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                                         Este site é destinado aos amantes da Columbofilia

                                                                Sejam bem vindos

1 - A Inscrição numa Colectividade

O primeiro passo a dar por quem se queira iniciar neste desporto é dirigir-se à colectividade mais próxima da sua residência e proceder á sua inscrição.Os valores de inscrição (quotas) reportam-se, em regra, ao período de um ano e o custo é variável. A columbofilia é a arte de criar pombos-correio, com fins desportivos. O seu fundamento baseia-se na capacidade, inata, que estas aves possuem em voltar ao seu pombal, quando postos em liberdade, a grandes distâncias do mesmo. De acordo com esta capacidade de orientação, com o treino a que se submete, e o seu amor ao ninho, ao cônjuge, ao seu pombal e ao seu próprio treinador, percorre estas distâncias em maior ou menor tempo. Assim, antes de se proceder a qualquer investimento material, deverá ponderar, seriamente, se existe uma vontade forte em se iniciar na Columbofilia, se dispõe diariamente de uma fatia de tempo, para cuidar dos seus pombos e, acima de tudo, se o simples facto de ter pombos-correio constitui um factor de realização pessoal. Supondo que está motivado, a fase seguinte é a construção do pombal.

2 - O Pombal

Os pombais variam de uma região para outra. Podem ser totalmente abertos, semi-abertos ou fechados, construídos em madeira ou alvenaria. A sua instalação pode efectuar-se em terraços, jardins, sótãos, varandas... O volume pode variar, desde uma simples gaiola de 1 , a um grande pombal com várias divisões. É de especial importância que o pombal responda a estas três exigências:

  • estar bem limpo, exposto ao sol e seco
  • que as suas instalações resultem práticas e simples, livres de parasitas
  • que fique protegido de animais daninhos

Deve ser construído, atendendo:

  • ao número de pombos que irá abrigar
  • à sua situação
  • a evitar as correntes de ar

A orientação do pombal será tal, que se evite sempre a direcção em que os ventos possam fazer penetrar a chuva, no interior dos pombais. Convém procurar a orientação que proporcione uma temperatura agradável e permita aos pombos gozar os primeiros raios de sol. Uma boa orientação é , em geral, a de Sudoeste ou a de Sudeste. O pombal deverá ter boa luz natural, mas não excessiva, pois as fêmeas procuram, com frequência, as partes escuras para construir os seus ninhos. As paredes devem ser lisas, bem como os tectos.

Capacidade e distribuição
A quantidade óptima de pombos deve rondar os 3 a 5 por . As dimensões do pombal dependem, principalmente , do número de aves a albergar, do tipo de concursos em que essas aves participarão, o tipo de técnica ou "jogo" que o futuro columbófilo irá optar. Um pombal onde se queira instalar 50/60 pombos deve estar dividido da seguinte forma:

  • reprodutores
  • fêmeas não acasaladas
  • machos não acasalados
  • borrachos

Janela de entrada e saída
A janela ideal de entrada, saída e reconhecimento deve ser de tal maneira que:

  • Tanto a entrada como a saída, estejam formadas por pequenas aberturas ligeiramente inclinadas, de 8 a 10 cm de largura, para que os pombos possam passar no sentido de cima para baixo.
  • Os pombos possam saltar livremente à mísula exterior, e daí iniciar o vôo.
  • Se possa fechar, consoante a vontade do columbófilo.
  • Na mesma janela de entrada e saída, exista uma zona de reconhecimento, onde os borrachos se familiarizem com o comportamento dos adultos e com as referências exteriores.

Pavimento
O pavimento do pombal pode ser construído em madeira, placa de cimento, rede metálica ... Utiliza-se, também, com grande frequência, grelhas metálicas ou de madeira colocadas, pelo menos, 30 cm acima do pavimento, a fim de evitar o contacto directo das patas dos pombos com os excrementos, o que tem importância profiláctica contra algumas afecções, nomeadamente, parasitoses intestinais.

Casulos
Podem fabricar-se em alvenaria ou em madeira, formando 3 ou 4 pisos. As dimensões, para cada casulo, rondam os 70 cm de comprimento, por 40 cm de fundo e 40 cm de altura. É habitual colocar os casulos na face contrária à entrada do pombal.

Os Ninhos
Os ninhos são normalmente caçarolas de barro cozido, de uns 20 a 22 cm de diâmetro, de bordos e fundos planos, revestidos de areia para impedir a ruptura dos ovos.

Comedouro
Os comedouros têm de ser simples e fáceis de limpar. Encontram-se no mercado á venda, comedouros constituídos de madeira e/ou de metal. Devem permitir um fácil acesso dos pombos, e estarem colocados de forma a que as aves não possam ingerir sementes caídas no solo ou após contacto com os excrementos.

Bebedouro
É essencial que a água esteja sempre limpa e que se mude diariamente. Os bebedouros poderão ser de plástico, barro ou metal. Devem ser colocados num suporte a cerca de 50 cm do solo, evitando assim, a entrada de poeiras e penas. A limpeza dos bebedouros e o tempo de permanência da água dentro deles, tem grande importância na propagação de infestações por tricomonas. O bebedouro ideal é o de circulação contínua; em substituição convém empregar o bebedouro de inversão (pescoço largo)

Reservatórios de Grite
Encontram-se, também, à venda, em formas e dimensões variáveis. Deve, no entanto, haver o cuidado de adquirir reservatórios que impeçam a entrada de humidade e a queda ao solo do Grite. O Grite é uma mistura de vários minerais com origem diversa (conchas, pedra calcária, etc). Alguns ingredientes do Grite são solúveis em água , outros não. Os solúveis, constituem uma fonte de minerais para o esqueleto e para a formação dos ovos. Os não-solúveis, incrementam a função mecânica do estômago.

Poleiros
Colocam-se paralelos à parede em número suficiente para que todos os pombos se possam instalar. Os poleiros devem ter as arestas arredondadas. A altura máxima deve ser a 1,80 m do chão. Os poleiros devem ser instalados de tal forma que não seja possível, aos pombos que estão nos poleiros mais altos, sujar os pombos situados em lugares inferiores. Nalguns casos, dispõem-se em forma de xadrez.

3 - As Características do Pombo Correio

O actual pombo correio ou Pombo de Corrida é o fruto dos cruzamentos de algumas raças belgas e inglesas, efectuadas na segunda metade do século XIX. Este tipo de pombo foi continuamente seleccionado a fim de apurar duas características principais: o sentido de orientação e um morfotipo atlético.
O pombo de corrida caracteriza-se, entre outras, pelas seguintes propriedades:

  • endurance
  • vivacidade
  • rapidez de voo
  • penas abundantes e brilhantes
  • rabo sempre pregueado
  • pescoço, fortemente implantado, muito erguido
  • grande resistência à fadiga

Tem um peso médio compreendido entre 425 e 525 gramas para os machos e 480 gramas para as fêmeas. É capaz de percorrer num só dia distâncias de 700 a 1. 000 Km., a velocidades médias superiores a 90 kms por hora.

O Revestimento Corporal - As Penas
As penas nos pombos correio cumprem vários fins; formam uma capa termo-isoladora, organizam as superfícies impulsoras da asa e dão ao corpo a forma aerodinâmica característica.
Existem diferentes tipos de penas:

  • as de contorno
  • o "duvet"
  • as filopenas
  • o "duvet" empoado

São penas de contorno, as remiges (as penas maiores das asas), as rectrizes (pena da cauda) e as tectrizes (penas de cobertura).
O "duvet" é a penugem, a qual deve ser abundante e sedosa.
As filopenas transmitem informações sobre o movimento e as vibrações das penas de contorno aos receptores nervosos.
O "duvet" empoado contém um fino pó branco constituído basicamente por queratina. Este pó é o responsável pela resistência destas penas de água.
As penas são implantadas na pele, em campos, segundo, um padrão fixo. A cor das penas é variada, sendo as mais comuns: azul, vermelho, castanho claro, malhado, bronzeado, preto e branco. As penas do pombo renovam-se cada ano, designando-se esta actividade fisiológica como Muda e deve ser perfeitamente conhecida pelo columbófilo, porque representa um momento crítico na vida desportiva do pombo-correio: qualquer falha ou doença, nesta fase, reduz visivelmente a capacidade de competir nas grandes provas.
As penas mais importantes são as das asas e da cauda.

A Muda
As penas das aves não são mais do que a evolução das escamas dos seus longíquos antepassados: os répteis. A plumagem é principalmente constituída por proteínas. Assim, torna-se aconselhável aumentar durante o período da muda, o teor em proteínas na alimentação. Isto consegue-se mediante a introdução de grãos leguminosos (ervilhas, feverol, ervilhaca).

Em Pombos Adultos
A muda começa pela queda das remiges primárias da asa. Tem lugar normalmente de Outubro a Maio.
A muda depende do estado de saúde, da natureza do pombo, do meio ambiente em que vive, do regime a que se submete e da sua idade.
As dez remiges da asa são renovadas todos os anos, começando pela mais pequena, situada na parte média da asa. As seis primeiras caem a intervalos de três semanas, no momento em que a seguinte chega a ter a metade da sua longitude. A partir da queda da sexta, a muda estende-se às penas pequenas do corpo, começando pelas plumilhas que se encontram no nascimento do bico. As remiges secundárias têm um regime especial. Cada ano o pombo perde geralmente uma por asa. A nova pena sai um pouco mais larga, um pouco mais curta (1 ou 2 milímetros) e a sua extremidade é um pouco mais arredondada. As doze caudais renovam-se igualmente cada ano, caem aos pares de tal maneira que o plano inclinado que formam durante o voo mantem-se constantemente o mais perfeito possível.

Em Borrachos
A muda será total ou parcial dependendo da época do seu nascimento.

4 - A Reprodução

Os acasalamentos representam uma das virtudes mais destacadas do nosso desporto. Segundo a forma de os realizar vai depender a qualidade da futura colónia. Se não houver cuidado na selecção dos pombos a acasalar a colónia degenerará, tornando-se, cada vez mais, ineficiente em termos competitivos. Por tal motivo, devem deixar-se para a reprodução somente pombos com reconhecida categoria ou os provenientes de pombais com um pedigree comprovado. Independentemente do seu fim (melhorar a colónia), o conhecimento dos acasalamentos, reprodução e cria são importantes porque o desporto columbófilo baseia muito da sua estratégia na opção do tipo de jogo, nomeadamente metendo os pombos em celibato (machos e fêmeas separados) com ovos, com borrachos ou em viuvez. A distinção de machos e fêmeas faz-se por caracteres externos, normalmente o macho é de maior tamanho, possui um arrolhar característico, que se quando persegue outros pombos, estendendo as penas do rabo pelo chão. O macho costuma ter a cabeça, o bico, assim como, as carúnculas de maior tamanho que a fêmea.

O Acasalamento
Normalmente, juntam-se os pombos quando o fotoperíodo natural vai aumentando, isto é, a partir de Maio até Novembro. Embora dependendo da latitude e da época de muda, pode divergir.
A escolha dos casais é primordial na Columbofilia, nomeadamente, no apuramento de linhas mais aptas para os concursos de velocidade e outras adequadas a grandes distâncias. Seleccionar-se-ão para os acasalamentos machos e fêmeas que possuem constituição harmónica, uma força comprovada, um olho apropriado, uma rapidez no voo verificada nos diferentes concursos, etc., única forma de fixar nos seus descendentes as melhores características. Ainda assim, isso não quer dizer que se obtenham excelentes borrachos. É o columbófilo quem deve com a sua persistência ir eliminando as características defeituosas e introduzir as melhores à base de cruzamentos com pombos procedentes de outros pombais. Quando um casal der bons borrachos, deverá conservar-se unicamente para a reprodução não o expondo aos riscos da competição. Desta forma, alternando diferentes machos e fêmeas e comprovando sempre os resultados dos seus produtos no "cesto", é como ao final de algumas gerações se consegue colónias de absoluta confiança. Para fazer o acasalamento coloca-se o macho e a fêmea numa gaiola preparada para o efeito, onde efectuam a postura e a cria dos borrachos. Quando se quer acasalar um macho excepcional com várias fêmeas - o que é difícil, devido ao pombo ser monogâmico - existe um sistema chamado "a caixa do touro" através do qual se pode acasalar o referido "crack" com quatro fêmeas em simultâneo. Esta já é, no entanto, matéria para columbófilos experientes.

As Fases da Cria
As diferentes fases fisiológicas da cria resumem-se da seguinte maneira:

  • a postura efectua-se uns oito ou dez dias depois do acasalamento;
  • a fêmea põe os ovos: o primeiro pela tarde e o segundo dois dias depois, ao meio dia;
  • a incubação começa depois da postura do segundo ovo e dura 17 dias;
  • o macho incuba desde as dez até às dezasseis horas e a fêmea o resto do tempo;
  • entre duas posturas sucessivas decorrem uns trinta e cinco dias.

Quando as crias da primeira postura cumprirem os dez dias, deve colocar-se outro ninho para evitar:

  • que a fêmea ponha no mesmo ninho e que os ovos possam partir-se;
  • que a incubação seja irregular, por impossibilidade física de estar crias e pais juntos no mesmo ninho;
  • os borrahos separam-se dos pais aos 25 dias. A partir daqui já podem comer sós.

5 - A Aprendizagem do Pombo de Corrida 

A aprendizagem do pombo-correio começa a partir do seu nascimento , e tem como principais objectivos:

  • A adução ao pombal;
  • Proporcionar-lhe o vigor e a preparação necessária, para que, quando solto, regresse ao seu pombal com segurança e na maior rapidez;

A capacidade que o pombo de corrida tem em regressar ao pombal manifesta-se tanto nos machos como nas fêmeas. Por meio de uma aprendizagem e um treino cuidadoso, estes animais podem percorrer grandes distâncias em vôo ininterrupto.

A Adaptação
O pombo de corrida acostuma-se com maior ou menor rapidez, consoante a idade de adução ao pombal:

1.       Borrachos nascidos no pombal
Em princípio, os borrachos só abandonam o seu ninho quando são capazes de se alimentarem por si sós. Para aduzir os borrachos é suficiente deixá-los completamente tranquilos. Quando têm força para voar fazem-no no seu pombal, aproveitando o sputnik para conhecerem as imediações. Quando finalmente empreendem o vôo, descrevem círculos sem se afastarem do pombal; pouco a pouco, vão-se unindo ao bando para voar e regressar com ele.

2.       Borrachos procedentes de outro pombal
Os borrachos adaptam-se ao novo pombal num período de 10-15 dias, sempre que tenham menos de um mês. A princípio procuram afincadamente uma saída. Por isso, devem manter-se encerrados e serem objecto de todas as atenções no que se refere à higiene, bem estar e alimentação, até que se acostumem ao seu novo habitat. As primeiras saídas efectuar-se-ão pela tarde.

3.       Pombos adultos
Os que não tenham voado em liberdade demoram a adaptar-se entre um mês e um mês e meio. Se já voaram, mas sem viajar, aconselha-se a acasalá-los antes de soltá-los (dois a três meses).

A Aprendizagem
A partir da adaptação, a educação do nosso atleta faz-se de forma gradual. Quando os borrachos têm uns 25 dias já podem alimentar-se por si sós. Então, é preciso separá-los dos seus pais e alojá-los num sector especial só para eles. Esta separação é conhecida como o "desmame". Efectua-se, colocando os borrachos num pombal acolhedor, com uma camada de palha no chão e onde a ração e água estejam colocados de forma acessível. No entanto, o columbófilo deverá seguir atentamente a evolução das aves, verificando se todos acedem ao bebedouro e ao comedouro. Os borrachos que não conseguiram beber, normalmente, têm tendência para se isolar num dos cantos do pombal, piscando ininterruptamente os olhos. Aí, deverão pegá-los e mergulhar-lhes a cabeça no bebedouro.
Quando houver um grupo de borrachos, dos quais os mais jovens tenham cumprido os três meses de idade e levem mais de um mês voando livremente pelo exterior do pombal, podemos começar com os vôos preliminares de reconhecimento dos arredores. O primeiro vôo deve fazer-se num dia claro e sereno, pouco antes da primeira distribuição da comida aos pombos, desde um ponto livre, situado, aproximadamente, a um quilómetro do pombal. Em vôos sucessivos vamos aumentando, gradualmente, esta distância até alcançar os 8 a 10 quilómetros. Terminados estes vôos, temos a certeza de que os borrachos conhecem perfeitamente os arredores. Quando for possível, os borrachos devem ser soltos, um a um, para que não regressem em bando, mas sim individualmente. Depois aumentamos, progressivamente, as distâncias a 40, 75, 100, 150 Kms. Estes vôos fazem-se com todos os borrachos ao mesmo tempo. Aqui podemos dar por terminada a aprendizagem durante o primeiro ano. Algumas Associações promovem, hoje em dia, concursos de borrachos. No segundo ano, os "pombos de ano" podem voar até 500 quilómetros, ou mais, começando com treinos progressivos, para que, o pombo vá ganhando forma, antes de alcançar a distância desejada. Para os grandes concursos (de fundo), devem escolher, preferencialmente, pombos adultos de mais de 3 anos.

Precauções
A direcção e intensidade do vento, o nevoeiro, a neve e a chuva influem o regresso do pombo impedindo-o, algumas vezes, de cheguar ao seu destino. Por isso, é de muita importância, na época da aprendizagem e treino, não soltar os pombos quando houver vento forte em direcção contrária, ou quando as condições meteorológicas sejam francamente desfavoráveis, não obstante, em vôos curtos, os pombos com alguma experiência poderem viajar com tempo chuvoso e ventos moderados, com o objectivo de tornar as aves aptas para vôos em quaisquer circunstâncias meteorológicas.

A hora mais conveniente para soltar os pombos é um quarto de hora depois do sol nascer.

Programa de Vôos (Treinos)
Todos os pombos de um pombal devem, na medida do possível, realizar vôos diários.
Existem treinos livres e obrigatórios. Os primeiros consistem na libertação das aves sem quaisquer restrições. Os segundos, já implicam o cumprimento de vôo com uma duração pré-definida pelo próprio columbófilo. Vários columbófilos usam uma bandeira para evitar que os pombos poisem, nomeadamente, no pátio ou nos telhados. É muito importante desencorajar os pombos do mau costume de pousar nos telhados, uma vez que, futuramente este vício terá repercussões negativas na pronta e rápida entrada pós-concurso, com a consequente perda de tempo. Podemos, ainda, incrementar a velocidade de entrada recorrendo a estímulos sonoros, como apitos ou assobios especiais ou agitando os grãos de comida num recipiente metálico. Existem ainda columbófilos que usam um pombo como chamariz. Se os pombos estão bem educados, ao serem chamados, entram sem demorar no seu pombal, sem sujar à sua volta ou incomodar os vizinhos. O vôo do meio-dia pode ser substituído por um treino individual a curta distância. Devemos efectuar, no mínimo um treino diário à volta do pombal, devendo ser seguido com a máxima atenção por parte do columbófilo, pois é um dos factores de maior importância para o conhecimento do pombo-correio. Aproveita-se a realização destes vôos para a limpeza do pombal, para mudar a água dos bebedouros, preparar a ração e tudo o que é necessário para a distribuição da comida.

Transporte de Pombos
Os pombos que vão ser soltos para treino ou para concurso, introduzem-se em cestos de viagem. Antes de introduzir os pombos nos cestos, deve efectuar-se um reconhecimento minucioso, a todos os pombos, comprovando o estado de forma, o estado das penas, assim como, o estado das mucosas.
Uma vez seleccionados os pombos, no pombal, levam-se ao clube columbófilo onde se encontra filiado e, dali, são expedidos em cestos para os locais de solta . O columbófilo deve velar para que se cumpram as condições mínimas de encestamento e de cuidado com os seus pombos. Algumas destas condições são:

  • Os locais de encestamento devem ser ventilados, unicamente com a presença do pessoal responsável do controle dos pombos, sendo terminantemente proibido FUMAR;
  • Os cestos de viagem devem estar limpos e livres de parasitas;
  • Os cestos devem ser manipulados com cuidado durante as operações de carga e descarga dos veículos para evitar golpes e quedas que prejudicariam os pombos, retirando-lhes capacidade de vôo.
  • No final da viagem, e até ao momento de soltar os pombos, os cestos têm de ser protegidos das inclemências do tempo, em lugar coberto, seco, moderadamente ventilado, para que, os pombos possam descansar, dando-lhes a água e comida necessária;
  • Os machos e as fêmeas são encestados separadamente.

6 - Alguns Conselhos

Anilhamento dos Borrachos
O anilhamento dos borrachos com anilhas da Federação Columbófila Brasileira, efectua-se quando estes fizerem 6 a 8 dias. Nesse momento, é fácil levar a cabo esta operação, sem que haja perigo de ferir os dedos da ave, nem a possibilidade da anilha cair. A anilha irá identificar o pombo durante toda a sua vida desportiva.
O borracho mantém-se em posição normal, com a pata esticada e introduz-se, na anilha, os três dedos anteriores, cuidando que as inscrições da anilha fiquem invertidas ou seja de cabeça para baixo. Ao mesmo tempo, o dedo posterior mantém-se para trás apoiado por cima do tarso.

Forma de Apanhar os Pombos
A melhor forma de apanhar os pombos, é proceder à aproximação, fazendo os seus ruídos característicos, para que, permaneçam o mais tranquilos possível, apanhando-os devagar com ambas as mãos. Os pombos seguram-se com a mão esquerda, de modo a que fiquem as patas entre o dedo médio e o indicador e as asas sobre a cauda, presas pelo dedo polegar. Se o pombo se tentar defender, podemos imobilizá-lo, segurando-o, ligeiramente, contra o corpo do columbófilo, ou com a mão direita pela sua parte anterior.

Método de Preparação dos Pombos-Correio para Concursos
No conhecimento profundo dos pombos, basear-se-á, em boa medida, a arte de preparar os pombos de corrida para que regressem o mais depressa possível ao seu pombal.
Alguns tipos de jogos:

1.       Método Natural:
Consiste em viajar tanto os machos como as fêmeas, aproveitando os diferentes estados fisiológicos da cria, isto é, acasalamento, incubação e criação dos borrachos. O instinto de voltar ao ninho proporciona um rápido regresso.

2.       Método da Viúvez:
É um dos métodos mais empregados. Consiste em acasalar o macho e a fêmea, deixá-los criar um borracho e quando a fêmea puser, pela segunda vez, retirar os ovos e separá-la do macho. Posteriormente, quando se encestar para efectuar uma viagem, deixa-se com a fêmea por uns minutos. Este processo cria, no macho, um mecanismo de recordação do ninho e da parceira, fazendo com que percorra as distâncias no menor tempo possível. À sua chegada, encontrará novamente a fêmea, com quem estará por um tempo variável, segundo as características do macho (de minutos a horas). Este sistema de vôo está em contínua evolução, e existem diversas variações: viuvez total, com fêmeas, etc.

 

7 - A Alimentação

O pombo de corrida é uma ave que se alimenta, principalmente, de grãos. A dieta, como a de qualquer atleta, deve ser perfeitamente equilibrada com proteínas, hidratos de carbono e gordura, para proporcionar todos os requisitos necessários, nos diferentes períodos fisiológicos e desportivos. Estes períodos podem-se dividir em:

  • Concursos: de Maio a Setembro
  • Reprodução: de Maio a Outubro
  • Muda: de Novembro a Maio
  • Descanso: de Novembro a Maio

Os grãos dividem-se em três classes:

  • Cereais: trigo, cevada, aveia, milho, centeio, sorgo e milho alvo
  • Leguminosas: ervilhas, lentilhas, feverol, ervilhaca e favas pequenas
  • Oleoginosas: linhaça, colza, nabiça, girassol e cártamo

No que respeita ao tipo de ração a usar em cada um dos períodos, aconselha-se que se siga a sugestão dada pelas casas da especialidade, as quais dispõem de excelentes tipos de rações. Contudo, as necessidades mínimas dos pombos-correio são as seguintes:

Discriminação

Proteína Bruta %

Gordura Bruta %

Energia Merabilizada
em KCal/Kg Alimento

Período de Criação

15

3

2950

Período de Concursos

13

3,5

3100

Período de Muda

12

3

2950

Período de Descanso

12

2,5

2800


Independentemente da ração, os pombos-correio devem ter sempre à disposição uma mistura de GRIT (pequenas pedrinhas que actuam à maneira de dentes, triturando o alimento a nível da moela). Regularmente, deve-se, também, administrar verduras (alface, couve, etc.).
A alimentação poderá fazer-se segundo vários critérios; para uns é aconselhável alimentar os pombos a uma hora certa, uma vez ao dia; para outros, será distribuir a comida, uma vez pela manhã e outra pela tarde. Em qualquer dos casos, 20 minutos depois de distribuir a comida, retiram-se os comedouros. As quantidades aconselhadas oscilam entre as 30 e as 40 gr/ pombo dia (uma colher de sopa rasa por pombo).

 

8 - Perigos que os Pombos Encontram no Regresso a Casa

São muitos os perigos encontrados, mas, entre eles, destacam-se:

  • As condições meteorológicas e orográficas adversas
  • As aves de rapina, contra as quais não existe nenhum meio eficaz
  • Os caçadores que, por ignorância ou intencionalidade, confundem os pombos-correio com outros tipos de pombos não protegidos por lei.

9 - Algumas Regras Fundamentais de Higiene

Nos pombos-correio, como em qualquer outro animal, a prevenção das doenças é sempre mais desejável que a cura das mesmas. Por esta razão, as normas de higiene devem ser levadas de forma metódica. Entre elas destacam-se:

  • Limpeza diária de comedouros e bebedouros;
  • Limpeza diária do pombal (excepto se utilizam grades no chão) ;
  • Alimentação à mesma hora e retirada do resto do alimento 20 minutos depois da sua distribuição;
  • Dar alimentos equilibrados e em boas condições;
  • Desinfectar o pombal contra parasitas externos, uma vez, de 15 em 15 dias;
  • Desinfectar os parasitas externos dos pombos, uma vez por mês,
  • Fazer tratamento preventivo de coccidiosis e trocomoniases de 3 em 3 meses,
  • Dar tratamento contra vermes redondos (lombrigas) uma vez de seis em seis meses;
  • Vacinar preventivamente contra a diftero-varíola e a doença Newcastle;
  • Assim que apareçam os primeiros sintomas de doença entrar em contacto com técnicos especializados.

10 - Conclusão

Procurou-se dar uma visão, simples e genérica, a quem se queira iniciar na Columbofilia, de quais são os grandes passos a dar e quais os principais comportamentos a ter. Tudo o que se escreveu não deixa de ser um conjunto despretensioso de pequenos alertas, conselhos ou chamadas de atenção. As pistas aqui dadas, devem ser aprofundadas através de leituras técnicas e trocas de impressões com columbófilos experientes.

 
AOS AMIGOS QUE SE INTERECEM EM AMPLIAR SEUS CONHECIMENTOS, TEMOS ESTE GUIA DE DOENÇAS PARA NOS AJUDAR NO MANEJO DE NOSSA COLÔNIA.
ESTE ARQUIVO NÃO FOI FORMULADO POR MIM MÁS CREIO QUE SERÁ DE GRANDE AJUDA PARA MUITOS. BOA LEITURA.
 
GUIA PRÁTICO DE DOENÇAS DOS POMBOS CORREIO
 

 
Constantes Fisiológicas Do Pombo

Temperatura

38,8º - 40º C
Peso Médio:
= 450 - 500 grs.
= 400 - 450 grs.
Ingestão de agua:
30 - 60 cc por dia (45 cc em média)
1 litro de agua para 20 pombos.
Aumentar para o dobro durante o Verão
(60 - 100 cc)
Ingestão de alimentos
30 gramas por dia (média)
 
Tratamento:
A. - Curativo - Sintomático
- Geral
B. - Preventivo ou Profiláctico
(higiene, vacinas, etc.)
C. - Coadjuvante
(por exemplo: antibióticos em doenças virósicas)
 
Forma injectável:
Subcutânea (debaixo da pele do pescoço)
Forma oral:
1. - Por cápsulas ou comprimidos (tratamento individual)
2. - Na agua de bebida: administrar a quantidade justa de agua que se consome por dia de acordo com a época do ano (inverno ou verão). As vitaminas na agua ficam inactivas dum dia para outro.
3. - No alimento: não se recomenda.
4. - Tópicos: com um cotonete - ou palito com algodão (caso Muguet, trichomoniasis, viruela, etc)
Dosificação:
Insuficiente:
Não produz a cura desejada e produz resistência ou habituação.
Sobredose:
Pode provocar efeitos muito prejudiciais (caso sulfas)
Medidas:
1 colher de café = 1.5 - 2 grs.
1 colher de chá = 3,5 - 4 grs.
1 colher sopa = 8 - 10 grs.
1 colher sopa = 15 grs.
20 gotas = 1 ml. = 1 cc
Importante:
Sempre que se administrem antibióticos (tetraciclinas, tilosina, eritromicina, etc), há que fornecer conjuntamente vitaminas, electrolitos, aminoácidos e reconstituintes da flora intestinal. (Ex.: ácido filofago, yoghurt)
No caso de administrar TETRACICLINAS (terramicina MR), suprimir o GRIT durante esses dias dado que os sais de cálcio precipitam o antibiótico e o desactivam. Não usar simultaneamente produtos interactivos: podem produzir interferência, sinergismo, antagonismo ou alteração do efeito desejado.
Profilaxia ou prevenção
Desinfecção do pombal e das instalações: actualmente a IODINE POVIDONA é o desinfectante por excelência. Tem acção bacteriana, viricida e fungicida. Aplicá-lo com spray cada vez que seja limpo o pombal (mínimo uma vez por semana).
Diluição: 20 cc num litro de agua.
LISTA DE DOENÇAS
INFECCIOSAS
BACTERIANAS
(bactéria)
SALMONELOSIS OU PARATIFOSIS
PASTEURELOSIS OU CÓLERA
CORIZA
ORNITOSIS
MICOPLASMOSIS
VIRÓSICAS
(vírus)
NEW CASTLE OU PARAMIXOVIRUS
ADENOVIRUS
HERPES VIRUS
DIFTERO - VIRUELA
MICÓTICAS
(fungos)
ASPERGILOSIS
CADIDIASIS OU MUGUET
PARASITARIAS
INTERNOS
COCCIDIOSIS
ASCARIDIOSIS
CAPILARIOSIS
TENIASIS 
PROTOZOARIOS
PLASMODIOSIS OU MALARIA
HAEMOPROTEOSIS
TRICHOMONIASIS
EXTERNOS
PIOLHOS
ACAROS
DIPTEROS (moscas)
CARRAÇAS
 
SALMONELOSIS OU PARATIFOSIS
Doença dos pombos jovens que lhes causa uma morte prematura sem sintomas específicos. Os pombos adultos que se curam transformam-se em portadores e continuam eliminando salmonellas, pelo que sempre é preferível eliminá-los. Na postura podem transmitir a doença através dos poros da casca dos ovos.
AGENTE CAUSAL:
Salmonella Typhimurium
TRANSMISSÃO:
Oral: Pelo alimento ou na agua da bebida.
Aérea: Por inalação do pó.
Ovárica: Do ovário ao ovo.
SINTOMAS:
4 formas
1 - Intestinal: Diarreia com fezes espessas rodeadas de mucos, elementos não digeridos em agua suja de cor parda ou verde, espumoso. Engrossamento da cloaca.
Adelgaçamento.
2 - Articular: do intestino passa ao sangue e daí ás articulações de maior movimento (cotovelo). Asa caída
3 - Orgânica: ataca todos os órgãos manifestando-se com uma respiração curta e debilitamento geral.
4 - Nervosa: ataca o cérebro e a espinal medula produzindo:
- perda de equilíbrio
- paralisia
- torticolos (parecido com New Castle)
DIAGNOSTICO
Serológico, ou seja os anticorpos do sangue dos animais infectados.
TRATAMENTO:
Antibióticos:
- Tetraciclinas
- Enrofloxacina
- Furazolidona
Mínimo 15 dias, por isso não convêm.
PROFILAXIA:
Limpeza e desinfecção (pelo menos semanal)
1 - 2 dias de antibióticos cada 15 dias
Vitaminas
IMPORTANTE:
É uma ZOONOSE (pode contagiar o homem por contacto directo)
 
PASTEURELOSIS OU COLERA
Tanto pode atacar uns poucos pombos, como também provocar uma epidemia. Normalmente termina dum modo fatal. A superpopulação e a falta de higiene são dos factores causadores mais importantes.
AGENTE CAUSAL:
Pasteurella multocida
SINTOMAS:
Febre alta 42 º - 43º C
Diarreia
Morte entre 24 - 48 hs.
TRATAMENTO:
Tetraciclinas
Enrofloxacina
Vitaminas
PROFILAXIA:
Limpeza e desinfecção (iodo povidona)
 
AGENTE CAUSAL:
Hemophilus influenzae
SINTOMAS:
Lágrimas nos dois olhos ao mesmo tempo. Inchaços dos sacos lacrimais (cabeça de mocho). Leve descarga nasal (muco)
DIAGNOSTICO:
Exame bacteriológico das secreções nasais e oculares.
TRATAMENTO:
Antibióticos - Vitaminas.
PROFILAXIA:
Limpeza e desinfecção (iodo povidona)
 
MICOPLASMOSIS
Micoplasma - Microorganismo a meio caminho entre uma bactéria e um vírus.
Os pombos curados adquirem imunidade, no entanto passam a portadores e transmissores da doença aos borrachos. Esta doença está geralmente associada á ORNITOSIS.
Muitos pombos são portadores, as doenças aparecem depois do esforço de concursos difíceis.
AGENTE CAUSAL:
Micoplasma
SINTOMAS:
Secreção nasal húmida, aquosa e se torna pegajosa e purulenta. No interior da boca uma crosta cinzenta, rugosa.
Língua e paladar pegajosa. Hálito muito desagradável (repulsivo). Nariz de cor cinza suja. Respiração muito dificultada.
Ruídos de ressonar muito fortes à noite. Evolução muito lenta. Rara vez há infecção generalizada mas o diminuir das defesas (stress, concursos, falta de higiene, superpopulação etc.) pode originar eclosão da doença e provocar mortes.
DIAGNOSTICO:
Exame serológico dos anticorpos dos pombos atacados.
TRATAMENTO:
Tilosina (Tylla MR) ENROFLOXACINA. Administrar 5 dias consecutivos
PROFILAXIA:
Desinfecção a fundo. Podem-se realizar tratamentos preventivos nas semanas livres das épocas de concursos, sobretudo depois dos concursos difíceis.
 
AGENTE CAUSAL:
Clamidia
SINTOMAS:
Similares a uma gripe.
Secreção nasal e ocular parecido com a micoplasmosis.
Diarreia----> adelgaçamento lento---> morte.
DIAGNOSTICO:
Laboratório (método Stamp)
TRATAMENTO:
Clortetraciclinas + Tilosina.
PROFILAXIA:
Desinfecção a fundo.
IMPORTANTE:
OLHO É UMA ZOONOSE.
 
AGENTE CAUSAL:
Paramixovirus aviar tipo 1
SINTOMAS:
1 - Transtornos digestivos:
Virus - vicerotropo
- Excrementos aquosos ----> líquidos (como agua)
- Sede intensa (pode aumentar 4-5 vezes o consumo)
2 - Transtornos nervosos:
- vírus neurotropo
- Ligeiros tremores de cabeça.
- Dificuldade para picar os grãos (afecta o nervo óptico).
- Problemas de equilíbrio: o pombo tibuteia, e cai para um lado ou para trás (piruetas)
- Torticolos: de 0º - 180 º
- Problemas na vista com descoloração de um olho.
- Paralisia duma asa ou das duas.
- Paralisia duma pata ou das duas.
3 - Transtornos Respiratórios(Vírus neumotropo)
- Conjuntivite, coriza, estertor. (São pouco frequentes)
DIAGNOSTICO:
De laboratório, por exame virológico do sangue.
TRATAMENTO:
Eliminar pombos doentes de pouco valor.
Isolar os pombos que queremos tratar. Reduzir à normalidade o consumo de agua (50 c por dia).
Encher bem os comedouros ou dar-lhes de comer com manga ou seringa.
Administrar conjuntamente:
Antibióticos (Tetraciclinas, enrofloxacina, etc.)
Aminoácidos
Vitaminas
Levamisol (como estimulante das defesas).
PROFILAXIA:
Limpeza e desinfecção do pombal
VACINAÇÃO:
a) Vírus morto: ou inactivo em solução aquosa.
Intramuscular ou subcutânea.
Imunidade: um ano COLOMBOVAC (Holanda)
b) Vírus vivo: Cepa B1 ou La Sota.
Na agua da bebida e por gota nasal ou ocular.
Imunidade : 2 meses. Aos 4 dias de aplicação da vacina ao vírus vivo é conveniente realizar o seguinte Shock:
Levamisol: 1-2 dias
Vitaminas, Antibióticos e Aminoácidos: durante 4-5 dias.
IMPORTANTE:
É obrigação do columbófilo denunciar ou comunicar à sua sociedade o surto desta doença no seu pombal, para que todos os columbófilos tomem as precauções devidas.
 
ADENOVIRUS
O pouco que se conhece desta doença é que é provocada por um vírus que tem a sua preferencia pelos órgãos do sistema linfático (ganglios,bazo). Daí o seu nome.
AGENTE CAUSAL:
 
SINTOMAS:
Durante a criação é muito comum observar o crescimento desigual dos borrachos. Os vómitos frequentes são um dos sintomas mais característicos da doença.
TRATAMENTO:
Substancias homeopáticas.
PROFILAXIA:
Limpeza e desinfecção dos pombos.
 
HERPES VIRUS
Doença virósica de aparição recente. Tem havido alguns casos em Buenos Aires.
 
AGENTE CAUSAL:
Borrelia columbae (virus)
CONTÁGIO:
Pela agua de bebida, alimento, material fecal, pó, picada de mosquitos, feridas, etc. Os borrachos são os mais susceptíveis. Adultos raramente ficam doentes.
SINTOMAS:
Típicas formações crostosas branco amarelentas, difíceis de desprender (sangrentas), nos olhos, nariz, bico, articulação das patas, boca, garganta, em redor da cloaca.
TRATAMENTO:
Separar as excrescências e aplicar tópicos de tintura de iodo. Dar antibióticos e vitaminas (sobretudo vitamina A) durante 4-5 dias
PROFILAXIA:
Limpeza e desinfecção (iodo povidona).
IMUNIDADE:
O pombo curado adquire imunidade para toda a vida.
 
AGENTE CAUSAL:
Duas espécies de parasitas diminutos:
Eimeria Labbeana
Eimeria Columbarum
SINTOMAS:
Duas formas:
Subclinica: próprio dos pombos adultos. Não há sintoma mas diminui o rendimento desportivo. Há uma certa imunidade.
Propriamente dita: Ataca os borrachos a partir da terceira semana de idade. Material fecal aquosa e descolorida, ás vezes é sanguinolenta (nunca é líquida e verde). Perda de peso e forma. Perda de cor da Íris do olho mudança para grisalho. Mucosa da boca e da garganta ficam pálidas (anemia) Plumagem opaca.
DIAGNOSTICO:
Análises de material fecal.
TRATAMENTO:
Sulfamidas "o uso continuado no olho, provoca danos a nível renal"
Amprolium
Cloazuril
Toltazuril (Baycox Mr.)
PROFILAXIA:
Alternar as drogas acima mencionadas cada 30 dias em forma preventiva. Podem-se administrar juntamente com o tratamento contra trichomonas. Uma vez terminado o tratamento dar um choque vitamínico durante 3-4 dias. Limpeza a fundo e desinfecção geral (não esquecer que os ovos de coccidios se reproduzem na material fecal acumulada no chão ou bandejas sendo necessárias três condições: temperatura, humidade e oxigénio. Por isso devemos evitar a humidade).
 
AGENTE CAUSAL:
Ascaris Columbae.
O ciclo em que o ovo do parasita é eliminado por via fecal, vai ao solo, se desenvolve a larva e novamente é ingerido, amadurece e novamente eliminado é de 20 dias (daí se recomenda tratamentos preventivos cada 21 dias)
SINTOMAS:
Poucas lombrigas causam pouco dano, mas se o número aumenta em demasia produz-se uma diminuição do rendimento desportivo causando muitas perdas.
- Anorexia (perda de apetite)
- Perda de peso.
- Debilidade
- Material fecal pouco consistente.
- Sede intensa.
- Anemia
- Plumagem opaca e eriçada.
- Os parasitas podem ver-se nos excrementos e ás vezes nos vómitos. Os danos que estes parasitas provocam são imputados a 3 razões:
1 - Ás feridas que provocam na parede intestinal
2 - Porque absorvem muitos elementos nutritivos.
3 - Porque excretam substancias tóxicas.
DIAGNOSTICO:
Análises de matéria fecal.
TRATAMENTO:
Existem diferentes drogas:
- Levamisol -RIPERCOL MR
- Piperazina
- Ivermectina (Ivomec Mr)
PROFILAXIA:
Tratamento alternado com as drogas mencionadas cada 30 dias, desta maneira diminuímos a possibilidade de habituação da droga.
Não esquecer que o LEVAMISOL é um excelente inmunomodulador (estimulante das defesas) por isso cada vez que vacinemos contra New Castle se torna imprescindível a sua utilização.
Os animais velhos desenvolvem uma certa imunidade.
Limpeza - higiene. - Desinfecção
 
AGENTE CAUSAL:
Capillaria obsignata
Considera-se que este parasita está presente em 50 % dos pombos, mas particularmente são mais sensíveis os animais jovens.
SINTOMAS:
Uma infestação leve praticamente não produz sintomas, somente diminuição dos rendimentos desportivos. Mas se a infestação é grave, podem chegar a morrer borrachos uma semana depois de começar a doença.
DIARREIA----> ADELGAÇAMENTO-----> MORTE
DIAGNOSTICO:
Idem ascaridiosis.
TRATAMENTO:
Idem ascaridiosis. (NO PIPERAZINA)
PROFILAXIA:
Idem ascaridiosis
 
TENIASIS
Desta infecção só quero manifestar que é importante como profilaxia, combater todos os hóspedes intermediários (larvas de mosquitos, baratas, lesmas, caracóis, etc.) As ténias ou os anéis de ténias são ás vezes visíveis na cloaca do pombo. É comum que apareçam em pombos que tenham estado extraviados durante certo tempo. O tratamento é individual. - Niclosamida.
 
AGENTE CAUSAL:
Trichomona Columbae (um protozoário)
Consideramos que 80% dos pombos velhos são portadores, podendo passar despercebidos. Diz-se com frequência que os pombos velhos vivem em equilíbrio com as trichomonas em consequências nefastas. Nos borrachos é fatal.
SINTOMAS:
- Apatia
- Plumagem eriçada.
- Diarreia viscosa ---> adelgaçamento.
- sede intensa
- Anorexia (falta de apetite)
- Dispneia (dificuldade respiratória: postura de pinguim)
- Placas branco amarelentas na boca e garganta
DIAGNOSTICO:
Exame microscópico de isopado do bucho e esófago.
TRATAMENTO:
Dimetridazol (EMTRIL MR)
1 gr. por litro de agua durante 7 dias.
METRONIDAZOL
RONIDAZOL
PROFILAXIA:
Higiene e desinfecção geral.
IMUNIDADE:
Uma pequena quantidade de trichomonas em pombos em bom estado de saúde provoca seus próprios anticorpos.
 
PLASMODIOSIS OU MALARIA
Doença das zonas litorais (proximidade a rios)
AGENTE CAUSAL:
Um esporozoario do género PLASMODIUM
EPIZOOTIOLOGIA:
Há três factores que condicionam a manutenção e o desenvolvimento da malária:
- Aves portadoras ou doentes.
- Mosquitos transmissores (culex, haedes, anopheles).
- A temperatura, as chuvas e a flora da região (elementos essenciais para a reprodução do mosquito)
SINTOMAS:
- Apatia
- Febre de tipo remitente (sobe e baixa)
- Anemia (daí o olho e as mucosas brancas)
- Debilidade geral
- Morte nos borrachos.
Depois desta fase aguda, onde os sintomas são evidentes, a plasmodiosis entra num período de diminuição de suas manifestações clínicas e da parasitemia endoglobular chegando a uma etapa de normalidade entre os 30 - 40 dias de começo dos sintomas.
DIAGNOSTICO:
Exame do sangue (método) de Giemsa.
TRATAMENTO:
Plasmodicidas utilizados na malária humana:
Quitina
Atebrina
Plasmoquina
Cloronquina
Pludrina
Por ex.: a cloroquina ou ARALEN MR (2 mg por kg. de peso ou seja 1 mg. por pombo) 3 doses dia em média
PROFILAXIA:
Evitar o mosquito:
-Tela metálica
-Fuyi Vape
-Kaotrina
IMUNIDADE
Os animais curados desenvolvem um certo grau de imunidade
 
AGENTE CAUSAL:
Haemoproteus Columbae.
Tem um hóspede definitivo, uma mosca hematógrafa (que se alimenta de sangue), a pseudolynchia canariensis.
O hóspede intermediário é o pombo. É necessário que a mosca infestada pique o pombo para que nele se desenvolva a doença.
SINTOMAS:
Observável somente nos meses de verão. Os sintomas são muito similares aos da plasmodiosis daí a ser possível a confusão (época e sintomas)
As moscas que sugam sangue infectado são capazes de transmitir a haemoproteosis 15 dias mais tarde e 25 - 30 dias depois começam os sintomas:
- Febre recorrente (sobe e baixa) 43 º C
- Diarreia: Fezes brancas ou branco amarelentas, liquidas e persistentes.
- Dispneia: aumento da frequência respiratória.
- Anemia gradual
- Caquexia : Enfraquecimento quando a doença se torna crónica.
DIAGNOSTICO:
Exame do sangue (método) de Giemsa.
TRATAMENTO:
NENHUM
PROFILAXIA:
Combater a mosca: Kaotrina
 
CANDIDIASIS OU MUGUET
Alguns autores descrevem esta doença em forma conjunta com a trichomoniasis e outros falam de uma doença micótica associada a uma carência de vitamina A.
AGENTE CAUSAL:
um fungo: CANDIA ALBICANS
SINTOMAS:
Placas branco amarelentas (fáceis de desprender) em toda a mucosa da boca e da garganta
TRATAMENTO:
Aplicações tópicas com iodo povidona a 10% ou com tintura de iodo débil (diluída com glicerina) nas placas. Administrar Vitamina A.
PROFILAXIA:
- EVITAR O ARMAZENAMENTO PROLONGADO DOS ALIMENTOS
- DAR SOL AOS ALIMENTOS
- VITAMINA A
- DESINFECÇÃO DO POMBAL
 
AGENTE CAUSAL:
Um fungo, Aspergilium fumigatus. Se reproduz rapidamente na palha dos ninhos, ou no alimento húmido.
SINTOMAS:
É uma infecção do grupo das doenças respiratórias. Apresenta-se em duas formas:
FORMA PULMONAR:
Dificuldade respiratória (dispneia)
Excrescências esverdeadas sobre a língua e paladar.
FORMA DERMATOLOGICA:
Pele pelada e com fracturas de plumas
TRATAMENTO:
Não existe nenhum que seja efectivo
PROFILAXIA:
Pombal seco, bem arejado
Evitar a humidade no alimento.
Desinfecção (iodo povidona)
 
PIOLHOS, ACAROS, DIPTEROS (moscas), CARRAÇAS.
Respeitante ao tema não vou estender-me, somente direi que existem piolhos, ácaros, moscas e carraças nos pombos e que provocam imensos danos na plumagem, ás vezes seriamente.
A melhor forma de combatê-los é mediante um banho de aspersão mas nunca de imersão. Também há que ter em conta que os produtos derivados das piretrinas (por ex.: kaotrina) são tóxicos para as aves, e ainda que não se manifestem sintomas de intoxicação, podem provocar baixos rendimentos nos concursos.
CARBARIL 5 % (em pó)
NUNCA UTILIZAR GAMEXANE
 
DOENÇAS CARENCIAIS E METABÓLICAS
Dentro deste grupo de infecções foram englobadas aquelas que são produzidas por carências
(de vitaminas, minerais ou aminoácidos) e tumores.
VITAMINAS E SUAS CARÊNCIAS
È praticamente impossível produzir uma hipervitaminose ou sobredose de vitaminas. Todo o excesso ingerido, o animal o metaboliza e o elimina.
DEFINIÇÃO:
As vitaminas são substancias orgânicas existentes nos alimentos, incapazes de ser sintetizadas pelo organismo em quantidades adequadas sendo utilizadas em pequenas doses, para o normal funcionamento e manutenção do organismo e da saúde do mesmo.
Desta definição surge a necessidade de que devem ser fornecidas periodicamente para evitar transtornos
(necessidades por dia e por pombo)
VITAMINA A:
200 UI
VITAMINA D3:
45 UI
VITAMINA E:
1 mg
VITAMINA C:
0.7 mg
VITAMINA B1:
0.1 mg
VITAMINA B2:
0.12 mg
VITAMINA B6:
0.12 mg
NICOTINAMIDA
 
VITAMINA B12
0.24 mg
BIOTINA:
0.002 mg
AC. PANTOTECNICO:
0.36 mg
AC. FOLICO:
0.014 mg
 
Acção:
Indispensável na formação dos capilares sanguíneos. Forma parte dos pigmentos da retina (olho).
Actua na formação de todos os revestimentos do epitélio. Utiliza-se como coadjuvante em doenças infecciosas e antiparasitarias. Também se utiliza como substancia anti-stress e acompanhando as vacinações.
Carência:
Ás vezes conduz á destruição do olho (se assemelha a uma criza).
Exudado viscoso nas fossas nasais. Consideram-se patognomónicas os nódulos ou pústulas brancas, do tamanho da cabeça dum alfinete, que se veem na boca, faringe, origem do esófago e estômago.
 
VITAMINA D
O organismo animal a sintetiza a partir dos raios ultravioletas, daí a importância do sol nos pombais.
Acção:
Sua acção fundamental é promover a absorção e fixação do cálcio e fósforo no esqueleto.
Carência:
Deformação do esterno.
Ossos frágeis.
Ovos com casca delgada e mole.
Bico e unhas moles e frágeis.
Atraso de crescimento.
Problemas na plumagem.
Uma carância prolongada conduz ao "raquitismo"
 
Acção:
Actua na manutenção da função reproductora das aves. Aumenta a fertilidade dos ovos.
Carência:
Pode produzir:
Encefalomacia: transtornos motores e flexão ventral da cabeça.
Distrofia muscular, estrias brancas ao longo das fibras musculares dos músculos peitorais.
 
Acção:
Intervem no processo normal da coagulação do sangue. Se utiliza como coadjuvante nos tratamentos de doenças que produzem anemias (coccidiosis, etc.)
Carência:
Provoca hemorragias----> Anemia
 
VITAMINA C:
É prácticamente a única vitamina que o organismo das aves pode sintetizar en quantidades suficientes.
Acção:
Sua principal acção é formar e manter a materia intercelular. Também actua no reforço do calcio e do fósforo.
Utiliza-se como anti-stress e como coadjuvante em doenças infecciosas e parasitarios
 
Acção:
È uma vitamina antineurítica (anti-nervosa)
Também é necessária no metabolismo dos hidratos de carbono.
Carência:
Pode produzir:
- Sintoma nervoso como ser opistótonos, paralisia das patas e dos músculos.
- Atrofia dos órgãos genitais
 
Carência:
Diarreia
Atraso no crescimento
Paralisia das patas, apoio dos tarsos e dobra dos dedos para dentro
 
Carência:
Anorexia (perda de apetite)
Atraso no crescimento
Sintomas nervosos: convulsões espasmódicas corridas, saltos.
 
Acção:
Essencial no metabolismo dos hidratos de carbono (açúcares)
Carência:
Pode produzir:
Inflamações na boca, faringe, e esófago.
Inflamação da rótula do joelho e arqueamento das patas.
 
Carência:
pode produzir dermatitis nas patas (patas ásperas, com greta e necrose)
 
Carência:
Pode produzir.
- Anemia.
- Atraso de crescimento
- Problemas na plumagem,
- PEROSIS: È uma carência conjunta com a falta de manganes (Mn).
Produz-se um deslizamento do tendão dos gastronemios fora da poleia óssea da articulação tarsiana por isso os ossos sofrem uma torsão para fora. (na maioria das vezes numa só pata)
 
Carência:
Os sintomas são muito dificeis de separar dos sintomas provocados pela carencia de Biotina.
- Dermatitis
- Rotura das penas
- Perosis
- Atraso no crescimento
 
Acção:
È a chamada vitamina antianémica. Junto com o Cobre e o Cobalto, são indispensáveis na formação dos elementos do sangue. (eritropoyesis)
Carência:
Atraso no crescimento
Anemia
Transtornos na muda da pena
Baixa na fertilidade dos ovos. È importante realçar que todas as vitaminas do grupo B são menos estáveis que as restantes (oxidam-se rápidamente) por isso devem ser usadas em quantidades que se consumam diáriamente e não deixá-las nos bebedouros até ao dia seguinte.
Também é importante saber que as vitaminas do grupo B, actuam interrelacionadas entre si, por isso a carencia duma delas significa que devemos fornecer o chamado "complexo B".
 
DEFINIÇÃO:
São substâncias indispensáveis para muitos processos do organismo animal.
Na natureza apresentam-se sob a forma de diferentes sais.
È importante realçar que ao submeter complexos minerais às aves estas regulam sua ingestão de acordo com as suas necessidades.
Em seguida alguns dos minerais mais importantes e sua acção principal dentro do organismo das aves:
SODIO (Na)
Actua na absorção da agua e sua posterior eliminação (diuresis)
CALCIO (Ca) E FOSFORO (P)
São fundamentais junto com a vitamina D na formação dos ossos
POTASSIO (K)
Actua no funcionamento do músculo cardíaco (tom cardíaco)
Também actua sobre a diuresis.
MAGNESIO (Mg)
Está relacionado intimamente com o Ca e P.
IODO (I)
É fundamental para o normal funcionamento da glândula tiróides.
MANGANESIO (MN)
Necessário para o crescimento e reprodução. Sua carência como vimos mais atrás provoca PEROSIS (deslocação dos nervos gastronemios fora da poleia tarsiana com luxação, geralmente duma pata virada para fora)
COBRE (Cu) E COBALTO (Co)
São fundamentais junto com a vitamina B12, na eritorpoyesis (significa formação dos elementos do sangue: glóbulos)
FERRO (Fe)
Componente essencial da hemoglobina do sangue.
 
DEFINIÇÃO:
São substancias que o organismo animal sintetiza a partir do nitrógeno ingerido, sendo estes a base da formação das proteínas. (Uma proteína é uma cadeia de aminoácidos).
Os aminoácidos essenciais são aqueles que o organismo não sintetiza em quantidades adequadas para manter o crescimento ou a nutrição normais, por conseguinte devem figurar na dieta que damos ás nossas aves.
Em seguida detalho os 10 aminoácidos essenciais e seus requerimentos por pombo e por dia.:

(necessidades por dia e por pombo)
METIONINA
0.09 grs
LESINA
0.18 grs
VALINA
0.06 grs
LEUCINA
0.09 grs
ISOLEUCINA
0.055 grs
FENILALAGNINA
0.09 grs
TRIPTOFANO
0.02 grs
ARGININA
 
HISTIDINA
 
TREONINA
 
CLASSE
NOME
ACÇÃO
DOSE
TOXICIDADE
SINTETICOS
SULFAMETOXAZOL
Bactereostático
P.O.: 100mg/pombo/dia
Pode formar cristais renais
Bacteriostático
P.O.: 10-20 mg./pombo
200 mg/litro de agua
Uso combinado com sulfametoxazol
FURALTADONA
FURAZOLIDONA
Bacteriostático
Bacteriostático
P.O.: 7.5 mg/pombo/dia
Amplio espectro activo contra micoplasma
ENROFLOXACINA
Baytril MR
Bactericida
P.O.: 5-10 mg/pombo
200 mg/litro agua
Amplio espectro activo contra micoplasma
BIOSINTETICOS
OU
ANTIBIOTICOS
AMPICILINA
AMOXICICLINA
Bactericida
 
Não se recomenda seu uso em aves
TILOSINA
Tylan Mr
Bacteriostático
P.O.:12-25 mg/pombo
Indicado na micoplasmosis
NEOMICINA
Bactericida
P.O.:5-25 mg/pombo
Utilizado em diarreias infecciosas
ESTREPTOMICINA
Bactericida
P.O.:50-100 mg/pombo
Idem Anterior
CLORANFENICOL
Bacteriostático
P.O.:50 mg/pombo/2 por dia
Administração prolongada provoca anemia fatal.
CLORTETRACICLINA
Bacteriostático amplio espectro
P.O.:15-25 mg/pombo
dia/1-1.5 g/litro agua
Retirar o grit durante sua administração
ANTIMICOTICOS
NISTATINA
Nstatin MR
Candidiasis
P.O.:100.000u/litro
agua durante 3 semanas
 
KETACONAZOL
Candidiasis
P.O.:12-15 mg/pombo
2 x dia/15 dias
 
CLASSE
NOME
ACÇÃO
DOSE
TOXICIDADE
CONTRA
NEMATODES
GUSANOS
REDONDOS
CONTRA
TENIAS
PIPERAZINA
Ascaris adultos
P.O.:0.5 g/pombo/2dias
 
LEVAMISOL
RIPECOL mr
Ascaricida
Capilaricida
P.O.:10-20 mg/pombo, 2 dias~400 mg/litro agua, repetir aos 15 dias
Pode produzir vómitos passageiros.
IVERMECTINA
Ivomec MR
Parasitas internos e externos
P.O.: 0.1 mg/pombo repetir aos 10 dias
 
MEBENDAZOL
Ascaris capilária e Ténias
P.O.:5-7 mg/pombo/
2 dias
Pode diminuir a fertilidade e afectar plumagem na muda
ALBENDAZOL
Vermix A MR
Ascaris capilaria e Ténias
 
Idem anterior
NICLOSAMIDA
Ténias
P.O.:100 mg/pombo
 
TRICHOMONICIDAS
METRONIDAZOL
Trichomonas
P.O.:20-25 mg/pombo
5 dias 1gr/litro agua
 
DIMETRIDAZOL
EMtril MR
Trichomonas
P.O.:525mg/pombo
5 dias/0.5 gr/litro
Uma sobredose é muito tóxica
RONIDAZOL
Trichonazol MR
Trichomonas
P.O.:2 mg/pombo
5 dias/ em agua 2gr/litro
 
COCCIDICIDAS
SULFAQUINOXALINA
Coccidios
P.O.: 50mg/pombo
0.25 g/litro agua. Dar 3 dias descansar 3 e repetir 2 dias mais
Produzem cálculos a nivel renal
SULFAMERAZINA
Coccidios
P.O.:1.5 g/litro agua
Idem anterior
SULFADIMETOXINA
Coccidios
P.O.:0.5 g/litro agua
Idem anterior
CLAZURIL
Coccidios
P.O.: 2.5 mg/pombo 1 dia
Baixa ou anula toxicidade
TOLTRAZURIL
Baycox MR
Coccidios
P.O.:7-15 mg/pombo 2 dias
Idem anterior
AMPROLIUM
Coccidios
P.O.: 20 mg/pombo
 

Ornitose


Forte inflamação unilateral de todo o olho acompanhado de uma infecção purulenta
Forte inflamação unilateral de todo o olho acompanhado de uma infecção purulenta.

Opressão pela inflamação e obstrução das vias respiratórias superiores
Opressão pela inflamação e obstrução das vias respiratórias superiores

Catarro infeccioso

Pombo sofrendo de catarro
Importante inflamação dos mucosas da garganta com salivação.
No interior do bico pode ver-se uma crosta rugosa acinzentada. Os mucos viscosos ocasionam fios wue se estendem da língua ao palato. As cavidades do bico e da garganta estão fortemente inflamadas e incham. O hálito torna-se desagradável dum cheiro verdadeiramente repugnante.

Coloração
 cizenta da mucosa na vacifade da garganta causada pelo ranho
Coloração cizenta da mucosa na vacifade da garganta causada pelo ranho.

 

 PROJETOS DE POMBAIS


"Eu acredito que os pombos não têm senso de luxo, mas eles têm uma sensação de conforto e segurança. Portanto, não é essencial um pombal de luxo para o sucesso, mas um pombal deve proporcionar conforto e segurança e bem estar para os pombos" Portanto não imposta se o pombal e luxuoso ou simples faz um pombal  dentro das suas possibilidades e seja feliz no seu novo roby.

Pombal Modelo

Capacidade recomendada: 40 Pombos
Dimensões interiores: 5m comprimento x 2m Largura
Numero de Divisões: 3 ( Pombal dos Machos - 1.40m x 2m, Pombal de Entrada/chegada - 2.20m x 2m, Pombal dasFêmeas - 1.40m x 2m)
Portas divisorias de Correr
Entrada ( Tipo americana) que pode ser adaptavel para Entrada electronica.
1 Patim de Chegada
Elementos de Ventilação:
3 Grelhas ( por de baixo das janelas)
Tecto Falso - tapado com placa ( ex: platex ) 1.20m a partir da parede posterior( de forma a evitar correntes de Ar na zona onde os pombos permanecem a maior parte do tempo), o resto do tecto tapado com rede ( de forma a possibilitar a circulação)
O Telhado pode ser de 2 águas ou de 1 agua, mas tem de ficar com todos os buracos das telhas abertos( para possibilitar a ventilação) .
Equipamento:
Ninho : 0.50m de comprimento x 0.50m de Largura x 0.35 de Altura ( estas dimensões podem variar)
Xadrez: 0.25m de Comprimento x 0.12m de Largura x 0.28m de Altura
Muitos columbofilos defendem, pombais de frente aberta, um pombal desse tipo agrada-me quando estamos no periodo da muda, pessoalmente eu prefiro um pombal de frente fechada ( apenas com simples janelas e nada de frentes rasgadas), se o pombal for de frente aberta, o descanso dos Pombos é mto menor, para n falar que ficam sujeitos sempre as mudanças de tempo ( ventos que entram pelo pombal a dentro , chuva entre outros)....
De qualquer forma apesar de este pombal ser de frente fechada, existe sempre a possibilidade que eu defendo, de construir uma Voliere lateral, que vai possibilitar os pombos tomar banho, apanhar sol, e fazer uma boa muda..... ou entao desenvolver um corredor na frente do pombal que pode ter a função dupla de corredor de acesso a todas as divisoes e de voliere ( parque de banhos)...... o corredor vai permitir uma maior funcionalidade num pombal deste tipo....


O Segredo dos Campeões

A Resposta é: SELEÇÃO

Devemos ser bons e pacientes para com os pombos,mas severos ao mesmo tempo! "Uma mão de ferro numa luva de veludo". Para além disso, a seleção não pode começar muito tarde. Quando os nossos pombos não conseguem bons resultados, é importante não demorar muito em encontrar o verdadeiro motivo dessa situação. Há duas possibilidades... ou os pombos não são de boa qualidade ou não estão em boas condições físicas ou de forma. Raramente essas duas causas aparecem em simultâneo, porque, nos dias de hoje, os pombos de boa qualidade estão largamente espalhados por todo o lado, e acredito firmemente que haverá poucos columbófilos que apenas possuem pombos de fraca qualidade. Na Holanda e Bélgica, normalmente a competição faz-se na razão de um prêmio para cada quatro encestados. Isto quer dizer que em 1000 pombos numa prova haverá 250 prêmios. Quando um columbófilo encesta 16 pombos pelo menos espera ganhar quatro prêmios. Não é bom nem mau. Quando ganha oito prêmios (50% dos encestados) isto é considerado como bom. Os (verdadeiros campeões?!), contudo, não ficam satisfeitos com este tipo de performances. 50% ainda não somos bons para eles. Temos a seguinte situação: Se um campeão encesta 16 pombos para um concurso e se ganha oito prêmios não é bom para ele! Se um fraco concorrente encesta também 16 pombos e se ganha oito prêmios, é uma grande proeza, já que quatro prêmios já seriam bons para ele! Se um outro encesta também 16 pombos e não ganha nenhum prêmio nos primeiros 25% do encestamento total, onde estará o mal? Parece mesmo um contra-senso. Haverá ainda quem tenha maus pombos? Acho que a falta de qualidade não poderá ser a razão. Esse Columbófilo deve ter um problema e deve visitar um veterinário. Os seus pombos devem estar doentes e não será pouco.

A Grande falha

Fraca qualidade ou saúde deficiente? É este o grande dilema de muitos columbófilos que não conseguem triunfar na Columbófilia. No que diz respeito à qualidade dos pombos, já por diversas vezes escrevi e disse que ninguém no mundo pode ter a certeza quanto à boa qualidade de um pombo! Não se pode ver isso nos olhos e nem mesmo os mais valiosos sangues e melhores raças fazem, necessariamente, de um pombo, uma ave de qualidade. Não podemos também explicar o contrário. Se não podemos dizer que determinado pombo é ou será bom, também não podemos dizer se determinado pombo é ou será mau. Alguns, no entanto, podem ter tão má plumagem, ou uma tal estrutura óssea que, definitivamente, não podem ser bons. Se um columbófilo consegue ver se um pombo está mal, isto já é alguma coisa. Não será "apenas" alguma coisa! Penso que isto será a chave do êxito de muitos columbófilos. Sabem quais são os pombos que têm de ser eliminados! "Uma boa seleção"!, dizem muitos campeões, "é o meu segredo". Toda a gente comete erros quando começa a seleciona pombos, mas uma quarta parte dos campeões, digamos, comete menos erros do que os outros. No que diz respeito a uma única coisa – a saúde – nunca cometem erros. É quando a saúde, a saúde natural, é à base do critério da sua seleção. O columbófilo que se liberta das aves que não estão em boa condição durante os 365 dias do ano, raramente cometerá desses erros. Quando um columbófilo possui, digamos, 40 pombos e 38 gozam de boa saúde, não há razão para que os outros dois estejam doentes. Libertem-se deles! Certamente que não quererão tratar os 40 pombos para curar os outros dois. Quando dois estudantes de uma determinada turma têm uma dor de cabeça, certamente que o professor não dará aspirina a todos os restantes alunos!

O Segredo

No desporto columbófilo muitos caminhos podem levar-nos ao êxito. Mas  existe uma coisa que os campeões têm em comum. Não têm pena das aves que não se mantêm em permanente boa saúde ou que, constantemente, necessitam de medicamentos para se manterem em boa forma física. Aqueles que exageram na aplicação de medicamentos, com certeza não possuem pombos doentes, mas simplesmente insiste nessa área talvez para conseguir dessas aves a "super forma"! A sua saúde não é natural, é artificial. Isto também é importante quando decidimos introduzir pombos na nossa colônia. Fujam dos columbófilos que utilizam muitas drogas nos seus pombos. Será melhor comprar pombos a columbófilos que não conheçam, nem utilizem muitos medicamentos. Nessas colônias encontraremos aves fortes com muito mais resistência natural às viroses, às bactérias e aos perigos que os esperam fora do pombal, por exemplo, nas caixas de transporte a caminho do local de solta para um concurso. Muitos columbófilos perguntam: "Que posso dar aos pombos para torná-los mais saudáveis?" É uma falsa questão. A pergunta deveria ser: "Que posso fazer para obter pombos resistentes, fortes por natureza, pombos com uma boa imunidade que não necessitem permanentemente de medicamentos?". Efetivamente, a seleção deve começar a fazer-se quando o pombo ainda está no ovo!

Erros

No que concerne à seleção, cometem-se os seguintes erros: Há muita gente que começa a pensar desde muito cedo que determinado pombo será muito bom. O mesmo pombo, para ser um campeão, poderá ser considerado apenas como um pombo de média qualidade, e pode seguir para o pombal dos reprodutores se estiver na colônia de um columbófilo de média categoria. Outros conservam pombos como reprodutores, onde não devem ter lugar. Por exemplo, pombos com idade de quatro anos que nunca reproduziram um bom voador. Esse tipo de pombos está lá devido à sua origem ou porque o seu preço foi elevado. No que respeita aos pombos de competição, é a mesma história. Um pombo de dois anos raramente faz melhor o seu trabalho quando se vai tornando mais velho. è por isso que a idade de dois anos, o pombo deve mostrar todas as suas qualidades, caso contrário terá de analizar-se a situação e dar-lhe o caminho mais conveniente. É por essa razão que os maiores campeões da Europa viajam com tantos pombos do ano.

Pombos Jovens

A competição era muito diferente há algumas décadas atrás. Analisam-se as folhas das classificações da Bélgica e Holanda e as compararmos com as destes últimos anos, verificamos as deferes de idade dos vencedores e primeiros lugares dos concursos. Agora aparecem com mais freqüência no topo das classificações, pombos de um ou dois anos de idade. Só para concursos com dois dias de viagem será diferente. No passado, um pombo que estivesse doente, perdia-se. Simplesmente, não havia medicamentos adequados e, normalmente, pouco se utilizavam. Depois começaram a utilizarem-se os tratamentos para tudo e podemos dizer que, uma quarta parte dos columbófilos, já tem problemas de todas as espécies no seu pombal. A medicação contínua durante anos torna os pombos mais fracos. Muitos columbófilos ainda não compreenderam que a medicina desenvolveu-se muito na questão da cura das doenças. Procuravam refúgio na medicina quando os resultados eram fracos porque suspeitavam que os campeões para serem bons tivessem de estar medicados. É um conceito errado. Os medicamentos não fazem boas colônias. Uma dura seleção baseada nos bons resultados, na saúde natural e na imunidade, faz realmente uma boa e duradoura colônia.

Pombos mais novos

No passado, muitos campeões da Europa separavam os filhotes dos pais quando tinham quatro semanas de idade. Nos dias de hoje, já o fazem com três semanas de idade. Fazem-no por várias razões: Alimentar os filhotes deve cansar demasiado os pais, especialmente quando já têm uma idade avançada. Separa-los dos pais mais cedo os tornam mais óceis. Poucos pombos ficam marcados por este modo de atuar e, é o columbófilo o responsável por não ter bons contactos com as aves. Agarra-as com muita força. Não esperam que tais pombos percam toda a confiança no tratador? Como se pode esperar que tais pombos entrem rápido no regresso de um concurso quando vêm quem os trata dessa maneira? Acreditem ou não, tais aves só entram quando o tratador se esconder. Há também o columbófilo que faz as coisas de maneira diferente: Os pombos entram mais rápido quando vêm o seu amigo, o tratador. Fazem as coisas como deve ser. É outra boa razão para separar os filhotes dos pais mais cedo e tem a ver com a seleção. O columbófilo começa a conhecer mais cedo quais são os borrachos mais fracos.

Pombos sem futuro

Quanto mais cedo se possa seleciona os borrachos, melhor. Na verdade, a seleção pode começar quando os borrachos ainda não saíram do ovo. Alguns conselhos sobre a seleção: 1) Não acreditem em ovos com uma casca muito rugosa e dura. Se o borracho não morrer dentro do ovo, raramente será um borracho vital, mesmo se é filho dos melhores pombos da colônia. A casca do ovo deve ser brilhante, polida, tal como os pombos saudáveis. Deitem fora os ovos com casca rugosa e dura. 2) Quando estiverem a anilhar os borrachos (oito a dez dias de idade), verifiquem se algum deles tem as penas mais finas do que outros borrachos  a mesma idade. Tais pombos podem nunca mais vir a ser fortes, vitais e saudáveis. Podem também eliminar esse borracho. É um pombo que não tem futuro. 3) Atenção aos borrachos que estão sempre a piar na tigela. Pode ter como origem a tricomoniase e a medicação específica dará uma ajuda. Mas tal coisa nunca acontecerá a um bom columbófilo. Está sempre de alerta em relação a tricomoniase e age preventivamente. Geralmente fala-se sobre borrachos que piam muito na tigelas como sendo borrachos sem grande futuro. 4) Devemos também dar atenção aos borrachos que aparecem molhados na tigelas. E aparecem molhados porque os pais bebem muito e a papa que dão aos filhos contém muita água. Pombos que bebem muito não se encontram em vezes são os órgãos digestivos que não estão a funcionar bem. O começo de vida com estes borrachos não é o melhor. Também é possível que os borrachos se deitem em cima das suas próprias fezes. E por quê? Porque não têm força para lançar as fezes para fora da tigelas. Não são suficientemente fortes. Libertem-se destes borrachos. 5) Às vezes verifica-se que o crescimento das penas de cobertura na zona das escapulares está atrasado. Se compararmos com outros borrachos da mesma idade a plumagem está mais avançada, mais completa. Acompanhar com cuidado esses borrachos com a plumagem atrasada, porque esse fato demonstra falta de vitalidade e isso significa futuro incerto. 6) Após a separação dos pais, pode acontecer que os borrachos demorem a começar a comer. Pedem até aos outros borrachos que lhes dêem de comer. Mais uma vez: borrachos fracos não devem permanecer no pombal. 7) É um bom hábito abrir o bico dos borrachos pelo menos uma vez. Pode acontecer que o bico esteja fraco e frágil. Esta anomalia demonstra uma fraca ossatura e um corpo fraco. Fora! O mesmo deve acontecer com os borrachos que têm uma grande abertura da garganta. 8) Eu já manuseei muito dos melhores pombos da Bélgica e Holanda. Muito poucos desses pombos eram do tipo grande. E os grandes só brilham nas provas de velocidade. A hipótese dos pombos grandes serem bons nas longas distâncias é quase zero.

Outro erro

Não gosto de pombos de ano que estejam quase sempre no chão porque estão muito gordos e grandes demais para voar para os poleiros mais altos, enquanto que pombos da mesma idade estão sempre a querer voar. Columbófilos com pouca experiência pensam que os pombos grandes são os mais fortes para voar. Estão enganados. O pombo de competição moderno é, sem dúvida, menor. É importante aprender com os próprios erros. Aconteceu-me há tempos ficar com um borracho que estava doente. A única razão: os pais eram realmente especiais. Nunca me tinha acontecido e esse pombo doente também não deu qualquer coisa de bom. Agora não hesito, a seleção para ser efetiva não deve ter exceções. Boa saúde é o principal atributo que um borracho e mesmo um adulto deve possuir. Se o borracho não está de boa saúde, primeiro elimina-se e depois se verifica pela anilha quem são os pais. Se primeiro se vê quem são os pais, talvez os nossos olhos de juiz sejam influenciados e sejamos persuadidos a deixá-lo viver.

Positivo

Do que gosto mais nos pombos de ano, para além da sua saúde natural, é o seu apego ao seu próprio território, apesar da sua tenra idade. Pombos que gosto de apanhar no escuro e que sei estarem sempre no mesmo poleiro, são normalmente bons pombos. Não gosto dos pombos que estejam pousados em lugares diferentes. Os pombos que não se sintam atraídos pelo seu território e o defendam, raramente são bons atletas.

Conclusão

Pombos com um corpo perfeito, olhos bonitos, plumagem impecável e mesmo com um perfeito pedigree, podem ser aves sem valor, não ganham nenhum prêmio. Este fato faz com que uma boa seleção seja tão problemática. O que é mais importante e o que faz com que um pombo seja bom é o seu caráter, o poder de orientação, a inteligência, a vitalidade, o apego ao seu território. Por isso, alguns erros podem ser cometidos quando se faz a classificação e seleção. Um columbófilo que classifica e selecciona com base nos parâmetros da saúde nunca eliminarão bons pombos. E, felizmente, não será assim difícil ver se um pombo está doente ou não. Não pensem que os medicamentos fazem vencedores. Columbófilos célebres como Klak, Engels e muitos outros têm tido imenso êxito procedendo assim. Não são doutores. químicos, pelo contrário, poucos conhecem de medicamentos ou doenças. O que têm em comum é que eles compreendem o que é importante A SELEÇÃO!

 

COMO OBTER ÊXITO

Durante a Campanha, é primordial que o columbófilo analise constantemente a evolução das suas marcações. Na realidade, isto já acontece de forma automática - os columbófilos que não estão a marcar bem tentam alterar procedimentos de forma a conseguirem melhorar as performances dos seus pombos, mas em quase todos os casos, não analisam o SEU próprio trabalho e procuram a solução dentro de um frasco de vitaminas ou outros suplementos! Analisemos mais profundamente o problema.
Terminada a Campanha, todos nós deveremos analisar o conjunto de resultados e tentar perceber as razões do sucesso ou insucesso. Se correu bem, é importante saber identificar os factores que o determinaram de forma a aplicá-los em anos futuros. O mesmo procedimento deve ser efectuado caso a Campanha nos tenha corrido mal, de facto, nestas circunstâncias é completamente absurdo mantermos os mesmos procedimentos ano após ano.

CINCO PILARES do SUCESSO

Para estarmos aptos a proceder a uma análise completa, é importante começarmos pelo princípio, com isto quero dizer que deveremos olhar para o desporto columbófilo como uma entidade. Interroguem-se sobre os pontos básicos, pois apesar de quase todos os columbófilos estarem familiarizados com as respostas, não faz nada mal reflectirmos uma vez mais sobre eles. Estejam certos que será uma viagem que despertará boas memórias, fazendo-nos lembrar de pormenores há muito escondidos sob o manto da velocidade imposta pela vida moderna. Comecem pelos cinco pilares do sucesso. Quais são então estes ingredientes absolutamente vitais e sem os quais é impossível obtermos sucesso em columbofilia? Todos sabemos quais são, mas quantas vezes nos lembramos deles? São eles... um pombal eficiente, bons pombos, a melhor alimentação, boa gestão e um método completo. Ao examinarmos estes factores um a um, revelam-nos os problemas existentes nas colónias que marcam mal. Vamos então dedicar algumas palavras a cada um deles.

Pombal eficiente... Existem pombais nos quatro cantos do mundo - em quase todos os países - a forma como são construídos varia imenso de país para país. Alguns são enormes, outros muito pequenos; alguns são bonitos de ver, outros demasiado feios; alguns são fechados, outros totalmente abertos; alguns são construídos em pedra ou cimento, outros em madeira, ferro, etc., no entanto todos os pombais bem sucedidos são similares - por outras palavras, são bons nos requisitos essenciais... ventilação eficaz, pequena variação de temperatura, interior muito seco, nunca está húmido, proteger os pombos das correntes de ar, assim como dos predadores.

Bons pombos... Apesar de todos os procedimentos relacionados com a selecção de pombos da nossa colónia, nem sempre conseguimos eliminar todos os maus e escolher apenas os bons. Um mau método praticado por alguns columbófilos é passar para a reprodução todo e qualquer pombo que seja bonito e bem feito. Lembrem-se que nada nem ninguém pode garantir que determinado casal irá ser bom reprodutor. Isto porque existe demasiada interacção entre o columbófilo, os seus métodos, as condições atmosféricas, a distância, o pombal e outras variáveis para que se verifiquem certezas absolutas. Por exemplo, todos sabemos que um bom casal adquirido a um columbófilo honesto e de valor confirmado pode não dar nada nas mãos de um outro columbófilo, no entanto, o mesmo casal pode revelar-se extraordinário nas mãos de um terceiro columbófilo.
De uma forma geral podemos afirmar que as hipóteses de sucesso aumentam consideravelmente em proporção directa ao valor dos antepassados (as boas linhas não falham). Existem, no entanto numerosos factores que influem neste processo, resultando em variadas excepções a esta regra.
Muitos columbófilos solicitam ajuda de especialistas para os ajudarem a acasalar os seus reprodutores. Geralmente, estas pessoas analisam os músculos, asa, corpo, equilíbrio, tipo de olho e outras características físicas para efectuarem as combinações. Acredito, no entanto, que a percentagem de sucesso é idêntica à dos columbófilos que utilizam o método do bom senso e isto porque... na maior parte dos casos, a qualidade dos reprodutores base determina a qualidade da descendência.
Qualquer que seja o nosso método de acasalamento, é imperativo que os reprodutores sejam da máxima qualidade. Um pedigree detalhado e preciso, mostrando todas as boas performances pode assim ser um instrumento de trabalho extremamente valioso.

A melhor alimentação... A melhor ração é limpa, saudável - isto é muito importante - contém as sementes certas numa proporção equilibrada. Naturalmente isto implica que a melhor ração varia de acordo com as circunstâncias, por exemplo, a ração para velocidade difere da ração para a longa distância. As alterações de temperatura também implicam alterações na ração, tanto no tipo de sementes, como na quantidade servida. Nesta ordem de ideias, o método de servir a ração, o qual inclui a difícil tarefa de sabermos a quantidade exacta, é também importante, atrevo-me até a dizer, muito mais importante. A quantidade de ração varia de acordo com a distância do concurso, as condições atmosféricas em que irá ser voado (dias e noites muito frios podem implicar que a quantidade de ração possa aumentar até aos 80%) e o tipo de linha de pombos que cultivamos.
Na alimentação também deveremos incluir os grits, minerais, vitaminas, legumes, etc. que todos sabemos os nossos pombos necessitarem. Nem será preciso dizer que a água servida deve ser de boa qualidade.

Boa gestão... O trabalho mais importante relacionado com a gestão de uma colónia é, sem dúvida, o controlo do estado sanitário, uma vez que para atingirmos o sucesso, os nossos pombos devem ter uma super saúde. No que diz respeito à columbofilia, esta é uma das poucas afirmações - senão a única! - em que todos os columbófilos estão de acordo. O que significa super saúde? Suponham que os vossos pombos estão doentes, a enfermidade é diagnosticada, tratada e estão agora recuperados. Tais pombos serão saudáveis? Poderão ser, mas não é provável. O que quero dizer? Quando nos referimos a super saúde, estamos a falar de pombos que recuperaram de todos os tratamentos a que foram submetidos - invariavelmente os medicamentos provocam efeitos secundários - sendo capazes de se manterem saudáveis sem o uso regular de medicamentos (não estamos a falar de vitaminas, tónicos, chás, etc..). No passado, a maioria dos medicamentos eram administrados na água de bebida, provocando em muitos casos uma redução na quantidade de água ingerida pelos pombos, o que por si só prejudicava a saúde destes. Nesta ordem de ideias, não deveremos administrar qualquer produto na água de bebida que reduza, mesmo que ligeiramente, a quantidade de água ingerida. Resolvemos o problema misturando os produtos na ração (desde que possível).

Não conseguimos obter a super saúde de um dia para outro. Esta é o resultado de um cuidado muito atento da colónia durante longo período de tempo, o qual deve começar na muda.

Nem sempre é fácil determinarmos qual o estado da saúde dos nossos pombos e recomendo que, em caso de dúvida, o columbófilo deve procurar ajuda. Tratamentos cegos (tratar sem ter a certeza do problema) podem resultar, mas na maioria dos casos, servem apenas para piorar o já difícil problema, uma vez que a maioria dos medicamentos, para além de matarem os organismos causadores da doença, também prejudicam os próprios pombos. Um diagnóstico preciso tornou-se um factor essencial da columbofilia moderna. É um pormenor importante uma vez que deveremos evitar a todo o custo a administração de antibióticos. Com isto não quero dizer que deveremos reduzir as doses indicadas. Quando tivermos a certeza do problema que afecta os nossos pombos, os medicamentos devem ser dados na dose e duração indicadas.
O que mais implica uma boa gestão? Coisas como exercício regular, alguns treinos em linha - o número depende quase exclusivamente do tipo de concursos a voar e da linha e pombos que cultivamos, alimentação e a administração de suplementos na altura certa, etc.. Quando me iniciei na columbofilia, os columbófilos mais velhos alertaram-me para a importância da regularidade no exercício e alimentação, mas até isto é discutível. Um columbófilo meu amigo trabalha por turnos, em alguns entra ao fim da tarde, noutros logo pela manhã, etc.. Por esta razão, umas vezes solta os pombos pela manhã, outras vezes ao fim da tarde e ainda noutros dias nem os solta! Os seus resultados têm sido espectaculares! Sobre esta temática, devo dizer que o equilíbrio entre a quantidade de ração e o exercício é muito difícil de conseguir e, por conseguinte, de dominar.

Excesso de pombos - Já muito se disse e escreveu sobre o excesso de pombos e toda a gente conhece os perigos que lhe estão associados, no entanto, ainda ouvimos alguns columbófilos comentar... apesar de ter poucos pombos, foi a melhor Campanha da minha vida. E porque razão isto acontece?
Porque num pombal com poucos pombos...
1) O ar contém grandes quantidades de oxigénio (em relação ao número de pombos);
2) Muito espaço disponível. Os pombos não gastam as suas energias em lutas por um poleiro ou o acesso ao bebedouro/comedouro;
3) Tendo poucos pombos, o columbófilo dedica mais atenção a cada um dos seus atletas.

O que mais é digno de realce? Muitos métodos utilizados no passado foram esquecidos e deixaram de ser praticados sem que se tenha verificado um declínio nos resultados desportivos. O argumento de que se voltássemos a utilizar os métodos antigos os resultados seriam ainda melhores é muito difícil de provar. Os métodos evoluem com os tempos, os mitos vão surgindo, mas na columbofilia muitos dos caminhos continuam a ir dar a Roma.

Método completo... Deveremos escolher um método simples e completo, um que reduza substancialmente a possibilidade de erros, pois o campeão é quase sempre aquele que os comete em menor número. O tempo disponível e a linha de pombos cultivada deve pesar na escolha do método de jogo. Qualquer que seja o escolhido, lembrem-se que são os pombos que se terão de adaptar às circunstâncias e não o columbófilo, pois se este começar a ceder, os erros aparecem e é precisamente isto que queremos evitar a todo o custo.
E que mais? Assumindo que os cinco pilares da nossa colónia são fortes e os pombos estão saudáveis, motivados e bem preparados fisicamente, mas chegada a hora da verdade as suas marcações são uma verdadeira desilusão. Porque será???

BONS e MAUS VOADORES


Antes de avançar, deixem-me clarificar aquilo a que chamo "Bom Voador". Existem algumas situações que podem induzir-nos em erro. Por exemplo... Se encestarmos 20 pombos, um deles tira o primeiro prémio e os restantes não vão ao mapa, este não é concerteza um bom concurso! É claro que a vitória nos deu satisfação, mas a totalidade dos resultados indica que algo está errado. Não se deixem enganar pelo primeiro prémio. Um resultado destes deve ser motivo para algumas alterações no sentido de reencaminharmos a colónia para o caminho correcto. Poderemos considerar um bom concurso quando 50% dos nossos pombos marcarem dentro dos primeiros 10% da colectividade. Poderemos não ganhar o primeiro prémio, mas meter tal quantidade de pombos dentro dos primeiros 10% é de facto motivo de satisfação. Caso as marcações sejam de boa qualidade, não efectuem grandes alterações na tentativa de tirar primeiros, pois geralmente estas têm o efeito inverso. Não se pode "arranjar algo que não está estragado"!

Para a nossa discussão vamos assumir que a distância do concurso é 650 kms.
É fundamental compreendermos o porquê de uma boa marcação, de forma a estarmos aptos a poder repeti-la. Muitos columbófilos dizem... "Para quê tanta discussão? Tudo se resume a bons pombos, boa ração, muito treino, complexo vitamínico e minerais uma ou duas vezes por semana e o controlo regular contra as enfermidades que mais afectam os pombos". Não discordo, mas pergunto a esses columbófilos... "Será suficiente?". Se assim fosse, o mesmo método faria qualquer um marcar bem todas as semanas. A classificação ficaria então dependente da qualidade dos pombos em prova, sorte com os arrastamentos e as condições atmosféricas.
Esta última frase contém as "palavras de ouro". De facto, a qualidade dos pombos em prova, os arrastamentos e os caprichos do tempo são os três factores que causam a grande confusão.
É óbvio que a qualidade dos pombos que fazem parte da equipa varia de semana para semana, uma vez que alguns pombos são melhores que outros, mesmo pertencendo à mesma família. Neste aspecto, nada pode ser feito no imediato no que diz respeito à qualidade dos pombos.
Os arrastamentos são determinados pela posição do pombal em relação a montanhas, lagos, mar e as condições atmosféricas do dia da prova, particularmente o vento. Mais uma vez, neste aspecto, nada poderemos fazer para minorar o problema.
As condições atmosféricas têm de facto um papel preponderante, possivelmente o mais importante, na performance dos pombos. Apesar da sua influência nas classificações variar de região para região, as condições atmosféricas têm um papel decisivo frequentemente ignorado pelos columbófilos. A importância reside na interacção entre as condições atmosféricas e a preparação física dos pombos. Lembro que estamos a falar de uma forma generalizada, pelo que não estranhem se acontecerem excepções.
Existem pombos que voam melhor em determinadas distâncias, mas ainda com mais frequência aparecem pombos que voam melhor em determinadas condições atmosféricas. Digo até que certas linhas de pombos marcam bem em determinados dias, mesmo quando voados por columbófilos diferentes e, por isso, submetidos a métodos distintos. Com isto quero dizer que certas famílias de pombos têm preferência por determinado tipo de condições atmosféricas. É pois conveniente conhecermos bem os nossos atletas para sabermos se uma má marcação não terá como causa uma inadaptação dos pombos participantes às condições atmosféricas. Não procurem por isso a causa numa qualquer enfermidade ou a cura dentro de um frasco. Em tais casos, o sucesso ressurgirá com a alteração das condições atmosféricas predominantes.
Se preparamos os nossos pombos para um concurso lento voado com vento de bico, é evidente que não marcarão bem se este for rápido e voado com vento de rabo. Se preparamos os nossos pombos para um concurso de chuva, voado num dia ventoso e frio, quase sempre marcam mal se este virar para tempo quente e seco. É evidente que quem pretender atingir o topo deve saber analisar as condições atmosféricas. Quanto mais acertar, maiores serão as possibilidades de sucesso. Devo lembrar que todos os columbófilos enfrentam o mesmo problema, pelo que os mais inteligentes serão aqueles que no final da Campanha aparecem nos lugares cimeiros!

Como preparar pombos para ventos de bico e ventos de rabo?
1) Em termos gerais, é diferente o tipo de pombo para estas condições de tempo, pelo que se torna necessário escolhermos os voadores certos! Não poderemos esperar grandes marcações se encestarmos um pombo típico para vento de bico a um concurso rápido em que a maioria dos atletas têm características rápidas. O pombo mais rápido é com frequência maior, relativamente mais leve, mais comprido e com uma asa rápida. A asa é grande em relação ao corpo com uma grande secundária e rémiges primárias compridas que podem ser largas e não muito ventiladas.
2) A semana antecedente ao encestamento também é essencial. Os pombos NÃO são submetidos a voos puxados à volta do pombal, nem treinados em linha, nem encestados para fundo e não podem ser alimentados em demasia (a quantidade e tipo de ração deve ser sempre proporcional ao exercício e neste caso particular ambos deverão ser restringidos).
3) Para melhores resultados, os pombos devem descansar durante algumas semanas, ou seja não deverão voar concursos de fundo nas três quatro semanas precedentes à prova que estamos a preparar.

MANUAL CRIAÇÃO POMBOS DE COMPETIÇÃO
Esse esporte milenar atrai milhares de criadores e fãs. Existe uma grande quantidade de informações, dicas e truques em profundidade, que você precisa saber para se tornar um campeão nesse esporte.
Para você que está apenas começando pode ficar um pouco confuso de início, porém, este manual foi concebido para ajudá-lo a construir uma boa base de conhecimento columbófilo nesse esporte emocionante e estratégico.
O manual vai lhe mostrar alguns dos princípios básicos para uma melhor compreensão e visão do que o esporte tem tudo a ver com você.
Após esta introdução é hora de comentar sobre a construção de seu pombal, criar e treinar seus pombos.
Quando você souber um pouco sobre isso, novas etapas de conhecimento serão requeridas para você atingir um nível acima e certificar-se de que você está colocando tudo no lugar e no caminho certo para crescer no esporte e se sagra um campeão!
Os recursos essenciais que você precisa para isso são:Columbofilia é um grande esporte, hobby e passa tempo e você eventualmente poderá até envolver toda a sua família.
Lembre-se de manter o bem-estar e saúde de seus pombos como a prioridade mais importante – se divertir com isso! Este manual é para ser lido capítulo por capítulo o que irá guiá-lo através dos fundamentos columbófilos. Então, bem-vindo a este emocionante esporte e aproveite o manual!
Criar pombos é um ótimo passatempo, e quando os pombos recebem os cuidados de que necessitam e merecem este hobby é maravilhoso que dá horas de diversão, curtição e prazer!
Em seu longo passado como um pássaro companheiro, o pombo de corrida era originalmente o pássaro dos reis, príncipes e nobres. Na verdade, foi originalmente contra a lei um homem comum possuir pombos!
Pombos foram originalmente criados para “casa” em ordem para levar mensagens a longas distâncias, principalmente para fins militares. Os egípcios e persas eram conhecidos por usar pombos treinados para transmitir mensagens importantes, como eram os antigos chineses que os usaram como uma forma de serviço postal.
Isto, obviamente, se elevou ao esporte competitivo de columbofilia, onde a velocidade e resistência dos pombos são testadas em distâncias de 1000 quilômetros ou mais.
Hoje estão correndo e competindo em clubes de pombos em muitos países ao redor do mundo, mas é dito ter originado na Bélgica, onde ele é o esporte nacional. Várias vezes por semana, os clubes da Bélgica enviam centenas de milhares de pombos de corrida para os prêmios que podem ser mais de milhares euros.
A Rainha da Inglaterra ainda tem um pombal que a ela foi dada como um símbolo de amizade do rei da Bélgica.
Pombos de competição na América tornou-se também um esporte popular, onde os treinadores e criadores podem testar as habilidades de suas aves sem ter que gastar enormes quantias em dinheiro (como corrida de cavalo).
Pessoas que mantêm pombos têm uma responsabilidade muito grande, porque eles são embaixadores para o esporte. É preciso tempo e esforço para que a colônia seja devidamente cuidada. Observe que quando falamos em cuidados, em outras palavras estamos falando em higiene, prioritariamente e pombal limpo e bem conservado não tem que ser caro. Com o projeto certo e materiais adequados pode-se construir uma habitação de alto nível para seus pombos.
Os pombos também devem ser bem treinados e eles precisam ser ensinados “boas maneiras”. Como você pode imaginar se forem deixados completamente livres e defecarem por onde bem entenderem seu vizinho não será feliz.
Assim como um embaixador para este grande esporte, você precisa estar consciente de que um pombal limpo e bem conservado mantém a imagem e a reputação do esporte. Por outro lado, um pombal sujo e bagunçado e os pombos não educados propiciam uma reflexão pobre para ambos, pombos e o esporte.
A competição de pombos é um esporte que remonta mais de mil anos. Por isso pense nisso, antes de qualquer coisa, para se integrar neste tradicional e maravilhoso circulo.
Columbofilia é um desporto com “um único portão de partida e mil linhas de acabamento, pois envolve basicamente lançar concorrentes a partir de um único local, e, em seguida, correr para seus pombais, distantes de 100 a mais de 1.000 km!”.
A competição de pombos não é só um esporte onde você pode ser com grande orgulho um campeão, mas, também é um esporte onde o dinheiro pode surgir por diversas vertentes.
Columbofilia é popular em todo o mundo e as apostas e prêmio em dinheiro mostra na China, por exemplo, que tem prêmio de um milhão de dólares. Os chineses possuem associações de criadores que possui mais de 300.000 membros.
Depois, há a corrida final na África do Sul – o “Sun City Million Dollar Pigeon Race”, onde mais de 4.000 aves de 23 países competem para ganhar parte do pote de Dólar US $ 1,3 milhões!
Se você tiver a paciência e persistência para criar verdadeiros campeões, você também pode fazer um monte de dinheiro com a venda de exemplares.  Os compradores chineses são recordistas em valores pagos nas compras de pombos, sucessivamente. Um novo recorde aconteceu recentemente quando um comprador chinês pagou 328 mil dólares americanos para um único pombo!
Há três fundamentos iniciais na criação que devem ser observados:
  1. Um pombal seguro. Seguro é aquele mantido limpo, arrumado e estar a salvo de cães, gatos, ratos.
  2. Boa comida que lhes dá todos os nutrientes e vitaminas que eles precisam.
  3. Água fresca e limpa.
Isso é o básico para manter seus pombos saudáveis, mas um bom columbófilo deve atingir outro nível de compreensão para garantir que seus pombos estejam em condições ideais para competir e ganhar.
E como você está descobrindo este esporte, poderá descobrir também como ter pombos campeões, dinheiro de prêmios que pode ser de dezenas de milhares de reais e grandes sentimentos de orgulho e realização.
Criar pombos é um trabalho gratificante e você vai extrair conforme o que você colocar. Se você colocar pouco de tempo e esforço em seus pombos, então isso é exatamente o que você vai voltar com eles. Mas se você se importa com eles no caminho certo, então você vai perceber que este é um esporte que vai trazer alegria, prazer, e amizades duradouras.
Assim como as galinhas são mantidas em gaiolas, os pombos são mantidos em pombais. E, assim como galinheiros, pombais podem ser de várias formas, tamanhos e preços.
Para algumas pessoas que fazem da columbofilia, em tempo integral, a sua renda principal, pombais podem ser surpreendentes e muito caros. Eles terão estruturas bem desenhadas que são mais fáceis de limpar e cuidar, e tem excelente ventilação.
Para algumas pessoas isso é adequado, especialmente se columbofilia é uma paixão por eles. Alguns columbófilos fazem um excedente financeiro anual de 200.000 mil reais entre corridas e vendas. Não é difícil, columbofilia pode ser muito rentável.
Aqui estão algumas dicas rápidas:
Se o seu pombal é pequeno ou grande, barato ou caro, deve ser bem ventilado, seco, livre de correntes de ar, bem iluminado e seguro. Lembre-se, este é o lar para os seus pombos. Se você quer que eles voltem e rápido, é necessário proporcionar-lhes condições de vida agradável e segurança. Se você não fizer isso, eles acabarão por encontrar um lugar mais agradável.
Certifique-se de que o seu pombal tem uma boa cobertura, caso contrário, uma chuva virá através de qualquer abertura. O pombal deve ser fechado por pelo menos três lados, quatro paredes são melhores.
Pombos de competição não são como pomba-trocal e outras aves que vivem em árvores. Eles gostam de segurança. Três ou quatro paredes dão-lhes a proteção e segurança das intempéries de tudo, inclusive de outros animais.
Certifique-se de construir a frente do pombal na direção do seu tempo mais agradável. A maioria dos pombais americanos enfrentam ou leste ou sul, mas esta definição depende do clima e local.
Pombos devem estar familiarizados com os seus arredores antes de decolar e voar. Se eles são forçados a voar antes de saber onde é a residência deles, provavelmente vai se perder. Um pombal tem uma placa de pouso onde os pombos entram e saem, e essa placa de pouso permite que os pombos se familiarizem com os seus arredores.
Gatos e gambás não gostaria de nada mais do que entrar no seu pombal e ter um bom almoço. Não só comer algumas de suas aves, mas também matam muitos mais através de choque e instinto de caça. Apenas certifique-se de manter a entrada fechada quando os pombos estão no interior.
Pombal – Localização
Um pombal com pombos que estão autorizados a voar fora deve ser a céu aberto. Ele não deve ser coberta por árvores. Os pombos precisam ser capazes de ver os seus arredores. Eles também precisam ser capazes de ver o seu pombal quando eles estão voando. Se você tem uma escolha, não coloque seu pombal perto de fios. Pombais com muitos fios em torno de suas casas têm muitos problemas com as pernas quebradas e asas.
Direção – Pombal
O seu pombal deve estar voltado para a direção de seu tempo mais agradável. Deve-se estar de costas para o mau tempo do inverno. Para a maioria das pessoas a melhor direção é para o leste ou sul.
Pombal – Ventilação
Ventilação adequada é essencial para a saúde de seus pombos e isso não significa apenas a adição de uma janela ou duas. A janela permite que a chuva e o mau tempo molhem o chão e isso não é bom para as suas aves. Ventilação adequada deve começar com ventiladores na parte superior do telhado para permitir que o calor e dióxido de carbono sejam arrastados para fora do pombal.
Pintar
A pintura é uma grande ferramenta para ser um bom embaixador para o esporte. É incrível como é importante uma camada de tinta e não há desculpa para ter um pombal desleixado. Isso desencoraja os ratos, e outras pragas. Orgulhe-se de seu pombal e pombos. Orgulhe-se. Mantenha seu pombal pintado!
Fechadura e chave
O seu pombal deve ter algum bloqueio. Ao longo dos anos, uma série de criadores tiveram seus pombais vandalizados. Seus pombos ou foram roubados ou mortos. Um bloqueio não é muito caro e é um bom investimento para cada pombal.
Poleiros
Existem vários tipos de poleiros que você pode construir ou comprar. Eles são partes importantes da vida do seu pombo. Isto é especialmente verdadeiro para os jovens. Esta é a sua casa dentro de sua casa. Depois de terem escolhido seu poleiro, eles vão lutar para mantê-lo sobre domínio.
Não tenha mais pombos do que poleiros. Para os pombos que os perdem vai ser desconfortável e não terão vontade de voltar para casa. Eles serão os primeiros a ser perdido, porque eles não têm o desejo de voltar a um pombal onde eles são deixados de fora. Esse poleiro é muito importante porque é o ímã que atrai pombos a casa.
Poleiros em formato V são fáceis e baratos para construir e limpar é muito fácil, mas eles têm um inconveniente importante. Em poleiros abertos como este a captura das aves se torna um pouco mais difícil.
Poleiro – Caixa
Poleiros de caixa são mais difíceis de construir, e eles custam mais. Eles são excelentes para o controle de pombos, pois as aves não podem saltar de um poleiro para outro poleiro quando você quiser pegá-los.
Ninhos
Os ninhos são para os pombos adultos como poleiros são para jovens. Eles são uma grande razão pela qual as aves adultas querem voltar para casa. É a sua casa dentro de uma casa. Uma vez que selecionar um ninho eles vão lutar para mantê-lo. Por esta razão, é muito útil ter frentes em seus ninhos. Ela ajuda a manter outros pares para fora.
Pombos de competição têm caixas-ninho de aproximadamente 40 cm de altura, 50 cm de largura, e 50 cm de profundidade. Bons ninhos têm frentes que vão fechar e abrir facilmente. A frente também pode ser uma grande ajuda quando é hora de trancar os pares durante o processo de seleção de parceiros, no início da estação de monta.
Verdes
Pombos também gostam do verde. Se seus pombos são sempre mantidos no pombal então eles nunca terão qualquer verdes a menos que você fornecer algum para eles. Pique algumas folhas de alface, espinafre, repolho ou para eles, e, ocasionalmente, adicionar uma pitada de sal para dar sabor e eletrólitos essenciais.
Certifique-se de guardar a sua alimentação em um local onde ele será protegido de insetos, ratos e água. Insetos vão colocar seus ovos em sua alimentação e, quando os ovos eclodem, sua alimentação se tornará carcomida.
Comedouro
Pombos devem ser alimentados em algum tipo de comedouro. Você pode imaginar o que aconteceria com você, se você sempre comeu comida que caiu no chão? Então, você não deve esperar que seus pombos viessem comer a comida depois de ter caído no chão sujo. Alimentação de uma calha reduz o risco de ter seus pombos pegar doenças.
Se você alimenta seus pombos num recipiente descoberto, remova o cocho quando as aves acabarem de comer. Isso evita sujar a parte inferior da bandeja de alimentação. Nunca deixe resto de comida na bandeja terminar de comer. Os pombos irão mais tarde comer as sementes pisadas e misturadas com suas fezes. Saiba a quantidade exata que seus pombos devem comer todos os dias e alimentá-los não mais do que essa quantia. Ao longo da alimentação os resíduos são caros, e haverá problemas ao treiná-los como veremos adiante, além de ficarem gordos preguiçosos e mal acostumados.
Além do tempo de alimentação é um dos momentos mais importantes do dia. É um tempo para se familiarizar com as suas aves. Eles vão caminhar entre seus pés, enquanto esperando ansiosamente para ser alimentados. Eles podem ser treinados para comer da sua mão. Eles vão aprender a confiar em você.
Areia
Pombos não têm dentes ou estômagos. Eles têm moela. As moelas moem as sementes duras, de modo que o alimento pode ser digerido no intestino delgado. Pombos precisam comer grit. Grit é nada mais do que pequenas pedras que a moela usa para moer o grão. Se você não comprar o grão comercial, você mesmo pode fazer algum. Pegue um pedaço de concreto ou tijolo e triture em pedaços do tamanho de pequenas ervilhas. Se for muito grande, eles não vão usá-lo. Se os pedaços forem muito menor do que isso os efeitos não serão alcançados porque as moelas os consumirão muito rapidamente. Você pode adicionar um pouco de sal para o grit, mas não adicione muito. Se você tiver muito sal na dieta, ele irá levá-los a beber constantemente.
Conchas de ostras trituradas podem ser adicionadas. Os pombos usam o cálcio das conchas para fazer os ossos fortes e os ovos firmes. Pedaços de carvão pode também ser adicionados.  O grit deve ser mantido em um cocho coberto para que os pombos não possam sujá-los com os seus excrementos.
Água
Pombos precisam de água fresca. Ela deve ser trocada pelo menos uma vez por dia. Alguns columbófilos adicionam uma colher de chá de água sanitária para um litro de água. A água sanitária não dá às bactérias a chance de multiplicar tão facilmente. Mesmo que a água aparenta estar fresca no dia seguinte, não é. As bactérias são tão pequenas que você precisa de um microscópio para vê-las. A água deve ser mudada pouco antes de alimentar os pombos.
Muitos criadores mantêm seus bebedouros a uma altura do chão porque, como os pombos voam ao redor do pombal, suas asas levantam poeira. A poeira pode transportar bactérias que contaminam a água. Procedendo desta forma você reduz a quantidade de poeira que pode cair na água.
Bebedouros podem ser comprados de empresas de fornecimento de artigos para pombo ou você também pode fazer o seu próprio a partir de um jarro de leite galão etc. Os columbófilos mais cuidadosos lavam o bebedouro com um desinfetante todos os dias.
Uma vez que você começar a competir …
Você precisa saber o que os columbófilos de topo estão usando na alimentação dos pombos.
O livro Pigeon Racing Nutrition Secrets mostra os segredos de alimentação e nutrição que podem receber seus pombos para voar em velocidades mais altas e longas distâncias.
Não importa se você tem os pombos mais caros do mundo, se eles não são devidamente alimentados, pois nunca vão voar em seu desempenho físico de pico. Pombos às vezes ficam doentes, mesmo nos pombais mais limpos. Os sintomas de um pombo doente incluem penas arrepiadas e olhares caídos. Eles também podem ter fezes aquosas.
Muitas doenças diferentes promoverão esses mesmos sintomas. Seria uma boa ideia remover o pombo doente do pombal e colocá-lo em uma pequena gaiola para ajudar a prevenir a propagação da doença. Depois, você pode procurar os medicamentos mais indicados num especialista fornecedor de medicamentos como a empresa AeroCopa (http://columbofilia.com.br)
Pombos também podem ter piolhos. Eles vivem nos pombos, nas frestas dos pombais, se alimentam do sangue dos pombos e mastigam as suas penas. Use produtos recomendados contra piolhos várias vezes por ano para livrá-los dos piolhos.
Uma vez que seu pombal está concluído, você está pronto para a melhor parte de tudo. Adquirir seus primeiros pombos! Você vai encontrar muitos pombos top listados para venda em leilões, sites e criadores que estão dispostos a lhe vender bons pombos.
Infelizmente, muitos deles custam mais do que o iniciante apreciador pode pagar.
As melhores fontes de bons pombos são daqueles criadores que vem provando ano a ano resultados em corridas nos clubes mais competitivos de sua região. A maioria destes criadores, provavelmente veteranos terá prazer em ajudá-lo a iniciar, porque eles sabem que o esporte depende de novos adeptos.
Eles podem fornecer alguns reprodutores para que você possa aumentar seu plantel ou então alguns jovens que você pode resolver e voar imediatamente.
Certifique-se de que eles saibam que você está incentivado para cuidar bem das aves e suas instalações são condizentes. Lembre-se que eles vão querer que você seja bom embaixador do esporte também!
Antes de concluir este tópico é relevante salientar que a parte mais importante que cabe ao iniciante está condicionada a aquisição de bons pombos, ao contrário disto você como competidor terá certamente problemas relacionado à qualidade durante longos anos seguidos.
A única maneira de alcançar a verdadeira longevidade no esporte de columbofilia é produzir seus próprios campeões. Ao dominar a prática de criação, você terá a capacidade de controlar a qualidade, quantidade, e mais importante, o desempenho. Se você quer estabelecer uma sólida reputação como um criador de topo ou se você está interessado em comercializá-los e gerar enormes lucros, você precisa saber de todos os fatos.
O livro “Champion Pigeon Breeding Revealed” leva você através de uma explicação simples, delineado de tudo que você precisa para lançar seu time vencedor para não adivinhar e errar nas tentativas.
Para ajudar você a entender o que esperar de seus pombos, vamos segui-los por dois anos. Para isto você poderá contar conosco fazendo parte do Programa de Relacionamento POMBO NA VEIA, pois muitas coisas podem e vão acontecer e será impossível explicar tudo neste manual básico.
Além disso, lembre-se que existem muitas maneiras de manter, aumentar e treinar pombos.  Quando você estiver pronto para mais informações, então poderá buscar o “Nível de informação avançado” no nosso Programa de Relacionamento.
Conforme aumenta a quantidade de luz do dia na primavera, os hormônios dentro dos pombos fazem com que fiquem mais animados e começam a perseguir as fêmeas em todo o pombal. Outras aves também são ligadas, por assim dizer, da mesma forma e preparam-se para as posturas. Ao Dia dos Namorados, muitos columbófilos estão prontos para acasalar seus pombos.
Columbófilos passam muitas noites para planejar quais machos e fêmeas devem ser acoplados. Quando chega o dia para acasalar os criadores colocam os seus pares planejados trancados dentro dos ninhos. Os machos ficam tão animados com a situação que vão bicar violentamente a cabeça de suas fêmeas. Para evitar isso, é útil colocar nos primeiros dias a tigela virada ao contrário. Isso permite que a fêmea fique pouco acima do assoalho do ninho a salvo da possível hierarquia. Depois de um dia, dois ou pouco mais eles vão começar a emparelhar-se.
Nidificação
Nidificação é o ato de construírem o ninho.  Assim que as aves estiverem emparelhadas, você coloca o material dentro do ninho. Alguns criadores colocam o material diretamente dentro das tigelas.
Pode-se usar para nidificação materiais com palha, galhos, caules finos que absorvem os excrementos sobre ele, mas atenção, estes materiais também são bom lares para os ácaros e piolhos. Caules de tabaco e folhas de pinheiro são grandes aliados para repelir ácaros e piolhos. Também, poderá usar areia peneirada e desinfetada.
Ovo Incubação
Após cerca de 10 dias a partir do acasalamento, a fêmea irá lançar seu primeiro ovo. Se o tempo não estiver frio ela provavelmente não vai sentar-se sobre ele o tempo todo. Ela vai pular um dia e, em seguida, colocar o seu segundo ovo. Agora ela está pronta para sentar-se firmemente e incubar seus dois ovos.
A fêmea vai sentar-se no ninho do final da tarde até meio da manhã. No meio da manhã, o macho vai para o ninho e assumir por um tempo. Agora, a pomba pode esticar e relaxar. No final da tarde, ela vai voltar para o ninho e assumir mais uma vez. Durante este tempo, tanto no macho como na fêmea começam a se formar leite de pombo. Este leite é feito a partir de grãos parcialmente digerido. Eles vão bombear o leite para os filhotes recém-nascidos.
Incubação
O primeiro ovo começará a ser bicado pelo embrião após o 17º dia. Um dia depois, ele vai rastejar para fora e o mesmo acontecimento é verificado no segundo ovo. Os pombinhos crescem rápido. No momento em que eles estão com 5 a 7 dias de idade se inicia o processo da cobertura com as penas.  À medida que os dias passam, eles vão reduzir a quantidade de leite e alimentar os pombos com grãos mais e mais inteiros. Os pais também vão comer mais e mais, para sustentar os filhotes.
Depois que os filhotes já estão saindo e entrando no pombal por livre iniciativa devem ser condicionados por algum comando. Isso é feito por assobios ou agitando o alimento numa vasilha para que possam entrar no pombal no momento exato que você determinar. Assim como um domador de leões usa um chicote para treinar seus leões, então, você deve usar o seu comando particular para treinar seus pombos.
Quando seus pombos estão com fome, eles rapidamente entram no pombal. Aos que não entrarem ou estão atrasados não deve ser dado qualquer alimento. Isto soa cruel, mas você pode apostar sua última grana que será o primeiro a entrar no dia seguinte. Se você pretende deixar seus pombos para fora duas vezes por dia, dê a eles 1/3 da sua ração de manhã. Eles ainda estarão com fome suficiente para entrar no pombal quando você chamá-los novamente ao final da tarde. Quando entrarem no pombal pela segunda vez no dia você completa a alimentação com os outros 2/3 da ração diária.
Nunca permitir que qualquer alimento fique no cocho. Eles devem limpar tudo. Se não o fizerem, pegue a comida restante e guarde para o dia seguinte. Neste caso, certifique-se da necessidade de reduzir a quantidade de ração um pouco.
Lembre-se, você não quer que eles fiquem com fome e certamente não que privá-los, mas dar toda a comida que eles querem não é recomendado. Quando você alimenta em excesso perde o seu chicote. Quando você perde o seu chicote, perde o controle sobre seus pombos. Sempre tente alimentá-los e exercitá-los nos mesmos horários. Tenha uma boa rotina.
Depois de várias semanas, seus pombos estarão voando por alguns minutos de cada vez. Uma vez que eles sabem onde é a casa e como entrar no pombal você deve ensiná-los as outras regras. Eles não devem ficar no telhado. É melhor se eles só pousarem no pombal. Se eles pousarem em sua casa de vizinhos procure tirá-los de imediato, lançando algo macio para eles como uma bola de tênis. Eles vão logo pegar a ideia de que a casa de outra pessoa é fora dos limites.
Quando seus pombos estiverem na muda da terceira pena de voo eles estão finalmente prontos para pegar a estrada e treinar. Eles devem ser tomados na mesma direção de onde o seu clube local está voando. Se você não estiver em um clube, escolher a direção e fica com ela.
Coloque seus pombos na cesta pela captura suave. Se eles foram alimentados com cuidado e boa rotina, devem ser mansos. Se você deslocar as penas do lugar quando você pegá-los, coloque as penas de volta no lugar, gentilmente. Se você não souber lidar com suas aves elas vão ficar com medo de você e vão voar loucamente dentro do pombal para escapar de você.
Escolha dias claros com poucas nuvens. É melhor escolher um dia agradável do que escolher um mau e perder alguns pombos. Treine seus jovens sempre na parte da manhã. Para os pombos jovens não faz bem, se você treiná-los na parte da tarde. Suas perdas serão muito mais elevadas com os treinamentos lançados à tarde.
Leve seus pombos pela primeira vez no máximo a cinco quilômetros de distância de casa e os solte um lugar sem quaisquer fios e obstáculos na saída da caixa. Cinco quilômetros soa como uma longa distância, pela primeira vez, mas seus pombos pode ver muito mais longe quando eles estão no ar. Eles provavelmente têm voado tão longe de casa quando se exercitando livremente ao redor do pombal. Além disso, muitos criadores soltam os pombos a mais de 30 quilômetros em sua primeira viagem, então não se preocupe. Chegando a sua casa primeiro que eles assobie para chamá-los para dentro do pombal. Eles devem ser treinados para entrar, assim que voltar para casa.
Na manhã seguinte, você deve levá-los de volta para o mesmo lugar, se o tempo estiver bom. Assim que retornar, chamá-los para o pombal. Na terceira manhã, você está pronto para tomar mais distância, talvez, 10 quilômetros e assim vai aumentando a distância dos treinos. A partir daí eles estão prontos para treinar por cada vez mais longe.
Até o final da marca de 50 quilômetros seus pombos deveram ter sido treinados na estrada por seis vezes, indo para cada local duas vezes. Eles devem voltar para casa mais rápido e mais rápido e entrar no pombal mais rapidamente a cada vez.
Neste ponto é importante observar que os treinamentos os fazem pensar por conta própria. É tempo de competir e você estará pronto para a grande temporada de voo.
Após a temporada de corridas, é hora de separar os machos e fêmeas. Eles devem fazer a sua muda e se preparar para a próxima temporada. Agora você tem todo tempo para pensar sobre quais pares irá produzir o seu “campeão”. Também é o tempo que muitos clubes devem promover algum tipo de evento social para não distanciar os columbófilos da convivência columbófila.
Conclusão
Nós mostramos-lhe alguns dos princípios básicos. Agora você pode fazer parte deste grande esporte e desfrutar os desafios e as recompensas que columbofilia trará.
Seja sempre um destaque e acrescente algo para seu esporte. Seja também um bom embaixador para a columbofilia.
E se você quiser ingressar no próximo nível de conhecimento, continue associado em nosso Programa de Relacionamento que lhe dará as informações e conselhos que você precisa para se tornar um vencedor e campeão neste grande esporte!
Bem-vindo ao esporte!
Jefferson William