Henrique Manuel Costa Dias

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Uma vez Columbófilo, Columbófilo para sempre!

 

 

 

Anos 70 - Recordações...

 

 

Colecção de cartões e anilhas oficiais da FPC. 

 

 

Nasci em 1970 na Foz do Sousa, freguesia do concelho de Gondomar,  distrito do Porto. Tive a sorte de nascer num lugar, Jancido, onde não faltavam praticantes desta modalidade. Aliás, Gondomar e o distrito do Porto são hà muito referências na columbofilia Portuguesa, no meu entender, pela força das suas colectividades mas acima de tudo dos praticantes que, dada a competitividade, fizeram e fazem um esforço continuo para conseguirem pombos de qualidade extra e, métodos de jogo e tratamentos adequados.

 

A Sociedade Columbófila da Foz do Sousa, a primeira colectividade onde me tornei sócio e competi, é uma das muitas colectividades do distrito do Porto. Nos seus anos áureos chegou a ter mais de 60 praticantes no activo e das que mais pombos encestava. De resto passou por fases menos boas, mas hoje, tal como no passado, tem bons praticantes que se batem com os melhores do distrito do Porto.

 

 

 

Uma animada distribuição de prémios seguida de leilão, em 2008, na S. C. Foz do Sousa.

 

 

Guardo na lembrança os vários locais utilizados para sede da colectividade. É pena que ainda hoje não exista um local próprio, construído de raiz, para sede da Soc. Columbófila da Foz do Sousa. 

 

 

 

Anos 80 - O "SOUMAR"

 

 

O "Soumar" adquirido em 1989.

 

 

Todo o columbófilo tem a sua história: Como apanhou o “bichinho” pelos pombos, como conseguiu os primeiros pombos, as primeiras tristezas e alegrias…

 

Como não era filho de columbófilo nem incentivado para a prática da modalidade, como é óbvio, no inicio da década de 80 não competia nem possuia pombos. Quando me atrevi, cautelosamente, aos 11-12 anos a levar para casa os primeiros pombos-correios, o acto foi heróico!

 

Ainda recordo com emoção, a aquisição do meu primeiro comprovador: um SOUMAR, em segunda mão! O negócio foi feito por intermédio de um amigo também columbófilo.

A ansiedade para o receber foi muita, pois pela primeira vez, iria ter um "relógio - comprovador" para entrar em competição. O sonho estava cada vez mais perto…

 

Em 1989, competia pela primeira vez na Sociedade Columbófila da Foz do Sousa - Gondomar. Possuía cerca de 20 pombos de diversas proveniências e enviava, no máximo, 5 pombos por concurso!

 

 

 

 

Anos 90 - O 2º prémio de Montemor e, o envio de 2 pombos a fundo e... 2 prémios!

 

 

Trofeu de 2º prémio de Montemor, 1993. 

 

 

Lembro que nessa década a Colectividade da Foz do Sousa possuía columbófilos que se destacavam no Distrito do Porto: recordo o saudoso Joaquim Tereso, os Irmãos Cunhas, Salvador Gama, Albino Ramalho, Manuel Ramalho, Fernando & Hélder Costa (meus amigos hoje equipa Costa Air Team), José & Manuel Bandeira, Albino Viana, Fernando Mello e Sousa,  Irmãos Pereiras, … entre outros também de grande qualidade. Era difícil o êxito, mas assistiu-me, a espaços, a “sorte de principiante”…

A entrada para a Universidade em 1992, fez com que abandona-se a competição, mas não os pombos. Mesmo fora do activo os pombos foram sempre companhia nas horas de lazer, e um "escape" para o stress diário.

Com o início de uma nova vida, em 1997, o destino quis que migrasse para a Póvoa de Lanhoso - Braga.

 

Nesse ano (1997), foram construidos os pombais para voadores e reprodutores na Póvoa de Lanhoso e os melhores pombos que ainda possuía na Foz do Sousa (com destaque para os ofertados por Albino Ramalho), foram os primeiros ocupantes dos novos pombais. Em 1998, estava a competir novamente na S. C. Póvoa de Lanhoso. Esta seria a fase mais longa em que entrei em competição 1998-2000. Três anos consecutivos! No entanto, com as deslocações diárias para o Porto, para que o sonho se tornasse  realidade não posso deixar de agradecer o grande contributo da minha esposa e o do meu sogro que ajudaram diáriamente nas tarefas inerentes à competição e que foram incansáveis e pacientes...

 

 

 

 Em primeiro plano o pombal de voadores. Ao fundo, o dos reprodutores, em 1999.

 

 

De referir que nos anos em que competi na S. C. P. Lanhoso, a coletividade tinha mais de 30 praticantes e alguns deles bons columbófilos e com muita qualidade nos seus pombais. Procurei sempre, em primeiro lugar qualidade e como tal, para além dos pombos que já possuia, tentei trazer do local onde residia o melhor que por lá havia.  Em 1997, Alberto Costa, tinha acabado de ser campeão na Soc. Col. Foz do Sousa, possuía uma colónia forte, com vários pombos acima da média, alguns deles campeões nesse ano, caso da “06” e da “83”, que haviam sido campeãs Geral e Meio Fundo respectivamente. Tinha também o “14” excelente voador. 

 

Assim começei a competição com filhos e netos dos pombos anteriormene referidos e de alguns cedidos pelo Amigo Manuel Lopes (Póvoa de Lanhoso), possuidor de excelentes pombos, principalmente de Fundo. Uma parte da família desses pombos fundistas teve origem num pombo adquirido pelo Sr. Jacinto, também da Póvoa de Lanhoso, a Artur Gomes, de Almeirim. Era um pombo da linha do grande fundista Belga, Marc Roossens...

 

Conheci também em 1997, o grande campeão local, distrital e nacional Sr. Sebastião Freitas Martins, de Guimarães, que teve a amabilidade de me oferecer alguns borrachos de muito boa qualidade. Do seu pombal veio, por exemplo, o “81” – campeão de Borracho em duas colectividades e, melhor pombo da colónia ao segundo ano. Existem actualmente na colónia outros exemplares das linhas deste grande columbófilo que se destacam, principalmente, em velocidade e meio fundo.

 

 

 

 

Ano 2000 - Três anos para o concretizar de um sonho…

 

 

Trofeu de Campeão Geral no ano 2000, 

Sociedade Col. Póvoa de Lanhoso

 

 

Não posso dizer que, em termos desportivos, os anos de 1998 e 1999 fossem fabulosos, mas não foram maus... Serviram essencialmente para conhecer a "matéria-prima" que tinha para trabalhar, e a sua adaptação ao meu método. As classificações de velocidade e meio fundo foram satisfatórias.

 

O ano 2000 foi o culminar do trabalho realizado nos anos anteriores, pois para mim a columbofilia é um processo contínuo. Foi o concretizar de um sonho que qualquer columbófilo ambiciona – conseguir o título de Campeão!

 

Em 2000 os resultados foram os seguintes:

·       Campeão Geral

·       Campeão de Fundo

·       Vice-campeão Velocidade

·       7º Meio Fundo (O concurso de Silves foi um desastre…)

·       Anilha de ouro de Fundo

·       3º Melhor borracho

 

 

 

Trofeus de Campeão de fundo

e vice-campeão de velocidade

 

2000, S.C.P.Lanhoso

Pombo: 8328167/98  campeã de fundo (na foto)

 

 

 

 

De salientar que a partir do primeiro concurso de fundo a colónia foi dividida em duas equipas: uma que fazia os concursos de velocidade e meio fundo e outra que fazia os de fundo, o que quer dizer que anilhas de ouro geral não eram objectivo. Procurei com isto, ser racional e não demasiado ambicioso e gerir, acima de tudo, a colónia. Posso dizer com toda a honestidade que bons pombos nesse ano, apenas perdi 1 e, num concurso que foi um desastre nacional!

 

 

 

 

 

Trofeu de melhor borracho

1999, S.C.P.Lanhoso

Pombo: 8054281/98 borracho campeão (na foto)

 

 

 

 

 

Depois de 2000 - A criação... e os amigos!

 

 

 

 

 

No renovado pombal da reprodução os pombos disfrutam de três espaços abertos (volieres) orientados para sul. As volieres possuem relva e gravilha e aqui os pombos podem usufruir do sol, chuva, neve, conforme lhes apetecer. O espaço permite o fecho dessas volieres e assim evitar que os pombos venham para o exterior. Raramente o faço e não estou arrependido. Para além da resistência natural que o espaço lhes proporciona, os pombos fazem sempre uma muda impecável. A área total do pombal (coberto e descoberto) é de cerca 60 m2, sendo 50% da área coberta.

 

 

 

 

Desenho apróximado do pombal atual de reprodutores.

 

 

 

 

 

 

 

Planta do atual pombal de reprodutores

 

 

 

 

 

 

 

 

Volieres onde os pombos passam, por vontade própria, a maior parte do dia, incuindo dias de chuva. Aqui não há stress...

 

 

 

 

 

 

 

Interior do pombal. Os materiais utilizados nas paredes exteriores/interiores foram o tijolo e a madeira. A cobertura é em chapa lacada.

Os casulos, em "tabopan", estão acima do soalho, cerca 50 cm. 

Nas três divisões do pombal, o soalho em estrado de madeira tratada, cobre sobre um fosso isolado e lavável, com cerca de 50 cm de profundidade.

 

 

 

 

Actualmente mantenho e crio pombos por prazer, mas procurando sempre o melhor. Uma boa percentagem dos pombos criados são testados em pombais de amigos ou em derbys, e os restantes ficam onde nasceram, ou seja, no pombal de reprodução.

 

 

Tenho procurado criar pombos por especialidades, pois não é fácil criar pombos que vençam em todas as distâncias, especialmente quando falamos em puros velocistas ou fundistas/maratonistas. Para isso tenho procurado o melhor, dentro dos padrões que defini. Ao longo dos anos fui adquirindo pombos de outras linhas, provenientes de columbófilos crediveis e com provas dadas, independentemente da nacionalidade. Na minha opinião os resultados dos pombos são o mais importante. Neste contexto, os pombos adquiridos são descendentes de pombos fantásticos e do melhor que há para velocidade, meio fundo ou fundo.

 

Alguns exemplos das linhas atualmente "cultivadas" e respetiva proveniência:

 

GABYs descendentes do "128" e "703",

via Bernardo Sousa, a nova estrela do distrito do Porto, das linhas "128" ("come merda") e "703" ("o Bomba"), dos Móveis Terriveis nomeadamente:

Do "57", (pai da campeã nacional M/F 2009)  - 3 filhos diretos, vários netos e bisnetos.

Da "29",    (Campeã Nacional M/F 2009) - 2 filhos diretos, 1 irmão, vários meios-irmãos e sobrinhos.

Do "Crack40", macho base de Bernardo Sousa, um voador e reprodutor excecional  -  3 filhos diretos, 3 irmãos, vários netos e sobrinhos...

Da "245" (Mãe de duas campeãs distritais "113" e "55" e outros pombos de luxo) - 3 filhos diretos e vários netos e bisnetos.

Da "113" (Campeã distrital bloco 2011)  - 5 filhos diretos, vários netos, e sobrinhos.

Da "114" (boa voadora e irmã de ninho da "113" - 3 filhos vários sobrinhos.

Da "117"  (Campeã distrital Bloco)  - 3 filhos diretos ...

Da "118"  (Grande voadora e irmã da "117") - 1 filho direto, vários sobrinhos...

Do "Algoz" (Grande campeão, vencedor do algoz em +- 50.000 pombos) - 3 filhos diretos, vários netos e sobrinhos ...

Da "91"     (Campeã distrital bloco) - 2 filhos diretos e vários meios irmãos.

Da "55"     (Campeã bistrital bloco) - 1 filho direto e o irmão de ninho "54", vários netos e sobrinhos.

"004"  (irmão da campeã nacional) - 5 filhos diretos, vários netos e sobrinhos...

"727"  (um crack voador e reprodutor, é filho do crack "40" x "12")  - 2 filhos e vários netos.

"348" (Campeã distrital Bloco 2017)  - 1 filho direto.

...

 

Nota: A primeira introdução de pombos deste Amigo (Bernardo Sousa) na minha colónia foi em 2011. Na minha opinião e, tendo por base a quantidade de campeões produzidos por ele nos últimos anos (desde 2009 até 2017!!!), para além de excelente tratador/treinador/criador, os seus pombos são do melhor que há para Velocidade e Meio Fundo.

  

 

"Kannibal" / "Olympic Niels" / "Kaasboer"/ "Mister Kannibal" / "ZOT" / "Charlie" ...

 

Alguns exemplares representantes desta linha, via:

 

Klaus Stieneker

Theo Markus Lecke

Herbert Seibert

J. Goris e F. Vrins

P.J. Fox 

Diamantino Moreira

José A. V. Soares

Fausto Aguiar 

Andreas Behlke

Filip Pudic

...

 

 

Figo  (A. & H Reynaert) +

Chipo - Chihaut 100 - "De Crack" (Benny Steveninck)

 

Alguns exemplares representantes destas linhas, via:

 

Germano & Licinio Ribeiro 

Rui e Paulo Campos

Party - Schwarzer

 

 

Fieneke 5000

 

Alguns exemplares representantes desta linha, via:

Udo Gebhardt 

Comb. Bleeker

 

 

Real King x Blue Queen / Jonge Supercrack/ Supercracks Rookie-Mother Belle / Golden Couple

 

Alguns exemplares representantes destas linhas, via:

Thomas Bremem, 2 originais da linha: "Supercrack Rookie", "Real King" x "Blue Queen"; 5 filhos do pombo Às Mira 2009 (Real King x Blue Queen), 3 deles em consanguinidade.

Van Roy Koen, 1 original: neto "jonge supercrack"

Werner A. Waldow, 1 original da linha "Golden Couple"

 

 

 

"Popeye" x "Silvie" e "Younge Bliksem" x "Dirkje" (pais do famoso "Harry", de Jan Hooymans)

 

 

Alguns exemplares representantes desta linha, via:

 Dimitar Todorov, 2 originais 

  

 

 

"Euro" + "Jackpot" + "Olympiade 003" + "Di Caprio"

 

Alguns exemplares representantes desta linha, via:

Theo Markus Lecke, 1 original neto do Olympique Niles

P.J. Fox /Syndicatelofts, 1 original neto do Di Caprio

António Félix Rodrigues (V. do Castelo), 8 originais da linha Heremans- Ceusters tendo por base um macho neto do "Euro" e do "Olympiade 003", via Hans Eijerkamp. 

 

 

 

 "Sky Master", "Zizou" e “Obélix”

 

Alguns exemplares representantes desta linha, via:

       Ramlot-Flamant, de Vedrin - 5 exemplares adquiridos na venda total desta equipa em 2005, com origem nos Roossens, M. x Fauche, Fréres. (Crack 40 x Englebiene x Rahier).

 

 

 

 "Silver Shadow"

 

Alguns exemplares representantes desta linha, via:

Fernando Caetano

António Félix Rodrigues, 6 originais da linha "Silver Shadow" tendo por base uma fêmea neta do "Rominger" e do Silver Shadow", via Hans Eijerkamp.  

Luis Marques, 1 original: ÁS MIRA 2014 "Piratinha"

 

 

 

"Wonderboy 05 e 06"  / "Cambalhota" / "Romário" / "James Bond 007"

 

Alguns exemplares representantes desta linha, via:

Fernando Caetano, 3 consanguineos do "cambalhota"

Diamantino Martins Moreira, 1 original, filha direta da "DIANA" campeã europeia de Velocidade

Bernardo Sousa, vários exemplares dos famosos "Boinas"

SG Steffl, 1 original consanguineo do "Dunkler Eijerkamp"

Abilio Baía, da linha: "Pisca"- fêmea excecional e campeã distrital ACDB, "762" - campeã distrital (romários x 007).

 

 

Especial Fundo

 

Via:

Manuel Lopes dalinha d  dl: "Negros" e "Pedrada/94", "14/93" pai da "Lérida/03" e, recentemente, "Leão" - 4º distrital fundo ACDB, em 2016.

Sebastião Martins, da linha: "21" uma filha direta deste super campeão voador e reprodutor (especial fundo), etc.; 

Abilio Baía, da linha: "Cubano - 760"- 4º nacional de fundo, em 2013. vários filhos a reproduzir

 

 

 

Foram adquiridos recentemente outros pombos que pelo desempenho e/ou linha têm potencial para se tornarem bons reprodutores. O tempo o dirá...  

 

Alguns pombos destas linhas podem ser observados em "Pombos Reprodutores".