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São Roque (Oliveira de Azeméis)
São Roque ou Vila Chã de São Roque é uma freguesia urbana portuguesa do concelho de Oliveira de Azeméis, com 7,15 km² de área e 5 480 habitantes (2001). Densidade: 766,4 hab/km². Terra intimamente liga à indústria do calçado, conta com a presença de dois bancos (Millennium BCP e Finibanco), balcão dos CTT, farmácia, extensão de saúde e Escola Básica do 2º e 3º ciclos Património Classificado ( de acordo com PDM) - Quinta do Covo - Edifício do Sindicato Nacional dos Operários Vidreiros Retalhos da sua história Citando o trabalho monográfico do Padre Manuel Pereira da Costa, vários documentos existem a confirmar a importância e antiguidade desta freguesia. O mais antigo citado pelo referido padre é " uma carta de doação e confirmação desta Igreja de Vila Chã - erigida em honra de S. Pedro -, a Dídaco Zalamis, clérigo, feita por D. Gonçalo, bispo de Coimbra(?)", documento este datado de Agosto de 1121. Em anos posteriores continua a ser mencionada esta freguesia, nomeadamente numa carta de venda de uma herdade ao cabido da Sé do Porto (1211), numa carta de confirmação da Igreja de Vila Chã ao Cabido da Sé do Porto (1227), nos inquéritos (ou inquirições) ordenados por D. Afonso III (1251) e por D. Dinis (1288), numa carta de nomeação do seu pároco de nome Durando (1294), no Catálogo de Igrejas e Ordens Religiosas (1320), no documento de anexação desta freguesia de "São Pedro de Villa Cham Serrã" à de Fornos (1475), e no foral outorgado por D. Manuel I, em 1514. A partir do século XVI a freguesia aparece mencionada, mas ligada à Casa do Côvo. S. Pedro de Vila Chã, assim denominada a actual Vila de S. Roque, pertenceu ao concelho e comarca da Feira até 1802 e só posteriormente ao concelho de Oliveira de Azeméis, fazendo ambos parte, nessa época, da província do Douro. As única fábricas de que há registo são a Fábrica de Vidros do Côvo (1520-1924) que empregava, em 1886, apenas 36 operários, 6 rachadores de lenha e 4 mulheres, a Fábrica de Vidros de Bustelo (1898-1970), assimilada pelo Centro Vidreiro a partir de 1930, e uma Fábrica de Curtumes. Figuras mais do imaginário que do quotidiano da povoação, viviam, pelo menos desde o século XVI, na Quinta do Côvo, os proprietários da quinta tendo dois deles obtido o título de "Conde". Desde então sempre foram designados pelos "Condes do Côvo" ou Senhores do Côvo. Actualmente, a freguesia de S. Roque é uma das 19 freguesias que compõem o concelho de Oliveira de Azeméis, distrito de Aveiro, parte da província da Beira Litoral. Elevada a Vila em 30 de Junho de 1989, conta com aproximadamente 5600 habitantes, sendo a terceira freguesia mais povoada do concelho de Oliveira de Azeméis. A agricultura para autoconsumo e subsistência é quase inexistente. Desde o dia 16 de Julho de 1999 está geminada com a vila francesa de Sourzac, município de Mussidan. Tem três centenas de indústrias de pequena e média dimensão. Desde 1930 que a indústria vidreira se deslocou para outras freguesias, prevalecendo actualmente as do calçado (59%), cobres e moldes (6%) e comércio (17%) . A Quinta do Côvo situada no limite sudeste da freguesia, compõem-se de grande casa de habitação com capela, edifício da fábrica do vidro (já quase totalmente demolida), casas para trabalhadores, terrenos de cultura e vasta mata, ocupando terrenos de quatro freguesias, S. Roque, Pindelo, Ossela e Oliveira de Azeméis. A casa de habitação, a capela, a fábrica formaram, em tempos, uma povoação ou aldeia. O fabrico do vidro iniciou-se em 1528 mas até aos finais do século XVIII foi acanhado e rudimentar. Em 1792 iniciou-se um período de notável incremento e prosperidade que durou pouco tempo. No início do século XX, foi definitivamente parada a laboração da fábrica do vidro, dando às instalações um novo destino ligado às explorações agrícola e pecuária. São actuais proprietários os Ex.mos Senhores Manuel Paulo de Castro e Lemos que casou em 1918 com D. Maria de Lancastre e Távora, de quem teve 5 filhos. Segundo a Plano Director Municipal de Oliveira de Azeméis , S. Roque tem ainda classificado o Edifício do Sindicato Nacional dos Operários Vidreiros, os antigos escritórios da fábrica do vidro , ambos no lugar de Bustelo. Como património classificado está também o núcleo urbano do eixo Igreja / Cemitério e o núcleo urbano de Samil (troço da actual Rua de Samil). A Vila de S. Roque é actualmente a freguesia mais importante do concelho, em termos de dinâmica demográfica, apresentando um índice de crescimento de 18% (Censos 1991) e de 5% (Censos 2001).
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