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Benjamin Lee Whorf foi um linguista norte-americano que sugeriu que vivemos numa espécie de prisão intelectual, uma prisão formada pelas regras estruturais da nossa língua.
«A linguagem determina a forma como pensamos», dizia Whorf.
Mais tarde, Karl Popper vem dizer que é exactamente através da língua que chegamos a uma formulação linguística das nossas convicções, a ponto de gerarem teorias.
Por isso, a nossa visão do mundo é necessariamente uma visão impregnada de teoria – uma teoria é a organização de uma linguagem que procura criar estrutura e dar sentido à vida. E as teorias são importantes e indispensáveis porque, sem elas, não nos poderíamos orientar no mundo.
O problema é que também elas, as teorias, tendem a criar uma espécie de prisão intelectual.
Por exemplo:
O marxista vê a luta de classes em todo o lado.
O freudiano reduz a vida a um processo de repressão e sublimação.
O adleriano acha que cada frase e comportamento é indicador do complexo de inferioridade.
Para o jungiano, tudo é arquetípico.
E de repente, para quem só tem um martelo como ferramente, todos os problemas passam a ser pregos, como notava Mark Twain.
Parece evidente que a formulação linguistisca das nossas convicções nos leva a criar uma teoria conceptual do mundo – do nosso mundo - quer seja filosófica, científica, ideológica ou religiosa, e isso é também uma prisão!!!
Como diz Popper, «nunca podemos ser absolutamente livres».
Que fazer então?
Podemos confrontar as nossas convicções e teorias com outras concorrentes e, através da discussão crítica, podemos progredir. Mesmo tal acontecendo continuaremos, ainda assim, numa nova prisão; mas se progredirmos poderemos, pelo menos, viver numa prisão mais ampla.
Só que existem pessoas que pura e simplesmente nem capacidade para demonstrar as suas convições são capazes e como tal recorrer as palavras mais deprimentes que um ser humano pode usar.
Infelizmente dizem que lhes passam cartões amarelos e tal, mas de tempos a tempos voltam a carga...
No futebol o acumular de cartões amarelos significa....rua...fora de jogo
Não desejo mal a ninguem, mas não me posso identificar com estes constantes atropelos ao Bom Nome das pessoas ....
" A linguagem determina a forma como pensamos "