilos. Como é que se pode pensar de outra maneira se nós, que cá estamos, passamos o tempo a discordar do clube, das associações e da federação?

 5 – Nas II Jornadas Columbófilas vários columbófilos alertaram para os problemas que afectam o progresso do nosso desporto. Que acções vai tomar para colmatar tais deficiências?

Se analisarmos as II Jornadas, os columbófilos intervenientes ou colaborantes não representaram mais de 1% da população columbófila. Apesar de terem surgido soluções, que, de algum modo, podem minimizar as desavenças e melhorar a columbofilia, não serão tomadas medidas nenhumas sem saber se a grande maioria dos amadores está ou não de acordo. A “nação columbófila” é soberana e cada distrito é um caso. A grande maioria dos columbófilos são pessoas que gostam de pombos, enviam pombos, não vivem dos pombos e não negoceiam com eles.

Surgiu nos últimos tempos um grupo de novos columbófilos que assumem uma posição de mudança típica de uma sociedade do “quero agora e já”. Vivemos em democracia e, como tal, teremos que ouvir a “maioria silenciosa” dos columbófilos. Esses são a essência da mudança e não como alguns lhes chamam de "Velhos do Restelo". Poderão dizer que estão desactualizados, que não colaboram etc... A esses posso-lhes dizer que o amor ao pombo-correio e a prática da columbofilia sem fins lucrativos, nunca está desactualizada, podendo e/ou devendo coexistir com a prática profissional, tem é que se separar as “águas”. Tudo será mudado pela vontade do columbófilo e/ou seus representantes e na defesa do pombo-correio.

 6 -  Se for eleito que conclusões retirará desse facto e que acções tomará de imediato?

Se for eleito fico com a certeza de que os representantes dos columbófilos fizeram a mudança necessária. A primeira acção será a de nomear os restantes elementos da equipa. A segunda será a de fazer várias análises e/ou estudos ao que se pretende mudar, para depois apresentar propostas aos columbófilos. É necessário arrumar primeiro a casa, saber o que se tem e com aquilo que se conta, para traçar o caminho e projectar até onde se pode ir.

JOSÉ TERESO


José Tereso, presidente desde 1997, recandidata-se a mais um mandato, com a intenção de unir a columbofilia nacional.

1 – Qual é a principal motivação que o leva a recandidatar-se a presidente da FPC?

      São múltiplas as razões que me levam a candidatar ao órgão Presidente da FPC. Por razões de espaço coloco apenas duas, ordenando-as sem a preocupação de o fazer pelo grau de importância mas pela actualidade dos temas.

      Como se sabe, a 16 de Janeiro de 2007, entrou em vigor a Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto – Lei nº 5/2007 – e, mais recentemente o Decreto-Lei nº248-B/2008, de 31 de Dezembro que fixou o novo Regime Jurídico das Federações desportivas, perante o qual, ou nos adaptávamos à nova legislação ou perdíamos a condição da columbofilia, entre outros, ser reconhecida com modalidade desportiva.

     A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto veio estabelecer um conjunto de orientações que apontavam para a necessidade de se proceder a uma extensa reforma relativamente à organização e funcionamento das federações desportivas, assente em novos princípios e valores, reflectindo acrescidas exigências éticas, para que aquelas pudessem responder, com eficácia, aos novos desafios com que estão confrontadas. Complementarmente o novo Regime Jurídico contempla um conjunto alargado de inovações, entre as quais destaco a consagração de um novo órgão eleito directamente, unipessoal, e com poderes reforçados — o presidente da federação. Com competências distintas da Direcção, à qual preside. O presidente tornou-se, assim, o último responsável pelo executivo federativo e o garante maior do regular funcionamento dos demais órgãos. O Órgão Presidente detém amplas competências o que, conduzindo a uma excessiva concentração de poderes nesse órgão, poderá resultar em problemas de funcionamento da estrutura face ao hábito de anos de experiência diferente, particularmente se o titular do órgão não souber ser equilibrado no exercício dos seus poderes e, portanto, não for capaz de envolver e confiar nos restantes membros da Direcção (e restantes órgãos executivos), nomeadamente num quadro em que ele próprio os nomeia.

     A nova Lei tem virtudes (e defeitos) que impõem uma especial aptidão que é a de saber descentralizar, sem que isso corresponda a perda do sentido das responsabilidades e da capacidade de direcção em consonância com os dispositivos legais.

     Ou seja, fui sensível aos muitos apelos dos que, por serem pessoas atentas e experimentadas, se mostraram preocupadas quanto à necessidade de assegurar uma transição do quadro legal que nos rege, sem o sobressalto que poderá resultar na eventualidade de um novo titular do cargo sem a experiência que a mudança recomenda. Percebi essa preocupação de modo claro quando recordei a elevada sensibilidade e criatividade que a adequação dos nossos estatutos ao novo quadro legal exigiu, processo em que actuámos de modo perfeito mesmo numa situação de prática desportiva algo diferente das demais e para as quais a Lei fundamentalmente se dirige.

     Por outro lado, mantenho ideias e objectivos que visam melhorar as condições da prática da modalidade (o que considero importantíssimo) mas que para as quais é necessário tempo de maturação. A modalidade tem naturais resistências a alterações, é muito difícil implementá-las, às vezes até parece inconveniente divulgá-las, mas é imprescindível perspectivá-las no tempo e com serenidade. Não é assim só em Portugal, também é assim em todos os outros países, tem muito que ver com a idiossincrasia da modalidade.

     O facto de ter sido eleito, por unanimidade, Presidente da Federação Columbófila Internacional em terceiro mandato consecutivo, numa votação que envolveu 31 Federações Nacionais, tem-me permitido múltiplos contactos internacionais que, como é natural, me vão dotando de novos conhecimentos e competências.

      Este quadro têm-me vindo a dar ainda mais experiência sobre os mais diversos domínios da modalidade, do mesmo modo que a minha actividade na FPC me tem dado a possibilidade de influenciar estruturas análogas e dirigentes de outros países. Ou seja, uma permuta de que todos tiram benefícios. Por outro lado as relações institucionais nacionais (Secretaria de Estado, Instituto do Desporto de Portugal, Direcção Geral de Veterinária, etc. saiem reforçadas. Confesso que algumas das ideias a que acima me refiro têm origem neste intercâmbio.

2 – Falta de Dirigentes... Perante o novo cenário imposto pela Lei de Bases quais são as suas ideias para trazer mais dirigentes para o activo? Será necessário profissionalizar alguns cargos? Que fazer com as colectividades que têm menos de 10 associados?

      Começo por lhe afirmar que, numa modalidade que é amadora, sou absolutamente contra qualquer atitude profissionalizante dos dirigentes do movimento associativo, mais a mais num contexto económico difícil. É importante dizer que na esmagadora maioria das federações e clubes (não confundir clubes com SADs), mesmo entre os grandes clubes, na sua maioria os dirigentes não são profissionais.

     Uma coisa é estrutura profissional, não dirigente, como há muito sucede na FPC e mesmo em muitas Associações; aí sim, é o caminho, até creio que tal estrutura terá de ser reforçada com algum nível de profissionalização, mesmo em algumas das principais colectividades. Mas há toda a conveniência que tais profissionais não sejam dirigentes e até há vantagem que não sejam columbófilos.

     Sobre a ideia da profissionalização dos dirigentes desde logo o do cargo presidente, recordo uma subtil, oportuníssima e inteligente intervenção efectuada pelo Dr. José Luis Jacinto nas Jornadas Nacionais e com a qual concordo integralmente, manifestando-se discordante da profissionalização dos dirigentes, admitindo contudo a profissionalização da estrutura, desde que esteja assegurada a sustentabilidade necessária, tendo em conta a realidade económica e financeira da respectiva estrutura. Mas colocou o problema num outro ponto importante, que foi o da rejeição do profissionalismo dos dirigentes por critérios do exercício da democracia, o que é de um elevado alcance.

     Além do mais, a profissionalização do cargo é um factor limitativo. Admitam que para um dado cargo tínhamos disponível a pessoa ideal mas que essa pessoa está envolvida, como é natural que suceda, numa carreira profissional. Certamente que não deixaria a sua profissão e emprego (as federações, associações ou clubes não têm o poder de requisitar como sucede nos cargos públicos, sindicatos, etc.) para ocupar um cargo a tempo inteiro com a inevitabilidade de ter que renunciar à respectiva carreira, sendo certo que perante a limitação legal dos mandatos deixaria de poder contar com uma remuneração com consequências humanas terríveis, decorrentes de uma opção em falso.

     Acreditem que numa eventual evolução na profissionalização dos dirigentes entregávamos a atracção aos cargos a reformados e / ou desocupados o que, podendo resolver o problema das pessoas, seguramente que não resolve o problema das estruturas. Ao contrário do que se pensa, com a profissionalização empobreceríamos o campo de recrutamento dos dirigentes e acabaríamos por introduzir, mais tarde ou mais cedo, interesses obscuros e difíceis de combater.

     Penso também que existe uma confusão entre a capacidade e atitude, exigida a um certo nível, de gerir/dirigir e a capacidade de executar. Quando um dirigente mistura as duas funções, é inevitável que a sua capacidade de direcção (aquela para que foi eleito) diminua, é o que sucederia inevitavelmente com o dirigente profissional a tempo inteiro.

     Portanto, bons, mais e ou melhores funcionários assalariados para executar as orientações dos dirigentes, sem dúvida que sim. Dirigentes com capacidade para decidir acertadamente (o que não está ao alcance de todos) libertos do constrangimento de depender economicamente (mesmo que em complemento de reforma ou outra qualquer situação) da estrutura, muito bem.

     Quanto a mais dirigentes, contrariamente ao que se pensa, a modalidade ocupa mais dirigentes do que qualquer outra. O grande problema é que na nossa modalidade, os dirigentes são simultaneamente sócios praticantes, o que aumenta a carga dos trabalhos quando da aceitação dos cargos.

     Em clubes como o Benfica, Sporting, Porto, etc, os sócios na sua esmagadora maioria não são praticantes, pelo que estão livres das ocupações inerentes a essa condição e, por isso mesmo, constituem um manancial de recrutamento de dirigentes.

     Ora, em columbofilia não é assim. Todos são tudo…salvo raríssimas excepções. São sempre necessários mais dirigentes, mas o problema maior quanto aos dirigentes nem sequer é esse, ele reside na formação, na simplificação e automatização de procedimentos, que lhes façam ganhar tempo. Sobre isso tenho ideias e vontade de fazer adoptar fórmulas mais expeditas que permitam aligeirar a ocupação dos dirigentes, de modo a que possam ficar mais livres para pensar e perspectivar a columbofilia de modo mais profundo.

     Além disso, o quadro legal e fiscalizador tende a apertar, a ser mais exigente, o que vai colocar cuidados que até agora não existiam, ainda que esse quadro legal faça concessões a estruturas sem fins lucrativos, como é o caso da generalidade das colectividades.

     Torna-se, portanto, importante adoptar um programa informático, uma rotina, que dê a possibilidade dos dirigentes procederem em casa, na colectividade, onde entenderem, a tudo do que necessitam através desse programa e que possam adquirir, à velocidade de um simples click, uma visão sobre a realidade que dirigem. Conhecemos habituais e sazonais necessidades de orientação, trata-se apenas de as organizar e automatizar num programa. Naturalmente que uma solução do tipo carecerá certamente de uma formação especifica e disponível a todos os dirigentes. É bom que se diga que esta perspectiva tem hoje possibilidades que no anterior quadro legal não tínhamos, é por isso que agora é mais exequível do que antes. Uma vez eleito avançaremos para isso seguramente.

     Mas chamo atenção que é importante ter em conta que se observa o surgimento de um conjunto de jovens a assumir responsabilidades, alguns deles com formação académica, sobre os quais se impõe medidas de estímulo e acarinhamento. Em vários  distritos constata-se esse fenómeno. É um ciclo geracional cujas razões do seu aparecimento ainda não identifiquei mas o que é certo, ao que verifico e me anunciam, é que existem.

     É minha intenção criar uma rede de olheiros como se usa dizer no futebol com o objectivo de detectar, assinalar talentos a esse nível. Necessitamos de criar uma bolsa de formadores dependendo directamente da FPC que possam depois assegurar, no plano de cada Associação, formação de dirigentes a todos os níveis como aquela que acima refiro. Insisto que entre os jovens referenciados existem inclusive licenciados, claramente capacitados para esses desempenhos.

     Desdramatizando, não posso deixar de dizer que desde que me conheço nestas andanças da modalidade sempre ouvi lamentar da falta de vocações para dirigentes.

     No que se refere ao problema da dimensão das colectividades, dou nota que o tratamento dessa questão exige grande sensibilidade. Em primeiro lugar, é importante dizer que a liberdade de associação é um direito inalienável previsto no Artigo 46º da Constituição da República. Direito com o qual estou absolutamente de acordo, é uma componente essencial da democracia e, portanto, se um conjunto de columbófilos se quiserem associar têm todo o direito de o fazer, sejam cinco ou dez como referem.

     Agora, é evidente que no plano desportivo a dimensão das colectividades coloca problemas muito sérios face à ausência de massa critica. Muitas das fraudes desportivas mais graves resultam da fraca dimensão dessas colectividades.

     Sem pôr em risco o direito de associação colocámos à consideração no último congresso federativo a proposta de que só poderiam proceder a anilhamento e encestamento as colectividades que garantissem a inscrição de um mínimo de 150 pombos (o que corresponderia não a 10 associados mas apenas a 5 o que evidência os cuidados havidos com a proposta que foi avançada). Quando tal cifra não fosse alcançada, teriam que fazer o encestamento na colectividade mais próxima desde que essa assegurasse a tal massa critica. Ou seja, tudo se manteria na mesma, só que o encestamento seria executado com garantia de uma observação mais ampla, a tal massa critica.

     Esta proposta não teve vencimento por razões eventualmente aceitáveis mas é um facto que aquilo que presumo seja por vós (e não só) considerado um problema (só assim se entende que coloquem a questão), não o é por outros.

     Mas é minha intenção voltar ao assunto, até pelas razões já apontadas, como é o caso da alegada falta de dirigentes, etc. Desta vez percorrendo outros caminhos, nomeadamente o da promoção de estímulos para os columbófilos oriundos das colectividades que decidam integrar-se ou fundir-se com outra colectividade vizinha, aumentando a respectivas dimensões. Além dos estímulos, teremos de assegurar apoio jurídico para que tais processos se possam desenvolver correctamente e em harmonia.

     Trataremos da questão sem decretar ou impor, cada um fará como e quando quiser, nós apenas estimularemos esse desenvolvimento.

 3 – Considera que a organização da columbofilia nomeadamente a Campanha Desportiva deve encontrar um sistema que possa trazer uma certa igualdade na competição entre grandes e pequenas colónias?

     Sem dúvida que a procura de alguma igualdade entre grandes e pequenas colónias deve ser um objectivo a perseguir. Se perguntar a qualquer columbófilo praticante com uma grande colónia ele também estará de acordo com isso.

     É minha convicção que isso é possível sem impor que as grandes colónias sejam obrigadas a passar a pequenas (o que não seria possível nem desejável) ou, como é óbvio, impor que as pequenas passem a grandes.

     As Jornadas Nacionais, cujas orientações e propostas a Direcção a cessar funções assumiu, apontavam para algumas soluções que conduziam, sem prejuízo de ninguém, a esse objectivo. Infelizmente não foi possível avançar.

     As coisas são como são, julgo que se pode dizer que há alguma disfunção entre as necessidades objectivas e as possibilidades da sua concretização. Observam-se legítimos interesses que se contradizem de modo justo, é como que um paradoxo.

     Também admito que o erro esteja na insuficiente informação e explicação dos objectivos e disso faço mea culpa.

     Mas defendo que é um processo que não devemos abandonar, a FPC tem a possibilidade de ela própria avançar com iniciativas que procurem ir ao encontro, ou pelo menos fazer aproximar, alguma igualdade competitiva. Nesse sentido, desenvolveremos junto do futuro Conselho desportivo, a influência necessária para que promova um campeonato nacional em paralelo com outros campeonatos como os que tradicionalmente vêm organizando mas que obedeça a critérios que façam aproximar o tal espírito da igualdade.

4Já pensou num plano estratégico (em que se envolvam nomeadamente as Associações) que possa dar resultados a médio prazo no sentido de estancar o afastamento dos columbófilos e possa aliciar novos praticantes?

     Certamente têm presente que apresentámos uma proposta concreta por ocasião das Jornadas que assenta no desenvolvimento de uma campanha com recurso a um slogan A columbofilia é linda.

     Será uma campanha que terá como direcção fundamental a recuperação de efectivos, o que sem dúvida constituirá uma tarefa gigantesca, a exigir de todos o melhor dos seus esforços.

     Hoje, lamentavelmente, não se pode colocar o plano do rejuvenescimento com a força que desejávamos. Condicionalismos de ordem demográfica impedem-nos de alargar o número de praticantes nas faixas etárias jovens.

     Como médico especialista em saúde pública devo lembrar que Portugal é um país a envelhecer – nas estatísticas de saúde verifica-se uma pirâmide etária invertida, ao contrário dos países em desenvolvimento para se ter uma noção mais precisa do fenómeno basta dizer que, entre 1966 e 2001, se verificou um decréscimo de 36% da população jovem e um incremento de 140% da população idosa.. E a perspectiva é a do agravamento da situação. Actualmente, por cada 100 jovens existem 115 idosos mas em 2060 para cada 100 jovens teremos 271 idosos.

     É pois um problema que afecta e afectará no futuro, não só a nossa modalidade como todas as outras.

     Portanto, a ideia é a campanha inicialmente incidir pela recuperação. A FPC fará um levantamento de nomes de columbófilos que de 2000 para cá deixaram de pagar quota federativa. Estas listagens serão elaboradas por distrito e endereçadas à respectiva Associação e também aos clubes (cá está o envolvimento a que se refere), de modo a que estes possam organizar contactos tendo em vista a recuperação (procurando oferecer a ajuda possível) dessas pessoas que se sabe já foram praticantes. A listagem incluirá, alem do nome, a forma de contacto existente.

     Será igualmente fornecido o nome e residência de jovens que desde 2000 fizeram férias desportivas mas que se sabe não constam como praticantes. Também esta listagem será elaborada por distrito.

     A divulgação de formas facilitadoras da prática da modalidade com recurso a pombais das Aldeias Columbófilas, da prática resumida à participação nos derbies através dos Columbódromos e ainda nos Pombais Colectivos (como já acontece em Arazede – S.C. Arazedense, no distrito de Coimbra), promoção/cedência de pequenos pombais, constituem formas que poderão ir ao encontro das possibilidades de superação das dificuldades que eventualmente possam ser evocadas como sendo as que estão na origem ou do abandono ou do não ingresso na modalidade. Continua a ser uma forma de divulgação e insinuação da modalidade, os pombais nas escolas, de que somos exemplo no mundo, mais como forma de multiplicação futura de columbófilos do que praticantes de momento.

     Também devo referir que já encetei contactos e lancei o desafio a várias empresas para a produção de pombais em alumínio, facilmente desmontáveis e com características próprias (ex: meios áudio visuais) para associações e clubes poderem divulgar ao vivo a nossa modalidade nos mais diversos eventos e locais da comunidade.

     Muito em breve serão apresentados para escolha e utilização pelas Associações e clubes..

     Em suma, um plano estratégico  que inclui as mais diversas formas de dar a conhecer ao grande público a nossa modalidade e os nossos atletas  onde é imprescindível a envolvência de todos , dirigentes e columbófilos, em união de esforços para atingir os objectivos que todos almejamos.

 5 – Nas II Jornadas Columbófilas vários columbófilos alertaram para os problemas que afectam o progresso do nosso desporto. Que acções vai tomar para colmatar tais deficiências?

     Constato que para o MC as Jornadas tiveram impacto, da dimensão das colectividades, à preocupação sobre a igualdade competitiva, ao afastamento e recuperação dos columbófilos e agora aos problemas que afectam o nosso desporto levantados aí por alguns columbófilos.

     As Jornadas elaboraram ideias, produziram propostas soluções através dum interessantíssimo movimento da base ao topo. Muitas das conclusões e recomendações ainda estão por desenvolver não obstante a sua actualidade, constituindo um manancial de acções de progresso, mas muito trabalhosas.

     Sendo uma herança do mandato anterior constitui uma proposta de trabalho futuro para toda a estrutura da modalidade.

     Estou muito de acordo com uma intervenção proferida nas Jornadas, pelo Eng. Inocêncio Mendes, que fez notar que as Jornadas mostram que a modalidade não está doente quer pelos documentos apresentados, quer pelo nível da iniciativa.

     Isto não quer dizer ausência de problemas, obviamente. Temos e teremos sempre problemas, caso contrário, aí sim, estaríamos estagnados.

     O progresso do nosso desporto depende de variadíssimos factores, desde a organização da família e do trabalho que está hoje perante uma crescente flexibilidade e mobilidade inconveniente para a modalidade, a luta pela recuperação de efectivos, o esforço na redução dos custos, os problemas do urbanismo, etc., tudo questões colocadas nas jornadas pelos presentes.

     Será pois minha preocupação, entre outras, a sensibilização da estrutura no sentido da racionalização dos meios de transporte e outros, de modo a embaratecer custos, a adopção de soluções na realização das provas que vá ao encontro da harmonia familiar, a adopção de novas formas de praticar a modalidade por forma a ultrapassar os problemas de espaço para construção de pombais, o desenvolvimento da tecnologia de modo a facilitar a prática e a evitar perdas, a adopção de fórmulas competitivas que integrem todos e estimulem a prática da modalidade.

6 -  Se for eleito que conclusões retirará desse facto e que acções tomará de imediato?

     Concluirei que os columbófilos, através da sua Assembleia delegada, o Congresso, não se deixaram cair no desconhecido, em soluções sem sustentabilidade, pelo contrário, optaram por uma solução conhecida que está na modalidade para a servir e não para dela se aproveitar, que busca permanentemente o consenso, que privilegia o diálogo como o demonstra à saciedade o passado. Diálogo que, face aos novos estatutos decorrentes da aplicação da nova Lei, será incrementado agora de forma multilateral uma vez que estando hoje a FPC mais próxima da base – os columbófilos – mais fácil se torna chegar até eles de modo institucional.

     De imediato estabelecerei, com a restante estrutura dirigente da FPC, o calendário de execução do programa a que me proponho, e que, oportunamente tornarei público na íntegra, com a definição no tempo da concretização dos objectivos.

     É grande a tarefa, uma vez que se colocam, para além dos compromissos programáticos de sentido estratégico e a prazo, outros de carácter mais urgente e sem esgotar, tais como: a criação de um Serviço de Atendimento Suplementar, personalizado, linha telefónica directa, fax, e-mail, etc., a funcionar todas as segundas-feiras de modo a assegurar consulta sobre temas e problemas de natureza desportiva, serviço a ser garantido pelo futuro Conselho Desportivo, a realização de, em duas ocasiões no ano, reuniões informais com os delegados eleitos ao Congresso, promover uma efectiva circulação de informação geral global através dos meios informáticos específicos para o efeito, a criação do Gabinete de Apoio aos Clubes e Associações, o levantamento e sinalização de todos os pombais a nível nacional com recurso ao Google Earth e definição das respectivas coordenadas WGS 84, o levantamento dos locais de solta em território nacional e espanhol com possibilidades de poderem perdurar livres de condicionalismos promovendo a respectiva sinalização no Google Earth e definição das  coordenadas WGS 84 que lhes estão associadas. Sendo ambiciosa a pretensão, mas exequível, porque são bem conhecidos os princípios activos dos medicamentos fundamentais para a prevenção e superação das doenças dos pombos-correios, procurar encontrar uma linha de genéricos ( à semelhança da medicina humana) de modo a embaratecer custos, entre outros.

     De outra índole, mais virado para a divulgação junto do grande público para quem a nossa modalidade e o pombo-correio são ainda insuficientemente conhecidos ou até desconhecidos, ou são erroneamente associados a outras espécies de columbiformes, penso concretizar o Projecto Conhecer para transmitir a imagem real do nosso desporto que importa que a sociedade passe a ter.

     A FPC tem agora uma nova e mais alargada arrumação dos Órgãos, cada um com as suas competências estabelecidas estatutariamente de modo preciso. Impõe-se um levantamento de meios, desde os disponíveis aos necessários, para que cada Órgão alcance o desiderato para que foi constituído.

     Promoverei, de seguida, a constituição de uma Comissão que trabalhará sobre a minha orientação e para minha ajuda, liberta das preocupações da gestão corrente de que estão acometidos os diversos órgãos, sem qualquer multiplicação, interferência ou colisão de competências com o núcleo dirigente, tendo em vista a definição de um plano de desenvolvimento estratégico de curto, médio e longo prazo, abrangendo tudo que à modalidade diz respeito, seja no plano desportivo, seja no plano administrativo, mas que proponha soluções aos problemas que os condicionalismos dos tempos que hão-de vir nos colocarão. Não se trata de especular, tratar-se-á de estudar os cenários prováveis de modo científico e dar-lhes resposta, enfim, organizar o futuro. Perspectivas e soluções a serem posteriormente submetidas, uma a uma, por meu intermédio aos restantes órgãos.

     Tenho a vantagem de conhecer bem a casa e a modalidade, os condicionalismos a que está sujeita mas também as potencialidades intrínsecas, com o levantamento da situação efectuado e os órgãos executivos que nomearei, mais pela lógica da competência e capacidade de trabalho, do que da representatividade geográfica, estou certo de que melhor do que ninguém reúno condições para levar o desafio a bom porto, incrementando o diálogo a que fui habituando os columbófilos e as respectivas estruturas. Comigo não há lugar ao salto para o escuro.

RUI EMÍDIO

Rui Emídio, o actual presidente da ACD Faro, em conjunto com a sua equipa de trabalho, fez da sua Associação aquela que é considerada por muitos um modelo de gestão columbófila. A candidatura de Rui Emídio tem o propósito de iniciar um novo ciclo de modernização de toda a columbofilia portuguesa. 

1 – Qual é a principal motivação que o leva a candidatar-se a presidente da FPC?

 

 A principal motivação foi a espontânea onda de apoio que fui recebendo, e alguns acontecimentos que fui observando ao longo dos ultimos 7 anos que sou presidente da ACDFaro, e que terminaram no último congresso da FPC. Passo a enumerar os que mais me marcaram...

 

Jovens - Em 2003, e após apenas alguns meses de dirigente associativo fui ao primeiro congresso da FPC, de apresentação de Relatório e Contas, e, entre outros pontos, chocou-me a verba que a FPC declarou como gasta com a columbofilia jovem no ano anterior, que foi de 150 euros. Na altura, teci duras críticas, já que se andava a apregoar aos quatro ventos a necessidade de se atrair os jovens para a columbofilia e depois o investimento para esse fim era simplesmente ridículo. Ficou a intenção dos dirigentes melhorarem este apoio, o que se tem vindo a verificar apesar de continuar muito longe daquilo que é necessário. Cheguei até num evento público a perguntar ao Presidente se não tinha vergonha daquela verba, quando a FPC recebia alguns milhares de euros do Estado para apoio à columbofilia jovem.

 

Sempre fui um defensor do apoio á columbófilia jovem e comigo tudo mudará no apoio aos jovens, pois sem eles o futuro deste desporto não existe.

 

Mira - Numa das minhas primeiras intervenções num Congresso, também de apresentação de contas, questionei a FPC de que deveriam apresentar as contas de Mira, em que as despesas e receitas de Mira fossem explicitas e não apenas misturadas com tudo o resto, já que dessa forma era difícil, senão mesmo impossível, percebermos, afinal, que receitas e despesas estão efectivamente associadas a Mira. Até porque, todos sabiam o que se comentava, e comenta, que seguramente, 90% dos columbofilos portugueses duvidavam de Mira, e que se, de facto, não havia nada a esconder, então as contas deveriam ser perfeitamente claras e transparentes.

 

Após alguns esclarecimentos, continuo a pensar que todas as contas devem ser conhecidas, porque nem Mira nem a FPC é dos dirigentes, mas sim dos seus sócios e estes têm o direito de ter conhecimento completo de tudo o que se passa na FPC.

 

Comigo, tudo será divulgado. O livro estará sempre aberto para quem quiser ver. Só assim Mira continuará a ter aderência e impacto na columbofilia portuguesa. Daí que pretenda envolver mais os columbófilos na participação e organização, atribuindo bons prémios monetários e uma percentagem na venda dos pombos.

 

Desportivamente - Quando um vice presidente da FPC que tem a seu cargo a parte desportiva da FPC, vem dizer, num artigo que escreve num jornal da especialidade que a comissão desportiva da FPC tem os mesmos poderes, que uma comissão de festas, ou uma comissão de moradores, ou seja, que não tem poderes, então onde é que queremos ir? Se quem deve gerir a parte desportiva não tem poderes para dinamizar a columbofilia, temos de perguntar quem se opõe, ou quem lhe tira os poderes. E fica-se a pensar, que é por isto que a FPC apenas organiza Barcelona, e os Campeonatos Nacionais do Columbófilo e do Pombo, mas quem tem o trabalho todo são os clubes e as associações. Tudo isto tem de mudar.

 

Divulgação - Quantas vezes ao longo dos anos ouvi e li comentários de que existe por parte da comunicação social interesse em divulgar a columbofilia e que quando contactam a FPC, nada lhes é dito? Fica no ar o parecer de que há interesse em que seja um desporto secreto, fechado, que só alguns sabem que existe. Comigo haverá mudança radical.

 

Congressos - Quando participei pela primeira vez no Congresso, o primeiro ponto da ordem dos trabalhos era e é sempre a aprovação da acta do Congresso anterior. Esta aprovação é antecedida de apenas alguns minutos, logo após de nós nos sentarmos, de olharmos para os documentos que temos em cima da mesa, e de verificarmos que entre esses documentos está a Acta do Congresso anterior, a qual ainda nem sequer a começámos a ler e já o Presidente do Congresso está a pôr essa Acta a aprovação.

 

Esta situação, levou-me a reclamar tempo para que a Acta pudesse ser lida e a sugerir ao Presidente do Congresso que solicitasse à Direcção da FPC que, juntamente ao envio da Convocatória do Congresso nos fosse também fosse enviada a Acta da reunião anterior, de forma a poder ser devidamente lida e analisada, antes de ser votada.

 

Este mau hábito de só antes de cada reunião termos acesso à Acta anterior, deu origem a que no ultimo congresso a ACD Faro tivesse apresentado uma proposta de alteração dos delegados que iriam ser eleitos pelos árbitros/conselhos técnicos, e treinadores /formadores, ao abrigo dos novos estatutos, e onde a FPC fez a seu belo prazer o que quis pois na proposta que apresentou às associações nas reuniões realizadas, acrescentou as classes de treinadores e árbitros sem discutir as percentagens dos delegados dessas duas classes, proposta essa que foi retirada pelos delegados da ACD Faro, porque o presidente da FPC interveio, e apresentou uma proposta verbal que aceitámos, mas que quando foi passada para os Estatutos, não veio como nós pensámos que tinha sido aprovada.

 

Reclamámos para o Presidente do Congresso que ouviu a gravação e concluiu que essa parte não constava na gravação. De seguida, fomos ver o que diz a acta escrita do Congresso, e, para nosso espanto, nem uma palavra constava sobre o assunto, nem que apresentámos a proposta, nem que houve discussão, nem que usaram da palavra quase todos os delegados das associações, nem a votação.

 

Ora, certamente não houve uma amnésia colectiva. Isto, leva-nos a pensar que as actas dos congressos apenas servem para defender os interesses de alguns. Comigo nada disto se passará, pois tudo o que for dito nos congressos terá de passar para as actas, seja bem ou mal, e agrade ou não, a quem quer que seja, e as actas serão enviadas com as convocatórias para que os delegados as possam ler e verificar a sua correspondência aos factos.

 

Foi por este conjunto de factos, por muitos outros e analisando que eles contribuiram para o caminho descendente que a columbofilia teve secessivamente nos últimos anos, pela passividade gritante de quem dirige em querer inverter este rumo que a continuar colocorá em causa a nossa existência como modalidade desportiva e pelos apoios espontâneos que ia tendo, por parte de columbófilos, clubes, associações, e dirigentes ansiosos e convencidos de que é necessário uma mudança que traga novos projectos, que crie uma rede de novas vontades, que dirija a Federação a pensar nos columbófilos, que decidi candidatar-me à Presidência da FPC.

 

Acresce ainda á minha decisão o facto já assumido de, por motivos familiares, a minha mudança de residência para Coimbra. Quero no entanto deixar bem claro que não atropelei ninguém, pois qualquer columbófilo deste País tem o direito de se candidatar e quero aqui deixar bem claro que as primeiras pessoas, estranhas á minha candidatura, a saberem desta minha decisão foram os já anunciados candidatos.

 

2 - Falta de dirigentes... Perante o novo cenário imposto pela Lei de Bases quais são as suas ideias para trazer mais dirigentes para o activo? Será necessário profissionalizar alguns cargos? Que fazer com as colectividades com menos de 10 associados?

 

 A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, veio acrescentar e definir políticas de desenvolvimento do desporto e da actividade física que necessitam de alguma reflexão quer da Federação enquanto órgão máximo da columbofilia, quer uma reflexão conjunta da própria Federação com as associações distritais e clubes.

 

Será da análise exaustiva e partilhada que iremos completar com os vários parceiros, que depois encetaremos uma estratégia concreta e objectiva para estimular os columbófilos a exercerem cargos de dirigentes. E digo que iremos completar porque, desde que anunciei a minha candidatura à presidência da FPC, que iniciámos um trabalho abrangendo várias áreas do programa que irei apresentar, onde consta, como não podia deixar de ser, a carência de dirigentes.

 

Reconhecemos que as associações e os clubes têm um papel fundamental na coesão do desporto columbófilo e é por esse, e por outros motivos, que se torna fundamental corrigir alguns desequilíbrios originados quer pelas dificuldades económicas quer pelo afastamento e até pela insularidade.

 

Ora, as associações e os clubes só cumprirão o seu papel desportivo de forma consistente e continuada se tiverem dirigentes e se a estes forem dadas condições.

 

Sou, já há 7 anos, presidente de uma associação distrital e fui 10 anos presidente de uma colectividade, e estou à vontade para afirmar que o papel das associações e dos clubes é quiçá, mais importante, na coesão da columbofilia do que o papel da própria federação.

 

Quanto à profissionalização de alguns cargos do dirigismo columbófilo, entendo que ao nível dos clubes não será possível, nas associações acredito que algumas terão capacidade para o fazer, devido aos elevados orçamentos que têm e ao muito trabalho que há a fazer.

 

No que diz respeito à FPC, penso, não tenho a certeza, que haverá apoios a alguns dirigentes, o que acho justo, para fazer face ás despesas e ao tempo perdido, mas não posso ter a certeza que valores, pois esses dados não são divulgados separadamente, mas o que entendo sobre o atrás descrito, é que na FPC se crie um modelo igual ao existente nas autarquias e noutras federações desportivas do País. Analisando o que hoje se passa na FPC vemos que tem 4 funcionárias (penso que é este o número?), o tratador de Mira, mais o director de serviços, e o que vemos è que não conseguem despachar o que chega á FPC, que estão atolados em trabalho, que não conseguem dar resposta ao que lhes é solicitado. E isto porquê?. Penso que não é por os funcionários ou o director de serviços não trabalharem, pois muitas vezes telefonamos às 21 ou 22 horas e ainda estão na FPC, mas sim porque o trabalho é muito e acredito que muitas vezes não possam dar resposta às solicitações dos columbófilos, dos clubes, das associações e de outros, porque não há quem despache, quem dê parecer em tempo útil.

 

É esta a minha percepção do que se passa. Então qual é a solução, pois assim não pode continuar, ou se contrata mais pessoal para que se consiga ter tudo em dia, ou o presidente passa a ocupar o cargo nos moldes que atrás descrevi, conforme a sua disponibilidade, e terá de garantir que tudo esteja em dia, sem atrasos independentemente do tempo que vier a dispender. Só com esta medida se poderão pedir responsabilidades.

 

No que diz respeito às colectividades que têm menos de 10 columbófilos, temos que ter em atenção a sua localização, pois não podemos pedir aos columbófilos que percorram dezenas de quilómetros para ir encestar os seus pombos, no dia seguinte ir levar o aparelho e no outro dia ir ver as classificações, isto seria acabar com a columbofilia em muitas zonas do país, principalmente no interior. O que penso que se terá de fazer é definir a distançia de outras colectividades e o número de columbófilos existentes nessa zona, para se dar autorização a abrirem novos clubes.

 

 3 – Considera que a organização da columbofilia nomeadamente a Campanha Desportiva deve encontrar um sistema que possa trazer uma certa igualdade na competição entre grandes e pequenas colónias?

 

Uma das linhas mestras, que apresentei resumidamente, em simultâneo com o anúncio da minha candidatura, é a igualdade de participação, em número de provas e de pombos, nos CAMPEONATOS NACIONAIS. Esta decisão vai ao encontro não apenas daquilo que defendo para a columbofilia, mas também da auscultação daquilo que é a vontade da maioria dos columbófilos. É uma medida  que vai dar uma contribuição muito consistente para esse equilíbrio, pois todos os columbófilos sabem que para os campeonatos nacionais, sejam de que colectividades forem, sejam de que associações forem, o número de concursos e de pombos para os campeonatos nacionais é igual para todos.

 

Nas primeiras ideia que apresentei quando da divulgação da candidatura, expressei bem que  pretendia dar poder às associações para, em conjunto com os seu clubes e os seus columbófilos, definirem a politica desportiva e outras que pretendem para o distrito, definindo o número de pombos que pretendem enviar a concurso, o número de provas, e outras medidas que queiram tomar, pois tenho sentido ao longo destes anos de dirigente columbófilo que os  clubes, as associações e os columbófilos têm de ter mais poder de decisão sobre o que querem para os seus distritos, pois a realidade dos vários distritos não é igual, há muitas diferenças ente o litoral e o interior, o norte e o sul. Já que o governo não faz a regionalização, tem a columbofilia de o fazer . E essas medidas são legítimas porque cada associação tem uma realidade económica, social e territorial diferente. Compreende-se assim que, à luz dessas realidades, as próprias associações definam políticas desportivas que procurem a igualdade entre as colónias.

 

4Já pensou num plano estratégico (em que se envolvam nomeadamente as Associações) que possa dar resultados a médio prazo no sentido de estancar o afastamento dos columbófilos e possa aliciar novos praticantes?

 

Claro que qualquer pessoa que seja responsável, conheça a realidade actual da columbofilia e se candidate ao lugar de presidente da FPC tem que ter um plano para essa preocupante questão.

 

Como deve saber, no universo columbófilo nacional, a Associação de Faro da qual sou presidente, tem sido aquela que tem revelado maior estabilidade no número de columbófilos, e tem conseguido em conjunto com os clubes, implementar algumas medidas nesse sentido, com sejam a criação de espaços para a prática da columbofilia, o apoio aos jovens e aos mais necessitados, oferecendo a associação o transporte dos pombos na campanha desportiva.

 

A esse facto não é certamente alheio o trabalho desenvolvido pela associação mas também pelas colectividades. No entanto, tenho consciência que o trabalho a fazer a nivel nacional, requer a participação das associações e principalmente dos clubes, pois sem estes, que conhecem melhor os columbófilos com mais necessidades e os autarcas,  e estes são fundamentais neste processo, pois temos de lhes dar a responsabilidade de que se constroem campos de futebol, de basket, da andebol, pistas de atletismo e outras estruturas para as várias modalidades, porque é que não constroem as instalações para a prática da columbofilia, e se nunca vi nenhuma instalação desportiva ser demolida porque é que insistem em demolir as nossas?

 

Foi esta mensagem que conseguimos passar no Algarve e quero que a minha experiência sirva para a nível nacional também o conseguirmos. 

 

Por isso mesmo, vou implementar na FPC a obrigatoriedade de reunir pelo menos uma vez por ano com as associações individualmente e com a presença dos clubes, em local a definir por cada associação.

 

Vou também promover a realização anual de um encontro nacional das associações onde se discutam todos os assuntos respeitantes á columbofilia nacional, um pouco á semelhança do que se passa no poder autárquico onde existe a Associação Nacional de Municípios, que coordena reuniões anuais entre autarquias, para que essa acção contemple as realidades de cada uma área ou zona do país.

 

Estas são  algumas outras medidas que preconizamos no sentido de mantermos o nosso património humano e aumentá-lo. Daí que tenha já anunciado que parte da receita de Mira seja para aplicar na divulgação da columbofilia em estreita colaboração com outras instituições governamentais e não governamentais.

 

Em conjunto com as associações e os clubes, pensamos ainda envolver os pais, ou seus representantes, encarregados de educação e autarquias e dialogar com alguns escritores de livros para crianças e jovens e as respectivas editoras para sensibilizá-los para escrever e publicar alguns livros, de banda desenhada e de prosa, sobre a columbofilia, de forma a integrá-los como componente curricular;

 

Fazer incluir nas iniciativas extra curriculares, as visitas dos jovens em idade escolar a pombais, aldeias columbófilas e centros de criação; Promover concursos entre os jovens do ensino primário e secundário, de desenho e prosa sobre o pombo-correio;

 

Criação de um Gabinete de Imprensa nacional e de um internacional, para que se possa promover os nossos columbófilos e os nossos pombos  não só em Portugal mas também no estrangeiro, incluindo a columbofilia nas escolas e os jovens columbófilos, aproveitando internacionalmente os columbófilos portugueses espalhados pelo mundo.

 

Este Gabinete de Imprensa terá ainda como funções divulgar a columbofilia pela imprensa (televisão, rádios on-line e outros meios que se entendam úteis).

 

Temos também em mente envolver o sector empresarial ligado à columbofilia, estabelecendo parcerias, quer em contratos programa quer em co-responsabilização institucional.

 

Criar o “DIA NACIONAL DO COLUMBÓFILO E DA COLUMBOFILIA” - porque não no dia da Exposição Nacional? - e envolvê-lo num vasto programa social, cultural, comercial e desportivo que vai desde debates, videoteca, experiências laboratoriais – veterinária; espaços para columbófilos de palmo e meio com insufláveis, bancadas de desenho e pintura, manuseamento e anilhamento de pombo; espaços de stands comerciais definidos e pensados pelos próprios expositores, acolhendo da parte deles toda a contribuição que possam e queiram dar para a dignificação e solidificação desta data nacional; estabelecer com as autarquias locais uma rede de ligação rodoviária ao local escolhido para comemoração do Dia Nacional da Columbofilia de forma a facilitar a presença dos columbófilos e familiares;

 

Definir uma estratégia com a imprensa da especialidade para que se crie cadernos temáticos, com os indispensáveis apoios de alguns grupos económicos de relevo, e que a distribuição seja feita nos estabelecimentos de ensino. Ter uma atenção especial aos praticantes com deficiência, aproveitando a responsabilização do Estado e das autarquias Locais, que é prevista, aliás, na Lei de Bases que já referimos, facilitando o seu acesso aos pombais e colectividades, tendo em vista a plena integração e participação sociais, em igualdade de oportunidades com os outros praticantes;

 

É evidente que temos a plena consciência de que as dificuldades económicas que as famílias portuguesas atravessam dificultam de sobremaneira esta nossa política de garantia e de aumento do número de columbófilos. Todavia, como responsáveis máximos, caso seja essa a vontade dos delegados ao próximo Congresso Federativo, não regatearemos esforços no sentido de conseguirmos os nossos objectivos.

 

5 – Nas II Jornadas Columbófilas vários columbófilos alertaram para os problemas que afectam o progresso do nosso desporto. Que acções vai tomar para colmatar tais deficiências?

 

Existem problemas que podem ser imediatamente atacados. Todos sabemos que a Federação, na sua organização técnica e administrativa geralmente não responde em tempo útil às solicitações dos columbófilos, nem resolve os conflitos de natureza desportiva que surgem durante as campanhas desportivas.

 

O que posso garantir e que alias já anunciei, é que será imposto a obrigação  de resposta e, se isso não acontecer os responsáveis por essa falta serão chamados á responsabilidade e retirarão dessa sua conduta as inevitáveis consequências. Por outro lado, os órgãos sociais responsáveis pela análise e decisão dos casos desportivos que possam surgir, terão que exercer a sua função dentro dos prazos legais e em tempo útil, para que seja salvaguardada a verdade desportiva. Estas são deficiências de organização que irei imediatamente corrigir. Outras que estão diagnosticadas serão objecto de uma correcção pontual com soluções adequadas.

 

Posso acrescentar-lhe que em relação ao período que medeia entre a venda das anilhas oficiais e o recenseamento, se crie um impresso electrónico de registo da venda das anilhas para que os pombos extraviados nesse período possam imediatamente ser recuperados.

 

Outra medida que acho essencial e que será criada imediatamente é a criação de um recenseamento das anilhas electrónicas (chipes) dos pombos, para que ninguém mais os possa usar, e que deixem de ser roubados .

 

Sabendo já da existência de anilhas com chip incluído em alguns países, verificar se é possível a sua implementação em Portugal.

 

Quanto aos pombos extraviados, fazer acordos com as associações para que se fiscalizem pombais onde hajam denúncias de pombos apanhados e não recuperados.

 

Criar regulamentos precisos e funcionais na área da competição desportiva, incluindo regulamentos sobre relógios, electrónicas, condições mínimas de soltas,, e regulamentação disciplinar sobre quem tenha em sua posse pombos apanhados e não comunicados.

 

A FPC fará pressão constante junto do Governo, da Secretaria do Desporto, Grupos Parlamentares, Associação Nacional de Municípiose, em conjunto com as nossas associações distritais e os nossos clubes junto das autarquias locais e governos civis, para que as nossas instalações desportivas sejam reconhecidas na sua plenitude.

 

Colocaremos ao dispor das associações e clubes todos os meios disponíveis para a formação e apoio informático.

 

Terá especial importância o apoio aos novos, mas também aos mais antigos e sempre que houverem abandonos iremos tentar saber os motivos para diagnosticarmos as verdadeiras causas associadas a esses abandonos para podermos ter alguma intervenção de recuperação.

 

Consideramos imprescindível o apoio meteorológico às associações durante a Campanha Desportiva e iremos estudar a possibilidade de implementar um sistema de informação para que esse apoio possa chegar também aos clubes e através destes aos columbófilos.

 

Com o agravamento do surto de doenças várias, iremos junta da Ordem dos Veterinários propor um acordo onde possa ficar definida a assistência veterinária a nível nacional aos nossos pombos. este é um projecto que devrá ter uma cumplicidade de toda a estrutura columbófila.

 

Apesar de ter tentado que a FPC reunisse com a Confederação dos Caçadores, pois apercebi-me que havia vontade, e seria possível chegarmos a alguns acordos sobre caça e columbofilia, disponibilizei-me para fazer a marcação, já que conheço pessoalmente o vice-presidente, mas nunca fui contactado e não tive conhecimento que tivesse havido alguma reunião. Espero agora conseguir.

 

Iremos colocar à disposição dos columbófilos ineteressados, todos os meios jurídicos da FPC para que mais nenhum pombal seja demolido.

 

Entendo que, nestes processos contenciosos, a primeira testemunha de defesa dos columbófilos, seja o Presidente da FPC, como, aliás tenho sido, enquanto presidente da ACD Faro e, posso dizer que ao longo destes sete anos de mandato no meu distrito, ainda nenhum pombal foi demolido, apesar de várias vezes o tentarem fazer.

 

O progresso do nosso ou de qualquer outro desporto está associado à transparência de processos e à forma como os diversos agentes se envolvem na modalidade. É por isso que agendaremos dias e horários para atendimento pessoal a columbófilos, clubes, associações, empresas e outros agentes. Julgamos que com esta acção ficaremos mais aptos a corrigir toda e qualquer deficiência que obste ao progresso da columbofilia.

 

Iremos regulamentar os derbies, criando um campeonato nacional de derbies, com uma classificação nacional.

 

Para a modernização e desenvolvimento de qualquer desporto as empresas privadas têm uma importância acrescida e é por isso que a FPC tem de sair das quatro paredes de Coimbra e tentar parcerias com as empresas privadas, principalmente na parte de competição, para que obtenha dividendos para poder aplicar na columbófilia e ajudar os que mais precisam. Este é um assunto que pretendo estudar profundamente.

  

Como o nosso desporto é um desporto de competição, iremos implementar um conjunto de provas nacionais, que sejam incluídas num campeonato nacional de fundo, disputado em várias provas, por raios ou zonas, entendendo eu que o mais verdadeiro seria a criação de 3 zonas, a norte, a centro e a sul, que teriam provas no mesmo dia, ou alternadamente, o que dará origem aos campeões nacionais não dos coeficientes, mas sim de competição, e porque não para terminar, uma prova onde participassem os 20, os 30, ou os 50 primeiros de cada zona do país, num local com distancia igual para Braga e para Faro.

 

 6 -  Se for eleito que conclusões retirará desse facto e que acções tomará de imediato?

 

A primeira conclusão que retirarei é que de facto consegui rodear-me de pessoas credíveis e prontas a trabalhar, que oportunamente irei divulgar e quais os cargos que irão ocupar, e acho que todos os outros candidatos o deveriam fazer, pois apesar de só o presidente ir a eleição e poder depois nomear os restantes elementos da direcção, do conselho desportivo, do conselho de standad, não vejo como se poderia votar apenas numa pessoa sem saber qual a equipa que o acompanha e qual os cargos que irão ocupar, só se se pretender esconder quem iremos nomear, o que comigo não vai acontecer, e que as associações, as colectividades, os columbófilos, os treinadores/formadores/classificadores, e os árbitros/conselhos técnicos, tinham uma enorme vontade de mudança e que aqueles que encorajaram a minha candidatura tinham razão quando me disseram que era necessário uma outra via mais arrojada, mais audaz, com ideias mais consistentes e com uma visão progressista e com o fim de MODERNIZAR A COLUMBOFILIA PORTUGUESA, e que vá ao encontro de todos os agentes da columbofilia, desde os clubes, aos praticantes, às associações e a uma parte muito importante da columbofilia que muitos se esquecem, que são as empresas do ramo e a imprensa.

 

Disseram-me ainda, para me convencerem a candidatar, que os columbófilos precisavam de um Presidente que fosse próximo deles e que pusesse a Federação ao serviço da columbofilia, pois é columbófilo, foi presidente de um clube durante 10 anos, e é presidente de uma associação desde 2003, e conhece toda a columbofilia portuguesa e muito do que se faz nos principais países da Europa onde a columbofilia tem uma expressão mundialmente conhecida, tendo por isso conhecimento concreto e no terreno do que faz falta fazer, do que está bem e do que tem de se conservar. É por tudo isto que quero formar uma equipa jovem, mas experiente em dirigismo, sem dependência do passado recente,  para que possamos em conjunto devolver a credibilidade e modernizar este nosso desporto.

 

Em relação às acções que imediatamente tomarei, na resposta anterior já foquei as que considero essenciais e elas prendem-se com a reorganização e a redefinição dos serviços técnico - administrativos e essencialmente com a dinamização da parte desportiva da Federação que não tem existido nos últimos 10 anos.

 

Um agradecimento ao jornal "Mundo Columbófilo" por me dar esta oportunidade de fazer chegar o meu projecto a todos, com a consciência de que esta geração de dirigentes será responsável pelo futuro da columbófilia no nosso país, pois se não conseguirmos fazer o volte face, caminharemos inevitavelmente para a extinção.

 

Um abraço a todos!

 

Campeonato Mundo Columbófilo
As fotos da distribuição de prémios da edição 2009

 

 
A DISTRIBUIÇÃO DE PRÉMIOS
 
A distribuição de prémios da edição 2009 do Campeonato 2009 realizou-se no passado dia 5 de Dezembro no recinto da ExpoRainha, em Aveiras de Cima, tendo contado com a presença de Henk Jurriens, manager principal de Eijerkamp & Filhos.

Mundo Columbófilo agradece a todos os participantes, aos patrocinadores Eijerkamp & Filhos, Herbots Animal Products e La Colombophilie Belge, à comissão organizadora da ExpoRainha pelas facilidades concedidas, às colectividades e associações que nos facilitam o envio dos dados, assim como a José Carlos Almeida Rosa pela divulgação do Campeonato.

Entrega de Prémios Campeonato "Mundo Columbófilo" - Campeonato de Velocidade

Entrega de Prémios Campeonato "Mundo Columbófilo" - Campeonato de Velocidade

Entrega de Prémios Campeonato "Mundo Columbófilo" - Campeonato de Velocidade

 

Entrega de Prémios Campeonato "Mundo Columbófilo" - Campeonato de Velocidade

Campeonato de Velocidade : Sol Nascente (Alcochete) - 1º Velocidade

Rui Dias Campos (Souselas) - 2º Velocidade (Ímpar) e 3º Velocidade (Par)

Dimas Guimarães & Filho (Porto) - 4º Velocidade

Horta & Valter (Faro) - 5º Velocidade (em sua representação José Carlos - Faro)

Cesário & Abílio Pereira (Vilar do Paraíso) - 6º Velocidade

Os Setas (Vila Nova da Rainha) - 8º Velocidade

Ulisses Terra (Ermesinde) - 9º Velocidade

João Carlos Coelho (Cadaval) - 10º Velocidade

Entrega de Prémios Campeonato "Mundo Columbófilo" - Campeonato de Meio-Fundo

Campeonato de Meio-Fundo : Bernardo Sousa (Leverense) - 1º Meio-Fundo

 Faustino & Picanço (Fuseta) 2º (em sua representação José Carlos - Faro), 3º Sol Nascente (Alcochete), 4º Cesário & Abílio Pereira (Vilar do Paraíso)

Sol Nascente (Alcochete) - 3º Meio-Fundo

Cesário & Abílio Pereira (Vilar do Paraíso) - 4º Meio-Fundo

Manuel Soares (Alcochete) - 5º Meio-Fundo

José Augusto Gonçalves (Cinfães) - 7º Meio-Fundo

José Ribeiro & Vítor Russo (Carregado) - 8º Meio-Fundo

Rui Dias Campos (Souselas) - 9º Meio-Fundo (Ímpar)

Rui Dias Campos (Souselas) - 10º Meio-Fundo (Par)

Entrega de Prémios Campeonato "Mundo Columbófilo" - Campeonato de Fundo

Entrega de Prémios Campeonato "Mundo Columbófilo" - Campeonato de Fundo

João Trincão & Ferreira (Riachos) - 2º Fundo

Papo Cheio & Planagril (Portimão) - 3º Fundo

Sol Nascente (Alcochete) - 4º Fundo

Fernando Oliveira Santos (Riachos) - 5º Fundo

Os Videiras (Laranjeiro) - 7º Fundo

António David Oliveira (Entroncamento) - 8º Fundo

 Campeonato "Mundo Columbófilo" - os três primeiros classificados em cada especialidade

Campeonato "Mundo Columbófilo" - os três primeiros classificados em cada especialidade

Campeonato "Mundo Columbófilo" - os três primeiros classificados em cada especialidade

Faustino & Picanço (Fuseta) - Vice-Campeão Meio-Fundo (em sua representação José Carlos - Faro), e Papo Cheio & Planagril (Portimão) - 3º Fundo