José Carlos Almeida Rosa

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COLUMBÓFILIA NA MADEIRA 25-07-2012

COLUMBÓFILIA NA MADEIRA

David Pereira – o único columbófilo na Ilha de Porto Santo

Praticar columbofilia na bela Ilha de Porto Santo é difícil, sobretudo porque existe apenas um columbófilo, David Costa Pereira, mas a sua paixão pelo pombo-correio fê-lo lutar e desde 2004 que participa nos campeonatos do Grupo Columbófilo Pérola do Atlântico, colectividade da vizinha Ilha da Madeira, a 75 kms de distância.

David Costa Pereira é natural de Barroselas, distrito de Viana do Castelo e foi aí que ocorreu o seu primeiro contacto com o pombo-correio, uma vez que o seu pai era columbófilo. Quando este faleceu, David Pereira e mais tarde o seu irmão, tomaram conta da colónia, mas por motivos vários interromperam a prática da modalidade.

Emigrou para França à procura de uma vida melhor e aí nunca teve disponibilidade para formar colónia. Uns anos mais tarde, a sua actividade profissional levou-o até à Ilha de Porto Santo. Gostou e por lá ficou até aos dias de hoje.

Na Ilha de Porto Santo aparecem muitos pombos-correio, sejam das soltas que os columbófilos da Ilha da Madeira ali realizam, ou das soltas de alto-mar efectuadas por madeirenses e canários. Esses pombos despertaram as memórias de David Pereira e daí até construir pombal foi um pequeno passo. Decorria o ano de 2000. Nessa altura, tentou incentivar várias pessoas a aderirem à prática columbófila, 6 ou 7 mostraram-se interessadas, mas não passou disso.

No Arquipélago da Madeira existem apenas dois tipos de competição, os concursos Porto Santo - Madeira e os concursos com solta em alto-mar. David Costa Pereira inscreveu-se como associado do Grupo Columbófilo Pérola do Atlântico e desde 2004 que participa nas provas com solta em alto-mar. Para poder competir nos concursos com solta em Porto Santo, conta com a ajuda de Rui Teixeira e Carlos Jorge (Ilha da Madeira) que no seu pombal tratam de uma equipa de pombos enviados por si ainda em borrachos. Esta equipa está inscrita em nome de João Alexandre Brito, seu sobrinho.

A partir do pombal de Porto Santo, a colectividade permite-lhe apenas participar nas provas de alto-mar.

David Costa Pereira cultiva pombos de várias origens, mas a que mais alegrias lhe têm dado são provenientes da África do Sul, de um columbófilo de Porto Santo que regressou à Ilha e trouxe alguns pombos consigo.

Os pombos são mantidos separados por sexos durante todo o ano, só estão junto na altura da criação.

Diariamente, machos e fêmeas voam separados durante 30 minutos, após o qual são alimentados (30 gramas – uma vez ao dia). Efectua ainda vários treinos em linha à volta da Ilha.

No Campeonato de Alto Mar, não existem datas para a realização dos concursos, uma vez que quem transporta os pombos são os navios que saem do Porto do Funchal em direcção ao Continente e apenas os que zarpam por volta das 17:30 é que estão em condições de efectuar a solta na distância pretendida. Quando isso acontece, David Pereira é avisado do encestamento, só tem tempo de dar algo de comer aos seus atletas, escolher os 5 pombos com que pode participar (gosta de mandar todos do mesmo sexo) e entregá-los no barco que sai de Porto Santo ao fim da tarde em direcção ao Funchal. Recolhe o comprovador já preparado e que foi enviado pelos amigos Rui Teixeira e Carlos Jorge e são estes que recolhem os seus pombos no Funchal e os levam para o encestamento. Depois é só esperar que o tempo esteja bom, porque a solta realiza-se independentemente das condições meteorológicas.

David Pereira deveria ser o primeiro a receber pombos, uma vez que tem o pombal 75 kms mais perto do que os columbófilos da Ilha da Madeira, mas tal não acontece. Considera que os seus atletas, em inferioridade numérica, deixam-se arrastar pela força do bando. Recebe-os sempre do lado da Ilha maior.

Passa para a reprodução os pombos que mais se destacam nas provas de alto-mar.

Curiosidade

Em certo concurso de Alto-Mar, enviou uma fêmea malhada que não regressou no dia do concurso, dia esse de mau tempo. A fêmea, seguindo o navio, aterrou sobre ele e só regressou 63 dias depois, quando o mesmo navio passou em Porto Santo, na viagem de regresso para o Funchal. Segundo as informações que pôde recolher, é bem possível que a fêmea fosse a Leixões e regressasse no mesmo navio.

O que é certo é que a malhada conquistou um lugar no coração de David Pereira.

David Pereira com um dos seus craques de Alto Mar

O pombal é simples e perfeitamente adaptado ao clima de Porto Santo

DESPORTO COLUMBÓFILO NA ILHA DA MADEIRA

Pombal de Lino Rogério Pinto, de Vereda da Cancela - Madeira

Pombal de Batista & Costa, Bom Sucesso - Madeira

Pombal de Elmano & Ricardo Santos, Aldeia do Lazareto - Madeira

Pombal de Carlos Duarte, Funchal - Madeira

Pombal de Isidro Arnaldo Sousa, de Câmara de Lobos - Madeira

Pombal de Miguel Perestrelo, de Lazareto - Madeira

Pombal de Miguel Batista & Carlos Batista, do Funchal - Madeira

Pombal de João Albino, da Ilha da Madeira

 

Aldeia Columbófila do Lazareto - Madeira

Pombal de Rui Teixeira - Madeira

Pombal de António Macedo - Madeira

Macho voado de Mar, columbófilo Açoreano Pedro Almeida a voar na Madeira no Pombal de Rui Teixeira

Macho de Rui Teixeira com várias provas de Mar

POMBO Nº 7551961/07 FÊMEA COM VÁRIAS PROVAS DE MAR - ANTÓNIO MACEDO

ESCOLA ASPIRANTE MOTA FREITAS
     
 
SOLTAS PORTO SANTO 2010
      
Viatura do Grupo Columbófilo Pérola do Atlântico
Associados do Grupo Columbófilo Pérola do Atlântico - Madeira
Inocêncio Mendes e Capela da Costa com columbófilos madeirenses (Exposição Nacional em Elvas/2008)
Columbófilos do Continente, dos Açores e da Madeira (Exposição Nacional em Elvas/2008)