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" Columbofilia em tempo de férias " 27-09-2017

Columbofilia em tempo de férias !

 

José  F. Coxo

 

Estamos no tempo adequado para que as estruturas columbófilas  programem / planifiquem  toda a estrutura desportiva referente á campanha que se avizinha . É certo e parece-me que é no mínimo coerente ter feito uma análise ao que sucedeu em 2017, com vista , a corrigir aspectos que não correram de modo positivo e pelo contrário manter todos os que os corpos directivos entenderam que funcionaram bem. Estes são dois princípios fundamentais em columbofilia e que devem ser sempre ser analisados porque, se o não forem é sinal de que algo não está bem e que as estruturas directivas, não estão a realizar na plenitude  as suas funções .

É para alguns um ano eleitoral : Santarém já teve eleições , talvez por lapso meu, mas ainda  não soube o resultado.

Agora é o Porto que se apresenta com duas listas . Sei perfeitamente  que  vivemos em democracia e o aparecimento de duas listas é sinal de vivências democráticas. Mas a experiência dos anos diz-me que normalmente quando há mais que uma lista criam-se mecanismos de afastamento de pessoas, “ brigas” sem significado , divisão entre columbófilos  o que tudo junto  contribue  para aspectos que nos vão dividir. Hoje em columbofilia somos cada vez menos e em vez de afastamentos deveremos criar pontes de entendimento . Não conheço o contexto da Associação do Porto mas sempre entendi que tinha de ser sempre das maiores e mais capazes agremiações desportivas. 

Porto e Aveiro devem sempre ser uma charneira na columbofilia portuguesa e parece-me que nestes últimos anos esse papel tem sido diminuído devido aos novos estatutos aprovados por volta de 2012 e, que tiraram poder ás  Associações e vieram dar votos,  a quem nada ou quase nada tem a ver com os pombos. Estamos na altura de aparecerem pessoas com coragem para alterar os estatutos desportivos e adequá-los á realidade  columbófila  e deixar os aspectos globais para o futebol. ( sei que isto é uma luta contra o poder politico mas os dirigentes devem ter posturas que os marquem e não apenas esperar por subsídios).

A propósito ainda, vi com atenção, as pessoas das duas listas do Porto e encontrei pessoas bastantes capazes nos dois lados da barricada.

Outra eleição da qual pouco se fala ( é estratégia ) mas que se vai realizar lá para Novembro . É para a Federação e entendo que havia necessidade de alterar pessoas, posturas, programas e acima de tudo encontrar ideias no âmbito desportivo. Só a realização de dois Valencias  é muito pouco. ..

O meu distrito penso que também vai ou já está num processo eleitoral.  Começou na minha opinião muito cedo ( Junho) que ainda é um mês de campanha e já estávamos com Assembleias marcadas para a Associação. Até agora nada deu efeito e nesta época do ano era impossível dar em algo.

Recebi 3/ 4 telefonemas de pessoas que considero amigas mas a minha postura é de há muito bem conhecida e clara. Não tenho no meu horizonte desempenhar cargos directivos . Só duas situações extremas me fariam repensar a minha posição, uma delas  era um descalabro financeiro, que eu sempre disse que no meu distrito não se verificava porque as pessoas que gerem a Associação eram e são bastante sérias e honestas além há alguns com grande capacidade de trabalho.

O outro factor que me levaria a ponderar  uma  candidatura, seria uma crise directiva na qual se tivessem feito várias reuniões e não tivessem surgido pessoas para gerir os destinos da Associação. Se isto acontecesse todos tínhamos responsabilidades acrescidas na Associação e, para o Distrito de Évora e, neste caso tínhamos de dar passos no sentido de uma gestão. ( sei perfeitamente que o quadro de recrutamento em termos de cargos directivos  não é muito alargado ).

Entendo que deve gerir os destinos da associação uma geração mais nova do que eu. Um ponto de partida deve ser sempre dos corpos directivos que estão e, substituir um ou outro elemento , que pelos anos esteja já muito sobrecarregado. Sei perfeitamente que critiquei certas posturas desta Associação no âmbito , do calendário, das zonas, da ausência de publicação de noticias e informações na página   etc. Mas, quando o abordei não  fiz ênfase sobre pessoas mas, sim em  ideias .

Mudando de assunto e voltando á parte desportiva a federação já fez chegar a todos a continuação dos dois valências. Apenas corrigiram e vão realizar-se os dois em Maio. Não têm verdade alguma mas, continuamos a insistir .

Sei e sempre o tenho dito como está a distribuição dos distritos, o de Évora está nitidamente beneficiado mas, isso não é razão  para eu nada dizer a este respeito. Entendo que continua a ser aberrante proibir de soltar às Associações que não queiram efectuar as soltas de Valencia, isto é de um regime ditadurial.

Adriano Alho com a clarividência e inteligência que sempre lhe reconheci apresenta uma formula para o coeficiente dos pombos de fundo em que, coloca como condição para que os pombos  de  fundo   tenham  classificações em 2500 Km e em quatro provas. Esta proposta e todo o seu artigo deveria ser lido pelos dirigentes federativos  ( porque são ideias positivas ). As ideias são fundamentais no nosso desporto , não tenho receio de quem as tem . Pelo contrário tenho muito mais medo de dirigentes que nem ideias têm.

Este artigo de Adriano Alho  faz o enquadramento das soltas em território espanhol e dos objectivos que estavam inerentes às mesmas. Há uma necessidade imperiosa  de sensibilizar as autoridades do país vizinho para ter em conta que muitas vezes as más condições atmosféricas podem não permitir soltar os pombos no local previamente combinado e, como tal têm de nos dar espaços alternativos  para podermos soltar os pombos.  

Por último mas não menos importante um abraço ao amigo Mauricio de Carvalho( está em plena forma ) , pela sua força de vontade e acima de tudo pelas suas ideias no sentido de que algo possa e deva ser corrigido a nível das provas de fundo . Os Valencias levaram a que todas as associações realizem as provas de fundo nesta área…. 

( publicado no jornal Mundo Columbófilo de 26 de Setembro de 2017)