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Valencia - Nacional ( um olhar ao vento de leste.......) 22-05-2017

 

 

Valencia – Nacional

José F. Coxo

 

 

                A columbofilia quer se queira ou não é um desporto aliciante e que acima de tudo muitas vezes apresenta resultados que nos deixam sem explicações ou com dificuldade no encarar das mesmas.

                Há 3/4 anos que andamos a realizar este tipo de prova denominado Nacional ( mas do qual eu próprio tenho sempre discordado desta terminologia ….) e pela primeira vez em resultados provisórios os dois primeiros pombos a nível Nacional são do distrito de Setúbal  ( Mira e Piedade e Sol Nascente B do meu amigo José M. Almeida ) . Em terceiro lugar aparece o meu conterâneo  José Carlos Miguéns  que já nos tem habituado a boas prestações em provas de fundo e grande fundo.

Os pombos de Setubal conseguem esta performance voando mais cerca de 120 Km que a entrada no nosso território o que é digno de registo. Em nenhuma das provas até hoje efectuadas  isto  se tinha verificado .

Um outro facto é que a nível de médias dos primeiros pombos estas são excelentes em todo o país situando-se em 1500/ e valores muito superiores a 1450 em muito pombos. Para este facto contribui de um modo decisivo o vento de leste ( só com ele estas médias são possíveis). Na previsões do Capitão Garrido e dos nossos vizinhos espanhóis ( el tiempo 14) este facto estava bem documentado e os pombos tinham passados poucos kilometros da partida, a ajuda deste tipo de vento ( de leste) e durante todo o percurso.

O único factor negativo que as previsões apontavam eram as elevadas  temperaturas  ( 32º a 34º) nas áreas a partir de Méridana casa das 14 horas, passando por Évora e Santarém. Aliado a estas temperaturas já de si na linha vermelha para os pombos , tinham na mesma área uma humidade que se localizava nos 18/ 19 % ( entre as 14 /16 horas ) o que se tornava  arrasador para os pombos voarem.

Fiz uma análise ás diversas colectividades do meu distrito e normalmente em todas as que se encontravam mais longe da prova as médias dos primeiros pombos são boas mas o fecho das classificação demorou 1,5/ 2 horas . Ou seja para os primeiros uma média de  mil quatrocentos e muitos e para os últimos médias, na casa dos 1000.

Esta panorâmica verificou-se também na maioria das colectividades do distrito de Santarém. Nalguns casos houve fecho de classificação 3 horas depois da constatação do primeiro pombo.

Penso que para este factor que é de ponderar pelos organizadores está intimamente ligado a dois  fenómenos :

 

                - um primeiro que já descrevi na parte superior o calor e uma secura excessiva que apanhou muito pombos mesmo já perto dos seus pombais e que os obrigou a poisar e descansar diversas vezes.

                - uma segunda que está intimamente relacionada com o facto da solta ter pombos de todo o país e consequentes arrastamentos. Podem dizer-me que os pombos bons não são arrastados mas, sabemos que tanto sofrem este efeito os bons como os maus. Este facto é na minha opinão , ou  poderá vir a ser prejudicial para as disputas distritais. Basta pensar que nós em Èvora já tivemos um Valencia igual a este e vimos como foi a chegada dos pombos ( é certo que no final  da prova a temperatura não chegou a estes valores )

Continuo a ter a minha opinião .  Algo tem de ser alterado tanto a nível do local da solta ( não se compreende que estejamos a soltar pombos na área mais quente de Espanha nesta época do ano á espera que o vento esteja de leste ) . Nem acredito que muito mais vezes os columbófilos que estão mais longe vençam ou tenha hipótese de melhores prestações.

Apesar de tudo isto e foi apenas uma breve análise, não enbandeirando em arco porque todos sabemos que as condições meteorológicas são fundamentais para qualquer  tipo de prova  .

Endereço aos vencedores distritais e nacionais ( aqui refiro-me aos primeiros 100)  as brilhantes prestações dos seus pombos e estão de parabéns todos estes columbófilos .