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O Grupo Columbófilo de Alhos Vedros organiza anualmente competições entre os seus associados, nomeadamente: campeonatos de velocidade, meio-fundo, fundo e geral. O encerramento da época desportiva culmina sempre com um almoço de convívio e confraternização entre os associados e famílias e as entidades convidadas, e a entrega de prémios dos diversos campeonatos. Este ano, a festa columbófila realizou-se no domingo passado (20/09/2009), na sede do Grupo Columbófilo.
Na entrega dos prémios, o Campeão Absoluto foi Isidro Bernardino que venceu todos os campeonatos: Velocidade, Meio-Fundo, Fundo e Geral. Eis os resultados:
Campeonato de Velocidade 1º Isidro Bernardino, 2º Leandro Saraiva, 3º Vítor Almeida
Campeonato de Meio-Fundo 1º Isidro Bernardino, 2º Leandro Saraiva, 3º Voadores da Caniceira
Campeonato de Fundo 1º Isidro Bernardino, 2º Leandro Saraiva, 3º Voadores da Caniceira
Campeonato Geral 1º Isidro Bernardino, 2º Leandro Saraiva, 3º Voadores da Caniceira
Segundo apurámos, a situação da columbófilia está em retrocesso, a crise dificulta a aquisição de alimentação e de medicamentos para os pombos, é uma despesa que pesa, cada vez mais, no orçamento familiar dos columbófilos. “Em Alhos Vedros, o número de columbófilos concorrentes tem vindo a diminuir, já desceu para metade, mesmo assim, vamo-nos aguentando e prosseguindo com os concursos e os campeonatos”, afirma o Presidente da Direcção, José Augusto
Outro problema com que se debatem os columbófilos alhos-vedrenses é o de terem os pombais dentro da vila urbana ou não terem mesmo sítio para pôr o pombal. “Devíamos ter um sítio fora da localidade, apropriado para colocar os pombais”, diz o presidente.
A presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, disse ser a columbofilia uma actividade desportiva que deve ser mantida, não obstante a despesa que o columbófilo faz com os pombos e as dificuldades financeiras que a crise agravou. Fernanda Gaspar salientou o facto do Grupo Columbófilo de Alhos Vedros ter sede social própria, onde os associados se apoiam e convivem. A presidente disse ainda que “podem contar com o apoio da Junta de Freguesia”.
Vivina Nunes, vereadora municipal, numa palavra de esperança, disse que este é um desporto que vai vingar, apesar das dificuldades do momento, pois os columbófilos são pessoas muito empenhadas e com grande ‘amor à camisola’. Consciente que este é um desporto caro, os pombos têm de ser bem tratados, mesmo assim, Vivina Nunes crê que a actividade columbófila há-de continuar a desenvolver-se em Alhos Vedros. Sobre os apoios municipais, garantiu: “podem contar com o apoio da Câmara, pois, dentro das nossas possibilidades, continuaremos a apoiá-los”.
Seguiu-se a entrega de prémios da última campanha aos columbófilos concorrentes.
Corpos Gerentes GC Alhos Vedros
| Presidente |
ALEXANDRE GERVASIO |
| Vice-Presidente |
MIGUEL BRANCO REBOCHO |
| Secretário |
VITOR MANUEL ALMEIDA |
| Presidente |
JOSE AUGUSTO MARQUES FERNANDES |
| Secretário |
JOAO MIRA |
| Tesoureiro |
FRANCELINO JESUS LOPES |
| Coordenador |
FERNANDO CASSIANO DA SILVA |
| Secretário |
MARISA ISABEL ALMEIDA DA SILVA |
| Vogal |
ABILIO MARQUES FERNANDES |
UM POUCO DE HISTÓRIA
Após alguns anos a encestar no Grupo Columbófilo da Baixa da Banheira, José Urbano Tarouca, Joaquim Brito da Silva, José da Silva, Agostinho Moura e Pedro Aquino, decidem pela fundação de uma associação capaz de congregar todos os alhos-vedrenses amantes do desporto columbófilo.
O incómodo e o transtorno que representava o transporte de centenas de pombos para encestar na Baixa da Banheira e também o crescimento do número de columbófilos na Freguesia de Alhos Vedros determinaria a constituição do Grupo Columbófilo de Alhos Vedros.
Embora a emancipação do grupo tivesse começado a ganhar forma em 1953, só em 12 de Janeiro 1954 se dá a fundação da associação, vendo o grupo reconhecidos os seus estatutos. Nesse mesmo ano filiam-se na Federação Portuguesa de Columbófilia, com o nº 254 (desde 24 de Maio 1950). À frente do primeiro elenco directivo como Presidente da Direcção, ficou Agostinho Moura.
O Grupo Columbófilo de Alhos Vedros teve a sua primeira sede na Rua de Damão, num espaço arrendado, que depressa se revelaria exíguo para a actividade columbófila dos seus associados. Na Rua 5 de Outubro foi instalada a segunda sede social. Em 1987 instalaram-se no nº 65 da Rua 5 de Outubro, ainda em espaço alugado.
Em virtude do proprietário necessitar do imóvel para outros fins cedeu como contrapartida ao Grupo Columbófilo de Alhos Vedros um edifício em ruínas, na Rua de Damão, que mais tarde seria demolido para edificação da nova sede, onde ainda se encontra até esta data.
Fez-se a obra com os apoios da Câmara Municipal da Moita, com o trabalho dos sócios e com a colaboração de um construtor civil local, António Pimenta, que também é sócio do Grupo. O projecto da sede foi eleborado pelo próprio Grupo. A obra durou dois anos. No fim, ficou uma sede de dois pisos, onde funciona uma sala de direcção, uma sala de encestamento e venda de ração e um bar para convívio dos sócios.
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