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Entrevista a Portugal Columbófilo - 8 15-02-2010


Portugal Columbófilo: 
Caso nenhum dos candidatos obtenha uma maioria absoluta na primeira volta, haverá lugar a uma segunda volta com os dois candidatos mais votados na primeira volta. Perante tal cenário e, se for um dos dois finalistas, quem gostaria de defrontar nessa ronda final e porquê?

Rui Emídio: Se não conseguir maioria absoluta na primeira volta, gostaria de defrontar um candidato que fosse capaz de dialogar, debater e trocar ideias sobre o que pretende para a columbofilia portuguesa, alguém que seja capaz de falar sobre os erros que se cometeram no passado, para podermos assim preparar o futuro.

Entrevista a Portugal Columbófilo - 7 14-02-2010


Portugal Columbófilo: 
Os serviços de meteorologia têm sido assegurados nos últimos anos pelo Capitão Fernando Garrido, um dos participantes na corrida eleitoral, sendo reconhecida a qualidade do serviço prestado por todos os coordenadores de soltas nacionais afectos às Associações Distritais. Que solução aponta para a previsível saída do actual prestador do serviço, face a uma eventual derrota deste nas próximas eleições federativas?

Rui Emídio: A introdução dos serviços de meteorologia de apoio às associações foi uma conquista das muitas pressões feitas pelos dirigentes associativos. Hoje, esse serviço tornou-se simplesmente indispensável. Julgo que não se deve estabelecer qualquer relação entre o resultado eleitoral de Fernando Garrido com a continuação desse imprescindível serviço. Pela minha parte, tenho até intenções, caso seja eu o eleito, de estender esse serviço às colectividades e aos próprios columbófilos. Por isso, independentemente, de qual for o resultado das eleições, os serviços de informação meteorológica, ganharam já um lugar estável na gestão da FPC e devem continuar a servir a estrutura columbófila e os nossos pombos.

 

Entrevista a Portugal Columbófilo - 6 13-02-2010

 
Portugal Columbófilo: 
MIRA tem sido desde a sua fundação alvo de discordâncias no seio da modalidade pelos mais variados motivos. Qual a sua avaliação sobre Mira, realçando os factores positivos e negativos da organização que lhe parecem mais relevantes? Quais as modificações que em sua opinião são necessárias para isentar Mira em definitivo de polémicas?

Rui Emídio: Mira é um projecto para continuar. Não nos podemos esquecer que Mira foi a fonte de inspiração dos actuais Derbys. Aquilo que iremos fazer é avaliar as capacidades instaladas no columbódromo para, depois, se repensar a forma da sua organização, aproveitando, obviamente todo o bom trabalho que tem sido feito. Não mudamos só por mudar. Não! Iremos aproveitar tudo aquilo que Mira, na sua organização e planificação tem de positivo. 

Claramente, a grande alteração prende-se com a distribuição de uma percentagem da venda dos pombos pelos seus proprietários e a canalização de parte dos lucros para a columbofilia jovem e divulgação da modalidade.

Reconhecemos que Mira tem aspectos muito positivos e que constitui um ponto de encontro dos columbófilos portugueses. Todavia, o seu calcanhar de Aquiles tem sido a transparência das suas contas. Daí que me comprometa a inscrever Mira no Plano Anual de Actividades da FPC e a publicitar as suas receitas e despesas, e a acabar com aquela tenda só para alguns, pois terá de ser para todos lá poderem estar, faça sol ou chuva.

Entrevista a Portugal Columbófilo - 5 12-02-2010

 

Portugal Columbófilo: Resultante dos números apurados pela organização do processo eleitoral em curso, constata-se que os números reais da columbofilia são bem mais inferiores em termos de praticantes e clubes, que os números normalmente propalados pelos representantes federativos nos seus discursos oficiais. Que comentário lhe merece tal constatação e quais as medidas que julga possíveis para inverter este cenário? 

Rui Emídio: Esse é de facto o espaço “escuro” onde se encontra a columbofilia  nos últimos 12 anos. É este colapso que deveria preocupar o actual presidente e não o novo quadro legal que é comum a todas as federações desportivas e que todos os candidatos e as suas equipas conhecem porque o estudaram e analisaram já que para além do interesse natural de quem é candidato, têm apoios jurídicos que possibilitam esse conhecimento claro e aprofundado. De tal forma é assim que a minha Associação foi uma das duas que levantou a questão da forma de eleição do Presidente à luz dos novos estatutos, os quais, lamentavelmente, são omissos nessa parte.

Os números actuais da nossa columbofilia não enganam. E a responsabilidade desses números, podendo relacioná-la com factores exógenos, ela é, em primeiro lugar do actual presidente da federação, pois ele é o  máximo responsável. Esta é que é a verdade nua e crua e não vale a pena andar a tentar tapar o sol com uma peneira, ou a levantar outras bandeiras para desviar as atenções .Agora de me perguntarem se estamos bem representados internacionalmente, direi que sim, que temos boas relações com as entidades públicas direi que sim, mas no que mais importa que são os columbófilos e os pombos ou seja a parte administrativa e desportiva, digo claramente não , que está esquecida. Isto é o que penso.

Os columbófilos em geral e os delegados ao congresso em particular, sabem perfeitamente quem é o primeiro responsável por esta lastimosa situação a que chegou a columbofilia nacional. Estou à vontade para falar desse decréscimo, dessa erosão que, a continuar, nos poderá conduzir à falência de praticantes, pois o meu distrito – Faro , tem sido o  que mais tem resistido a esta evasão de praticantes. E isso deve-se ao trabalho dos dirigentes dos clubes/colectividades mas também ao trabalho da Associação à qual presido.

Claramente, a aposta terá que ser feita, numa primeira fase, para estancar a hemorragia e, ao mesmo tempo, levar a cabo uma politica de captação de novos praticantes com uma abrangente acção que envolva pais, encarregados de educação, professores, educadores, escritores, imprensa escrita e falada, responsáveis políticos, governantes, instituições governamentais e não governamentais, autarquias, associações e clubes columbófilos, empresas do ramo, núcleos empresariais e outros. Estamos também conscientes e preparados para colaborar e ajudar a desenvolver a columbofilia nas Madeira e nos Açores, onde muitas vezes é esquecida, e onde os dirigentes para se deslocarem ao continente em representação das suas instituições têm muitas vezes de pagar as viagens.

Temos já em fase de conclusão o nosso Programa Eleitoral e lá será apresentado de forma mais objectiva o nosso plano de recuperação e modernização da columbofilia que, obviamente, envolve todas as entidades antes mencionadas, em projectos conjuntos ou separados com planos e objectivos bem definidos.

 

Entrevista a Portugal Columbófilo - 4 11-02-2010

 

Portugal Columbófilo: Existem defensores da profissionalização total ou parcial do cargo de Presidente federativo, justificando esta posição com a necessidade de um acompanhamento mais eficaz da gestão federativa. Outros, como o actual Presidente discordam de tal modelo, justificando-o com o contexto económico que se vive, e os custos que tal medida acarretaria para o erário federativo. Qual a sua opinião sobre esta matéria?

Rui Emídio: Também já é conhecida a minha posição sobre essa matéria. Repito, se for necessário para um melhor e mais eficaz funcionamento da federação e para um maior acompanhamento organizacional, que se poderá estudar a hipótese de um modelo de gestão semelhante ao que se faz nas autarquias e noutras federações desportivas. Se isso resultar num benefício colectivo, não vejo motivos para não se dar esse passo em frente. Mas, como disse, é necessário fazer uma análise cuidada e responsável ao actual estado da federação e só depois da ponderação dos prós e contras é que deveremos tomar uma decisão dessa natureza.

Se o actual presidente discorda desse modelo, terá que explicar as razões dessa discórdia .

Em minha opinião é prematuro afirmar-se se deve ou não haver profissionalização, já que não tenho elementos para isso,  e se o actual presidente discorda desse modelo, dizendo que seria insuportável financeiramente ( ou algo parecido) terá que explicar as razões dessa discórdia e, ao mesmo tempo, justificar porque é que há 12 anos que os serviços administrativos da FPC não respondem aos columbófilos , aos clubes e ás associações, em tempo útil, quando tem 5 funcionárias que ganham juntas  cerca de 50.000 euros /ano. e um director de serviços, com um ordenado anual de 43.600 euros ( dados constando no último relatório/contas/orçamento 2009 da FPC), algo tem de ser feito e só após analise profunda se poderá determinar o caminho a seguir pois não creio que será por os funcionários não trabalharem, penso é que será por não haver quem despache o expediente, por não haver diariamente alguém dirigente que dê os pareceres pedidos, pois se o director de serviços  tem tempo para ir fazer os treinos de Mira, é porque não terá serviço administrativo para tratar.

 

Entrevista a Portugal Columbófilo - 3 10-02-2010


Portugal Columbófilo:
O Actual titular do cargo da presidência federativa, afirmou publicamente que se candidata face á necessidade de assegurar uma transição do quadro legal que nos rege, sem o sobressalto que poderá resultar na eventualidade de um novo titular do cargo sem experiencia que a mudança recomenda, concluindo que com ele não há lugar ao salto para o escuro. Que comentário lhe merece estas afirmações?

Rui Emídio:  É, no mínimo, uma afirmação infeliz já que passa a todos os outros candidatos um atestado de incompetência e de irresponsabilidade, que não lhe fica nada bem. Quando, após 12 anos de presidência, para justificar a sua recandidatura para mais quatro anos se utiliza um chavão desta natureza, está tudo dito. Ninguém precisa de ouvir mais nada. Um salto no escuro, quando todos os candidatos até agora conhecidos são pessoas com trabalho feito ao nível do dirigismo. Começando pelo senhor Cavadas, por aquilo que sei é que até já foi um destacado e distinto dirigente federativo. O Capitão Garrido, apesar de não conhecer o seu percurso como dirigente, sei que é uma pessoa responsável e se  o actual presidente  o contratou para prestar serviço ao nível de uma matéria tão sensível e delicada como é a informação meteorológica, certamente reconhece nele essa responsabilidade.

Em relação à minha pessoa, nem sequer ouso admitir que ele pensa que caso seja eu o eleito, a FPC dê um salto para o escuro, pois isso seria contradizer tudo aquilo que tem repetidamente dito em público sobre o trabalho que tenho feito, com a minha equipa, na columbofilia algarvia. Trabalho esse que ele tem considerado notável e de grande significado para a afirmação e progresso da columbofilia.

 A haver mudança, o salto que será dado é para fora do escuro. Isto é que o actual presidente tem que admitir e não refugiar-se em chavões que apenas têm como objectivo justificar o injustificável.

 

Entrevista a Portugal Columbófilo - 2 09-02-2010


Portugal Columbófilo:  No caso de vir a ser eleito para o cargo de Presidente da Federação, quais serão as primeiras medidas que adoptará nos campos administrativo, financeiro e desportivo, para dar um sinal forte e inequívoco de mudança?

Rui Emídio: Irei redefinir e reorganizar os serviços administrativos de forma a prepará-los para as reformas que pretendo implementar. É voz corrente que a actual organização administrativa, apesar dos esforços dos trabalhadores/colaboradores, não responde, em tempo útil, às solicitações dos vários agentes columbófilos. Por isso, será feito um levantamento das competências, saberes, formação e experiências dos actuais trabalhadores para que se potencie as qualidades profissionais de cada um  e sejam colocadas ao serviço da estrutura columbófila e de todos aqueles que solicitarem os nossos serviços.

Na parte financeira, iremos incluir no nosso orçamento o projecto Mira para que no Relatório e Contas todas as despesas e receitas de Mira sejam conhecidas. Faremos de Mira um projecto de columbofilia solidária investindo parte dos lucros na divulgação da columbofilia com o intuito da captação de novos praticantes, para além, obviamente, de atribuir aos proprietários dos pombos uma percentagem da sua venda.

Para além deste sinal inequívoco de mudança, quer na transparência quer nos objectivos de investimento, iremos conformar o orçamento da federação a um plano de actividades que vise dotar a FPC de uma organização desportiva estável, atractiva e ambiciosa, virada para os columbófilos e para os pombos. O que não podemos continuar a fazer é sobrecarregar as Associações e os clubes, demitindo-se a federação das responsabilidades desportivas que efectivamente deve ter. Daí que já tenha anunciado o propósito de se criar um campeonato nacional estruturado de forma a acolher práticas competitivas uniformes, onde, de norte a sul todos os concorrentes participem de forma igual em igual número de provas.

 

Entrevista a Portugal Columbófilo - 1 08-02-2010


Portugal Columbófilo:  È voz corrente que, a columbofilia portuguesa atravessa um período de grave crise, resultante de politicas menos conseguidas por parte da actual estrutura dirigente. Aliás tal facto é notório com o aparecimento de múltiplas candidaturas ao cargo de Presidente federativo, sinal de que as coisas estarão menos bem. Esta sua candidatura é resultante deste tipo de preocupação, ou terá outros justificativos?

Rui Emídio:  Como já tive oportunidade de dizer numa entrevista publicada num outro jornal da especialidade, a minha candidatura assentou, em primeiro lugar, numa onda de apoio que fui recebendo de forma individualizada de vários quadrantes da nossa columbofilia. A maior parte desses apoios, manifestava enorme preocupação pelo actual estado da columbofilia portuguesa e entendiam que, na actual conjuntura, eu seria a pessoa certa para inverter esse estado lastimoso.

Conhecendo como conheço a nossa modalidade, obviamente que partilho dessas preocupações. Julgo até que ninguém de boa fé, ousará dizer que a columbofilia portuguesa não necessita de uma mudança substancial na sua organização administrativa, técnica e desportiva. Daí que sentisse que não poderia frustrar esses apoios e fugir a esse apelo de grande significado colectivo.

 

ESCLARECIMENTO 02-02-2010

PEDIDO DE ESCLARECIMENTO AO SR INÁCIO OLIVEIRA SOBRE ENTREVISTA SOLICITADA E CONCEDIDA ATRAVÉS DE GRAVAÇÃO PESSOAL EM FARO QUARTA FEIRA DIA 27/01/2010.

Sr Inácio Oliveira, disse-me  que antes de publicar, me iria enviar a entrevista, o que aconteceu ontem segunda feira dia 1/02/2010, mas como só hoje terça.feira consegui ter acesso ao mail pois o iol tem andado em reparações técnicas e tem sido difícil aceder, só hoje li e como gostava de esclarecer alguma frases, venho solicitar que ouça a gravação outra vez pois não me lembro de ter dito algumas palavras que estão reproduzidas e que podem dar outro entendimento ás frases, que eu não quereria dar. Aguardo esclarecimento e informo que irei publicar na minha página de candidatura a entrevista e o meu pedido de esclarecimento.

1-   Não estou contra a pessoa do Dr. Tereso nem admito ser considerado traidor pois sei respeitar as pessoas mas não posso ficar de braços cruzados a olhar para os erros que cometeu contra a columbofilia e os columbófilos portugueses nomeadamente na parte financeira e desportiva cuja gestão no meu entender falhou redondamente.

R.E.  Devo ter dito parte administrativa e não parte financeira

2-   Bem, eu desde a minha primeira intervenção num congresso em 2003 que julgo ter sido relacionada com Mira, em praticamente todos os congressos tenho vindo a alertar para certas coisas que não estão dentro dos conformes desejados em Mira, porem no meu entender trata - se de um evento que faz falta á columbofilia portuguesa mas terá que ser gerido e apresentado de forma diferente e transparente aliás como já disse essa tem sido uma das minhas lutas constantes ao longo dos anos. Mira tem que ter contas transparentes, relativa despesa, relativa receita relativa lucros com uma contabilidade completamente transparente. No passado solicitei varias vezes balancetes relacionados com as contas de Mira que nunca me foram apresentados, ano após ano solicitei essa informação, mas apenas foram aparecendo algumas rubricas camufladas ou disfarçadas como ofertas de columbófilos mas com números insignificantes que não correspondem á verdade. Ainda hoje as contas apresentadas não estão completamente claras mas não me pergunte o motivo porque não sei.

R. E. Não me lembro de ter dito” rubricas camufladas ou disfarçadas como ofertas de columbófilos mas com números insignificantes que não correspondem á verdade”, mas sim “as receitas de Mira têm aparecido nos relatórios e contas não como receitas de Mira, mas noutras rubricas como donativos de associados, ou outras que agora não me lembro, não sei se por motivos fiscais, ou a Federação não poder vender pombos”

 

3- A sua afirmação não corresponde inteiramente á verdade. Aparecia sempre alguma coisa, embora como já foi dito nesta entrevista as verbas embora insignificantes eram apresentadas com outra rubrica como donativos dos columbófilos etc.

R.E. Não me lembro de ter dito” embora insignificantes”

 

4- Após muita insistência da minha parte o Rui cedeu e divulgou dois dos nomes que serão os seu braço direito caso venha a ser eleito. Mais informa que os nomes dos restantes membros serão apresentados oportunamente, mas diz garantir que são todas pessoas não viciadas sem qualquer anterior vinculo ao dirigismo federativo. Uma equipa completamente limpa.

R. E. Não afirmei que iriam ser os meus braços direitos, mas apenas e após insistência sua, que  lhe iria indicar apenas dois nomes, o Dr Nogueira dos Santos, seria o candidato a  Presidente da Mesa do Congresso, e o Eng. Alexandre Giro, seria um dos meus Vice- Presidentes da direcção, e que o resto da equipa estava ainda em formação, mas que ao nível da Direcção e Conselho desportivo, seriam pessoas sem ligações anteriores á federação, mas que nos outros órgãos,  poderia aparecer uma ou outra pessoa que já tenha passado pela federação, mas não num passado recente.

5- Neste momento não tenho nenhuma ideia do que passa com as contas da federação mas se vier a ser eleito e as suspeitas se confirmarem não tenha duvida que irei actuar, porem repito neste momento não posso ter acesso a dados sobre qualquer irregularidade que eventualmente possa existir. Quero que fique bem claro que neste momento há indícios, mas indícios não são provas, mas se entrar para a federação e constatar que existem irregularidades não tenha duvidas que não haverá meios termos pois actuarei em conformidade recorrendo a auditorias e todas as investigações necessárias para esclarecer a situação.

R. E. Sobre esta pergunta lembro-me de ter dito que não tinha provas nenhumas de que as contas da federação não estejam correctas, porque os indícios que se ouve falar não são nenhuma prova, mas se for eleito e vier a ser confrontado com provas de irregularidades actuarei em conformidade, recorrendo a auditorias e a outras investigações que sejam necessárias para esclarecer a situação.

Rui Emidio

 



ENTREVISTA SOLICITADA POR INÁCIO OLIVEIRA AOS 4 CANDIDATOS Á PRESIDÊNCIA DA FPC, E CONCEDIDA QUARTA FEIRA DIA 27/01/2010, POR GRAVAÇÃO PESSOAL EM FARO.

Para quem não conhece quem é Rui Emídio.

O Rui Emídio tem 50 anos com a actividade no Algarve numa empresa de construção civil, foi columbófilo na década de 70 durante 10 anos, mas por imperativos relacionados com a vida militar teve que interromper a actividade columbófila regressando na década de 90 mais concretamente na Sociedade Columbofila de Moncarapacho, onde exerceu as funções de presidente durante mais de 10 anos.

Em 2003 foi convidado a candidatar - se a presidente da Associação Columbofila do Distrito de Faro, contra uma equipe que estava no poder há mais de 20 anos, pelo facto de então existir uma nova corrente nos columbófilos algarvios que apontava para mudanças, novas ideias e uma nova estatura. Ganhei essas eleições por um voto de diferença e fui eleito para um mandato de 4 anos, quatro anos mais tarde recandidatei - me tendo ganho novamente mas com maioria absoluta.

Agora decidiu ser candidato á presidência da Federação Portuguesa de Columbofilia, facto que deixou muita gente boquiaberta visto que é do conhecimento geral que o Rui e o Dr. José Tereso sempre tiveram uma relação de amizade e de praticamente total colaboração. O que é que o levou a tomar essa decisão lembrando ainda que há poucos meses atrás num dos congressos foi apresentada uma proposta da sua autoria para que ao actual presidente Dr. José Tereso fosse atribuída uma qualquer medalha de mérito ou condecoração o que para nós cá fora foi visto como um imerecido reconhecimento para alguém que levou a columbofilia ao charco em que se encontra. Pelo que atrás descrevi os apoiantes do José Tereso não se cansam de afirmar que o Rui o está a tentar apunhalar pelas costas, ao mesmo tempo temos outro sector (gato escaldado até da água fria tem medo) que suspeita que o Rui esteja a pactuar com um pré - acordo para safar alguém que poderá vir a estar em maus lençóis caso a "pessoa errada" venha a ser eleita presidente da FPC.

Sobre  o Dr. Tereso no que diz respeito a uma parte da columbofilia portuguesa fez algum trabalho aceitável, principalmente no caso da gripe das aves onde através dos seus muitos contactos a nível de governo direcção geral de veterinária etc, conseguiu evitar que a pratica da columbofilia em Portugal não fosse interrompida, embora tivesse sido sujeita a certos condicionamentos que alias são do conhecimento geral.

Foi com base nisto que a A.C.D. Faro, e não eu próprio a titulo individual  decidiu apresentar a dita proposta em congresso.

Porem temos outra parte a qual eu sempre tenho sido um dos seus maiores críticos, nomeadamente nas minhas intervenções nos congressos.

Vocês os columbófilos não estão ao corrente deste facto porque  os relatórios dos congressos sempre vos foram vedados, (sendo este um dos pontos que tenciono alterar caso venha a ser eleito) pois nunca no passado foi publicado o conteúdo da intervenção e a identificação dos intervenientes nos congressos da FPC.

Desde as contas, á parte desportiva, á forma como os jovens são tratados e muitas outras coisas onde estou ciente que o Dr. Tereso fez um péssimo trabalho. Não há aqui nenhum volte face em relação ao Dr. Tereso, conhecemo-nos institucionalmente 5 ou 6 dias após eu ter assumido as funções de presidente da A.C.D.F, mas em privado e em particular nunca convivemos, nunca fui a casa dele, nem ele á minha, nunca jantei com ele por isso o nosso relacionamento sempre foi apenas de carácter institucional. 

Não estou contra a pessoa do Dr. Tereso nem admito ser considerado traidor pois sei respeitar as pessoas mas não posso ficar de braços cruzados a olhar para os erros que cometeu contra a columbofilia e os columbófilos portugueses nomeadamente na parte financeira e desportiva cuja gestão no meu entender falhou redondamente.

A columbofilia portuguesa perdeu talvez 50% no mínimo 40% dos praticantes e não será certamente com a sua recandidatura que nos próximos quatro anos iremos recuperar. Será necessário inverter esse circulo dando esperança e fé ás pessoas com a implantação de um novo projecto baseado em ideias actualizadas. Os boatos que por aí circulam não correspondem á verdade.

Será do seu conhecimento que no mínimo 90% dos columbófilos já se aperceberam, lamentavelmente muito tarde, que o José Tereso um autentico perito em "charme" não é o "bom rapaz" que sempre encoberto por uma mascara, que finalmente parece ter caído, conseguiu iludir e porque não dizer até, manipular tudo e quase todos durante mais de uma década, sendo que aos olhos de quem os tem para ver, a  única obra feita são as suas constantes viagens e passeios no estrangeiro.

Caso venha a ser eleito tenciona seguir os passos do Tereso ou vai fazer o que todos esperam concentrando - se a tempo inteiro na Federação em Coimbra a resolver os inúmeros problemas que afectam o desenvolvimento, progresso e bem estar dos columbófilos.

Penso que as constantes ausências e viagens do Dr. Tereso também tem contribuído para a desorganização a que se referiu, aliás essa questão faz parte das muitas criticas que ao longo dos anos tenho vindo a fazer á actual direcção da federação, e não podemos continuar a tapar o sol com a peneira, temos que ser verdadeiros e directos.

Para alem das deslocações o Dr. Tereso, devido á sua actividade profissional terá certamente também muita dificuldade em passar o tempo que seria necessário na federação, talvez esse seja o principal motivo porque chegamos ao ponto em que estamos, nomeadamente com a parte administrativa onde todo o país reclama devido a processos pendentes, falta de resposta aos columbófilos, colectividades e até a algumas associações, o que não se compreende porque o Dr. Tereso tem ao seu serviço 5 funcionarias e um director de serviços todos a tempo inteiro.

O que faz falta no meu entender não será um presidente a tempo inteiro como sugeriu á pouco, mas sim a permanente presença de alguém que até poderá ser um dos vice - presidentes, mas que tenha capacidade de organização e vontade de servir o melhor possível quem os elegeu.

Não consigo compreender como é que não funciona aquela parte administrativa, as pessoas que lá estão conhecem todos os contornos. Só pode ser falta de organização, mas o real motivo do não funcionamento da federação só poderá detectado quando e se eu lá chegar, mas posso garantir que a minha principal preocupação passa por as coisas as funcionar. Admitir mais funcionários está fora de questão, será necessário um líder competente para que os que lá estão passem a desempenhar as funções para as quais foram contratados, o que não tem sido o caso.

Outra questão que preocupa o eleitorado é o facto do Rui residir a quase 500 quilómetros de Coimbra, como tenciona vir a ultrapassar esse obstáculo?

Paço a esclarecer: se calhar nunca ouviu falar mas os meus amigos mais próximos sabem que de há dois anos a esta parte é minha intenção ir residir para Coimbra, não é de agora e não se trata de algum dado novo relacionado com a minha candidatura á federação. O que realmente se passa é que a minha filha estudou, casou, trabalha e vive em Coimbra, enquanto que o meu filho (o Rui é pai de dois filhos) namora com uma rapariga que também é advogada e trabalha em Coimbra, daí ele querer também ir viver para lá. Eu como pai entendo e quero estar próximo dos meus filhos por isso a decisão está tomada e irei viver para Coimbra.

Se não se importa vamos regressar ao tema relacionado com os funcionários da FPC nomeadamente aquele que é apontado e talvez com alguma razão como o principal responsável embora indirecto pelo descalabro que se vive naquela casa ou seja o Joaquim Lopes, advogado de profissão mais conhecido como o treinador e carregador de cestos e caixas dos pombos de Mira, trabalhos que na óptica dos columbófilos não se enquadram dentro da sua formação académica e profissional. Há mesmo muitas vozes a favor da sua demissão, sendo o principal motivo do descontentamento quase geral, o atraso e prescrição de processos, revisão de dossiers encostados há anos, ignora praticamente todos os contactos telefónicos e correspondência dos columbófilos etc. Tratando - se de outro seu amigo pessoal seria útil ouvir a sua opinião sobre este caso.

Eu penso que essa situação a qual estou ao corrente vem no seguimento daquilo que atrás falamos, ou seja o facto de no mínimo um dos dirigentes, seja ele o presidente ou um dos visses, não estar diariamente na federação a distribuir os trabalhos a quem os compete executar.

O Dr. Joaquim Lopes é de momento e tem vindo a ser nos últimos anos aquele a quem as pessoas consideram como o presidente e o faz tudo da federação. Esta frase não é invenção minha, como disse e bem ouço - a constantemente a ser proferida pelos columbófilos, eu próprio falei varias vezes sobre esse caso com o Dr. Tereso. Isso deve - se ao facto do actual presidente não ter tempo necessário, delegando praticamente todos os trabalhos para os funcionários, que sem liderança acabam por fazer um pouco de tudo sem finalizar nada.

Embora o Dr. Joaquim Lopes se sinta capaz de exercer qualquer função a verdade é que por vezes terá receio de finalizar certos processos principalmente os de ordem desportiva sob pena de poder ir contra as ideias dos dirigentes quase sempre ausentes, especialmente nos casos que dizem respeito a pareceres da responsabilidade do presidente, vice presidentes e comissão desportiva.

Não é com reuniões de mes a mes que uma federação desportiva poderá ser gerida correctamente.

Caso eu venha a ser eleito tenciono dar prioridade á reorganização das tarefas que dizem respeito ao director de serviços e aos outros funcionários, ficando todo o trabalho reservado á direcção a cargo da mesma cujos membros passarão a ser os únicos responsáveis por essas funções.

Então não tenciona demitir o director de serviços.

Julgo que não, trata - se de alguém que está por dentro de tudo de bom e mau que ali existe, é conhecedor dos contactos e departamentos governamentais com quem a federação tem que trabalhar, conhece todos os contornos da columbofilia, enfim  faz falta á federação uma pessoa com esses conhecimentos e experiencia.

E se ele se demitir, adoecer ou for vitima de um qualquer contratempo como é que a federação vai funcionar?

Bem nesse caso teremos que encontrar alguém á altura pois a federação não pode deixar de funcionar mas esperemos que não, pois conto com o Dr. Joaquim Lopes para continuar a exercer as funções de director de serviços, mas será dispensado de todas as outras funções que não lhe dizem respeito e que não deve exercer, só assim poderá vir a ter um desempenho aceitável no exercício das suas reais funções. Só assim a federação poderá funcionar normalmente.

Não admitirei que qualquer funcionário venha a ter qualquer interferência no que diz respeito á gerência da federação.

Sobre o relacionamento, contacto e resposta aos assuntos colocados pelos columbófilos, colectividades e mesmo as empresas ligadas ao sector ou não tudo será feito para que a resposta adequada seja encontrada e posta em pratica o mais rapidamente possível.

Um dos projectos que tenciono por em pratica, não digo que esteja disponível para atender todas as pessoas diariamente, mas no mínimo um dia por semana estarei eu ou algum dos meus colegas ao dispor para ouvir todos aqueles que aí se desloquem para tratar qualquer assunto.

Uma das pessoas que apesar de actualmente não exerce qualquer cargo na federação mas tem estado sempre presente e participado activamente em praticamente todas as decisões que tem vindo a ser tomadas pela federação para descontentamento de 99% dos columbófilos portugueses que sempre discordaram e não aceitam o seu radicalismo em termos columbófilos e não só, porque se situam no extremo dos extremos, refiro - me ao Sr. Vidal Pinto em cujas mãos foi colocado o futuro da nossa columbofilia, como por exemplo a redacção do famoso documento intitulado TESES cujo conteúdo foi recusado pela esmagadora maioria dos columbófilos mas vergonhosamente aprovado com os votos de meia dúzia de "pupets" presentes nas Caldas da Rainha, que sem vergonha levantaram o dedo para validar uma acta totalmente adulterada, tudo isto na presença e com o apoio incondicional do actual presidente da federação José Tereso e seus compadres, assim como os novos regulamentos desportivos aprovados á pressa e no escuro, no ultimo congresso da federação, sem que aos delegados tivesse sido dada a oportunidade de consultar e estudar ao pormenor esse documento que segundo consta é da exclusiva autoria do Vidal Pinto.

Agradeço que esclareça os columbófilos portugueses sobre o que tenciona caso venha a ser eleito, fazer para rectificar o que pela esmagadora maioria é considerado como inadmissível num povo e país democrático.

Esse ponto que me coloca referente ao Sr. Vidal Pinto, estou ao corrente que tem tido papel importante junto da actual direcção, não sei se como conselheiro ou qualquer coisa do género, mas estou informado que foi ele que se deslocou ao instituto do desporto para colher dados sobre os novos estatutos, que segundo sei a elaboração foi da sua inteira responsabilidade.

Está sempre presente nas jornadas columbófilas, local onde já tive alguns desaguisados com ele, já li num jornal qualquer uma reportagem da sua autoria onde não dizia o que lá se tinha passado mas sim as suas próprias ideias, e outros casos com os quais estou em desacordo. Porem um coisa posso dizer é que caso eu venha a ser eleito essas coisas não vão acontecer porque a federação nunca será gerida de fora para dentro.

Alem disso vou apresentar como meus colegas de direcção uma equipa jovem, não viciada, ou seja formada por pessoas competentes e honestas que nunca no passado tenham tido qualquer ligação ao dirigismo federativo mas que se possível com alguma experiencia a nível de colectividade e talvez associativo, mas não federativo.

Quero mudanças e essas só podem ser postas em praticas com gente competente e ideias actualizadas, porque entendo que com uma equipa nova e diferente teremos toda a liberdade de assumir a responsabilidade pelas mudanças. quanto a interferências exteriores, ou lobbies não tenham receio porque aqueles que me conhecem sabem que não alinho nem tolero situações dessa natureza, não sou pressionável, não me vendo uso e ponho em pratica as minhas próprias ideias e como disse atrás o grupo que estou a formar é um grupo jovem e competente.

Voltando aos incidentes das Caldas da Rainha, o Rui esteve presente presenciou toda aquela cena, qual o motivo porque não se pronunciou?

Bem pronunciei - me posteriormente nos congressos, ainda me recordo da minha proposta secundada pelo Sr Vasco Oliveira no sentido de os columbófilos pretenderem eleições na base de um columbófilo um voto e isso também não consta na acta mas o mais ridículo de tudo foi a tal votação que não faz qualquer sentido, e nunca devia ter acontecido pois como disse e bem as pessoas que aí se deslocaram estavam mandatadas por muitos columbófilos, sinceramente não compreendi pois meteram os pés pelas mãos e ainda hoje não compreendo essa situação. Nos congressos que seguiram algumas das propostas apresentadas nas Caldas da Rainha foram apresentadas para discussão mas não nos moldes originais. Praticamente todas as propostas dos representantes dos columbófilos tinham sido tinham sido alteradas, anuladas ou redigidas.

Tudo isto aconteceu se bem me recordo, no famoso congresso onde o actual presidente convidou e sentou na mesa o Sr. Vidal Pinto - nota da redacção: o Vidal Pinto não ocupa qualquer cargo como dirigente, assim de acordo com os estatutos o presidente da mesa nunca o podia permitir daí esse congresso poder vir a ser considerado nulo.

Naturalmente que algumas associações através dos seus representantes não gostaram e reclamaram sobre esta ilegalidade, daí a famosa entrevista no jornal o Mundo Columbófilo onde praticamente tudo e todos foram insultados, alguns apelidados de sargentos outros de generais incompetentes etc. Este tipo de reacção vai contra os meus princípios.

Pode garantir aos columbófilos portugueses que vergonhas desta natureza não farão parte do futuro caso venha a ser eleito?

Tudo farei para que não se repitam e quase posso garantir que com a minha equipa não voltaremos a ter episódios dessa natureza.

Volto a focar o dito congresso considerado por vários congressistas como o congresso da vergonha, mas desta vez para ouvir a sua opinião sobre outro assunto que deixou tudo e todos em estado de choque, ou seja a forma apressada como os trabalhos forçadamente decorrer, não dando qualquer hipóteses aos congressistas (ameaçados de que se o não aprovassem nesse mesmo dia a columbofilia perderia o estatuto de utilidade publica) de debater ou alterar o dito documento redigido por uma única pessoa documento esse que vai reger o futuro do nosso desporto que terá poucas ou nenhumas hipóteses de sucesso. Afinal contactamos que até á data a própria Federação Portuguesa de Futebol e outras associações  não entregaram os respectivo dossiers, não terá sido esta mais uma jogada de bastidores de quem está aterrorizado de poder vir a perder as eleições?

Bem essa é uma pergunta que devia ser feita ao presidente da federação e ao presidente da mesa do congresso porque nós quando chegamos a esse congresso (numa sexta - feira) a primeira coisa que nos foi dito é que o dito dossier tinha obrigatoriamente que ser entregue na segunda - feira seguinte no Instituto para o Desporto sob o risco de caso não viesse a ser aprovado perderíamos todos os direitos. Á partida a maioria dos delegados ficaram logo pressionados por essa situação, até porque o texto do dito documento, consultado pelas associações em data anterior tinha sido alterado sem o consentimento das mesmas.

Esse foi o motivo da origem das criticas e discussões que lamentavelmente assistimos nesse congresso. Mais uma vez repito que fomos sempre confrontados com ameaças de que se não aprovássemos o dito documento perderíamos o estatuto de utilidade publica e todos os direitos que este nos confere, chegando mesmo a ser dito pela mesa que essa decisão seria o fim da Columbofilia em Portugal.

Agora constatamos que afinal as coisas não eram bem assim, pois como disse, o Futebol a Vela  e provavelmente outras associações nada fizeram e até á data ninguém perdeu  qualquer regalia, mas essa foi a mensagem que nos foi transmitida e nada mais pudemos fazer.

Caso venha a ser eleito o que é que pretende fazer para rectificar essa situação: vai convocar novo congresso e proporcionar aos senhores delegados a hipóteses de poderem vir a corrigir esses erros inadmissíveis para uma sociedade democrática, ou tenciona viver com o que temos.

Como disse atrás eu fui quem mais se insurgiu e levantou a voz sobre as alterações efectuadas ao documento cuja versão inicial foi alterada sem o consentimento das associações, porem a única explicação que nos foi dada é que as coisas pura e simplesmente tinham que ser feitas dessa forma sob pena dos estatutos não ser aprovados. Não sei se é assim ou não pois ainda não tive tempo para confirmar essa situação mas se for eleito irei estudar essa situação e tentar rectificar o que possa estar errado. Não sei se os estatutos estão condicentes com a verdade ou com o que alguns pretendem mas garanto que tudo será investigado ao pormenor, porque esse um dos assuntos com que me irei com a minha equipa, caso venha a ser eleito.

Esta nossa conversa já vai longa mas certamente que concordará que será indispensável esclarecer os columbófilos nomeadamente sobre os seus projectos relacionados com a parte desportiva, ate porque estes estão fartos de dar tiros no escuro.

Acha que o desporto columbófilo terá hipóteses de voltar a crescer e a desenvolver no nosso país sem o envolvimento do sector privado como é o caso dos outros países europeus e não só, onde dá gosto praticar a columbofilia, tendo em conta que a postura do actual dirigismo em relação a nós privados e as colectividades tem sido sempre no sentido de pouco fazer e nada deixar fazer, preferindo deixar morrer o pouco que resta com vida, a colaborar com quem pode e quer trabalhar.

As minhas ideias sobre esse ponto, já as divulguei algumas vezes mas vou responder com toda a sinceridade sobre o que penso sobre a questão que coloca. Concordo que a Columbofilia deve ser aberta aos privados, mas não deve ser entregue exclusivamente aos privados. esta é a minha ideia, que paço a esclarecer melhor, um qualquer desporto á semelhança da economia nacional sem o envolvimento do sector privado terá dificuldades em sobreviver porque quer queiramos ou não, talvez á 50 anos as coisas fossem diferentes mas hoje nos tempos em que vivemos terá que haver aberturas e colaboração com todos os sectores da nossa sociedade.

Agora os moldes e a forma como iremos dar inicio a essas alterações, já tenho algumas ideias, mas o projecto final será finalizado não só por mim mas por toda a minha equipa em colaboração com as partes inicialmente interessadas. Garanto que este é um assunto que faz parte dos meus projectos para o futuro da columbofilia portuguesa caso venha a ser eleito, mas como disse não irá ser uma entrega total ao sector privado mas sim um entendimento favorável a ambas as partes, desde que sejam projectos aliciantes que tragam mais valias para a columbofilia e para os columbófilos portugueses.

No seu entender e dentro das condições actuais com os míseros prémios monetários pagos pelas colectividades, que coitadas não podem fazer melhor, que motivação poderão ter os nossos colegas columbófilos quando mesmo os campeões nos grandes clubes não conseguem reaver um terço dos custos anuais gastos com a manutenção das suas colónias. Como poderá alguém ser motivado a fazer mais e melhor sem a respectiva recompensa pelo seu esforço e dedicação. Os tempos das salvas de palmas e dos cupões já lá vão. Nos dias de hoje graças á evolução e á internet os nossos colegas portugueses constatam que no triangulo Holanda Bélgica e Alemanha, assim como na Inglaterra no mínimo de 15 em 15 dias aparece um novo milionário graças á rentabilidade conseguida com a venda dos seus pombos valorizados nos concursos com chorudos prémios monetários. Até quando vamos continuar com a politica de que obrigatoriamente temos de ser todos pobres e miseráveis, controlados por um dirigismo milionário, á semelhança do que se passava do outro lado da cortina de ferro?

Sim e mais uma vez julgo que o sector privado terá a primeira palavra a dizer sobre esse problema que não é de agora, já vem de trás e há muito que devia ter sido alterado, pois no meu entender é um problema que se tem vindo a arrastar no mínimo há 10 ou 15 anos. Não sei se esta minha afirmação irá ser interpretada como demagógica, mas é minha convicção que por esse e outros motivos, caso as eleições fossem disputadas através do sistema de um Columbófilo um voto 90% dos columbófilos não votariam no Dr. Tereso, que aparenta ser boa pessoa mas não tem sabido lidar com o respeito que há muito é devido ao Pombo e aos columbófilos portugueses.

A federação é uma federação desportiva mas podem dizer o que quiserem não o tem sido nos últimos anos. Se mudarmos esta politica vamos novamente atrair e entusiasmar os columbófilos que irão transmitir o seu entusiasmo aos amigos, ás empresas e brevemente vamos conseguir estancar o abandono e inverter essa tendência.

Foi o único dirigente com quem conversei nos últimos 10 anos que proferiu a palavra respeito pelo Pombo, diga-nos o que é que tenciona vir a fazer para inverter esta triste realidade, autentico atentado contra a razão da existência da columbofilia que é o Pombo - correio.

Bem, desde que sou dirigente um dos meus principais objectivos tem sido o bem - estar e a melhoria das condições especialmente nos transporte e soltas de pombos, nomeadamente melhorias nos camiões de transporte tais como ventilação, fornecimento de agua aos pombos redução do numero de pombos por caixa, tempo de viagem e outras medidas que muito tem contribuído para melhorar as condições dos pombos. Esta será uma das mensagens que caso seja eleito irei divulgar a nível nacional. Outra calamidade são os pombos perdidos que são ilegalmente fechados por alguns columbófilos menos correctos, assim como o problema do roubo dos chips electrónicos, que passará por um recenseamento dos mesmos á semelhança do que é feito com as anilhas oficiais. As novas anilhas oficiais com o chip incorporado também serão uma realidade a curto prazo.  

Outra promessa que irei cumprir caso venha a ser eleito é a fiscalização dos pombais disso não tenham duvidas que irá ser posto em pratica.

Está ao corrente de que existem queixas no ministério publico contra a federação?

Não, ninguém me informou sobre isso.

Vamos agora falar sobre Mira considerado pela esmagadora maioria dos columbófilos como um covil de raposas camufladas, onde tem vindo a prevalecer a lei do vale tudo, tais como contas algumas misteriosas e outras que nunca foram vistas, resultados duvidosos para não dizer adulterados, enfim todos os caminhos diabólicos tem uma seta com a indicação Columbodromo de Mira.

Até 2007 ou 2008 altura em que eu próprio divulguei através da revista o relatório de contas e balancetes da federação, nunca os columbófilos deste país tinham tido acesso a esses dados que até são propriedade de todos nós. Até essa data nem um único cifrão relacionado com Mira consta nos relatórios de contas anuais da FPC. Segundo documentos que tenho em meu poder, e a ser verdade que as empresas Natural e Verselle Laga sempre patrocinaram a totalidade das despesas com rações, medicamentos e suplementos para os pombos de Mira, os lucros líquidos anuais até 2007  ultrapassaram a media de 60 mil contos por ano pagos pelos participantes em inscrições e posteriormente nos leiloes presenciais que como é sabido nem impostos foram pagos ao estado. O Rui como dirigente associativo que é também participou na votação que aprovou as ditas contas que obviamente estavam falsificadas. como explica esta situação até porque as estimativas apontam para que uma quantia a rondar os 3 milhões de euros nunca reflectidos na contabilidade da federação até 2008.

Caso venha a ser eleito, tenciona apurar e divulgar a verdade dos factos relacionados com e outros casos menos claros na gestão financeira da federação?

Vai ou não pedir uma auditoria privada as contas da federação nos últimos 10 a 12 anos?  

Bem, eu desde a minha primeira intervenção num congresso em 2003 que julgo ter sido relacionada com Mira, em praticamente todos os congressos tenho vindo a alertar para certas coisas que não estão dentro dos conformes desejados em Mira, porem no meu entender trata - se de um evento que faz falta á columbofilia portuguesa mas terá que ser gerido e apresentado de forma diferente e transparente aliás como já disse essa tem sido uma das minhas lutas constantes ao longo dos anos. Mira tem que ter contas transparentes, relativa despesa, relativa receita relativa lucros com uma contabilidade completamente transparente. No passado solicitei varias vezes balancetes relacionados com as contas de Mira que nunca me foram apresentados, ano após ano solicitei essa informação, mas apenas foram aparecendo algumas rubricas camufladas ou disfarçadas como ofertas de columbófilos mas com números insignificantes que não correspondem á verdade. Ainda hoje as contas apresentadas não estão completamente claras mas não me pergunte o motivo porque não sei.

O que posso garantir é que se for eleito tudo que venha a acontecer em Mira será feito de uma forma aberta e transparente.

Quanto á auditoria ás contas da federação, neste momento não posso confirmar se o vou ou não fazer visto ser uma decisão da responsabilidade de todo o meu grupo de trabalho e não de uma única pessoa. Sobre este ponto nada vou garantir.

Vou colocar mais a seguinte questão: caso venha a detectar irregularidades na parte financeira da federação vai ou não informar o ministério publico.

Neste momento não tenho nenhuma ideia do que passa com as contas da federação mas se vier a ser eleito e as suspeitas se confirmarem não tenha duvida que irei actuar, porem repito neste momento não posso ter acesso a dados sobre qualquer irregularidade que eventualmente possa existir. Quero que fique bem claro que neste momento há indícios, mas indícios não são provas, mas se entrar para a federação e constatar que existem irregularidades não tenha duvidas que não haverá meios termos pois actuarei em conformidade recorrendo a auditorias e todas as investigações necessárias para esclarecer a situação.

Insisto: diz que não existem provas, até parece que o Rui tem dificuldade em fazer contas. Temos as inscrições dos pombos que foram pagas, temos as receitas dos leilões que alguns de nós tivemos o cuidado de guardar as provas, descontamos os míseros prémios pagos aos vencedores, e tendo em conta que as multinacionais cobrem todas as outras despesas, será só uma questão de saber somar e subtrair, e como presidente de uma associação tem acesso aos relatórios de contas apresentados pela federação, por isso não o compreendo quando diz que não tem provas.

Sim compreendo a sua pergunta mas não andei a guardar ou a contabilizar dados sobre inscrições e vendas de pombos em Mira.

Insisto mais uma vez: Até 2008 o nome Mira nunca apareceu nos balancetes da federação, não achou isso estranho, até porque o seu voto durante anos serviu para aprovar as contas da federação.

A sua afirmação não corresponde inteiramente á verdade. Aparecia sempre alguma coisa, embora como já foi dito nesta entrevista as verbas embora insignificantes eram apresentadas com outra rubrica como donativos dos columbófilos etc.

Tenciona vir a privatizar Mira?

Não: existem protocolos com a Câmara de Mira que devem ser cumpridos, no entanto quero esclarecer que estou ao corrente que Mira é o maior problema relacionado com o mau funcionamento da federação cujos funcionários passam 6 a 8 meses por ano praticamente ocupados com trabalhos relacionados com Mira. Isso terá que mudar e irei propor a criação de um grupo responsável exclusivamente por esses trabalhos.

Quero Mira a funcionar com transparência total, pombos com anilhas oficiais seladas e vedadas a quem aí trabalha, controle rigoroso nos encestamentos, transporte e soltas dos pombos controladas por pessoas não ligadas á federação, e uma tenda em Mira para todos e não só para alguns.

Outro ponto que ética e comercialmente não é aceite pela maioria das empresas e columbófilos portugueses. Refiro - me ao envolvimento das multinacionais estrangeiras que há mais de uma década tem vindo a controlar a federação a seu belo prazer, para cumulo da vergonha com individualidades seus representantes, nomeadamente os senhores Marc Rion e Valdemar Oliveira com assento permanente dentro da estrutura federativa, outras empresas como é o caso da empresa responsável pelos serviços de informática a Duodata cujas adjudicações no valor de muitos milhares de euros são feitas directamente e sem concurso publico, com a agravante de essa mesma empresa ter vindo a utilizar ferramentas pagas pela federação para proveito próprio ao mesmo tempo que utiliza o site da federação para publicitar os seus negócios.

È verdade que se diz e se fala sobre o que acabou de afirmar mas uma coisa é falar outra é ter provas concretas e eu ainda não as tenho porque não tenho acesso aos dados necessários, o que posso dizer é o seguinte caso venha a ser eleito todas as empresas nacionais ou estrangeiras passarão a ser tratadas da mesma maneira com todas as compras a ser feitas através de concurso publico.

Outro ponto de que atormenta 90% dos columbófilos portugueses está ligado aos Juízes classificadores também conhecidos pelos senhores da bata branca grupo esse minoritário onde o Rui está inserido e é parte integral que de "assalto" se apoderou das rédeas da columbofilia portuguesa controlando tudo e todos da forma que bem entendem apesar desse grupo ser composto por apenas três ou quatro dezenas de individualidades onde 60% nem vocação tem para a pratica da Classe Standard. Quer dizer-nos o que é que está por detrás de tudo isto?

Eu para ser sincero não tenho essa ideia, mas fazendo uma retrospectiva sobre a influencia que os juízes classificadores tiveram na columbofilia portuguesa julgo ser de ordem positiva. Nota da redacção: outra resposta não seria de esperar o Rui é um dos Juízes classificadores.

Agora gostaria que falasse - mos um pouco sobre o seu passado como dirigente associativo nomeadamente os feitos alcançados que tem vindo a apregoar, alguns dos quais merecem ser realçados, mas nota - se que apesar do Algarve ser o distrito menos afectado pela crise financeira que afecta todo o país vocês tem vindo a perder associados, não tanto como os outros distritos mas por exemplo em Faro há quatro anos atrás existiam 70 columbófilos, enquanto que hoje são quarenta e oito o que significa um abandono de 25 a 30%, diga - se longe dos 50% registados a nível nacional.

Não é isso que consta nas estatísticas apresentadas pela federação onde de 2002 a 2008 o Algarve perdeu apenas 40 columbófilos, mas neste momento não posso confirmar se esses dados estão correctos ou não. 

É assim: o que posso dizer é que o número de columbófilos existentes no país que a federação nos apresenta não corresponde a números de columbófilos efectivos pois não existe um levantamento dos mesmos. A informação que nos é disponibilizada tem a ver com a quantidade de licenças desportivas pagas que rondam os 12 mil mas presumo que tenhamos entre 9 a 10 mil columbófilos em Portugal. Caso venha a ser eleito esse levantamento será feito e os números serão divulgados.

Outra questão que me preocupa não sendo algarvio mas sou português, é a chocante situação dos muitos pombais tipo bairro de lata situados ao lado da via publica em Castro Marim, local por onde passam centenas de milhares de turistas estrangeiros alguns dos quais columbófilos no seu país de origem que em nada dignifica o Algarve, a associação a que preside e a columbofilia nacional não só alem - fronteiras como em Portugal. Dois mandatos á frente da associação não foi tempo suficiente para resolver algo que apenas a três quilómetros de distancia em Vila Real de Santo Antonio foi fácil de resolver?

Sem duvida concordo consigo nesse aspecto, é um caso muito grave mas não sei se é do seu conhecimento, mas essa tem sido uma das grandes lutas que tenho vindo a travar nos últimos anos com o presidente da autarquia local e outras entidades ligadas ao desporto. O que posso adiantar é que já existe um projecto aprovado para os 28 pombais da nova aldeia Columbofila de Castro Marim, porem surgiram alterações ao PDM que vieram afectar a zona onde a construção da aldeia estava prevista. A burocracia neste país é assim mas estou convencido que a curto prazo a situação estará resolvida.

Não acha que em certos casos a comunicação social especialmente a televisão podem fazer milagres?

Sim concordo plenamente que neste caso talvez seja uma boa alternativa.

Está informado sobre a triste realidade de que temos as colectividades mais pobres e mais degradadas em toda a Europa, e também uma federação sem margem para duvidas a mais rica de todo o continente. Também estará ao corrente de que no passado praticamente todos os fundos provenientes do estado foram canalizados para a federação tendo sido utilizados exclusivamente e sem qualquer controle para consumo interno, sem que qualquer movimentação tenha sido feita no sentido canalizar para as colectividades os fundos a que tem direito todas os desportos com estatuto de utilidade publica. O que é que pensa vir a fazer para inverter esse facto.

Tenho - me manifestado ao longo dos anos por várias vezes sobre esse ponto e 2009 foi o primeiro ano em que a federação disponibilizou 6 mil euros para distribuir por todas as associações no sentido de promover o desenvolvimento da columbofilia. De certo modo devo questionar essa situação pois achava estranho não haver qualquer tipo de apoio do instituto do desporto e outras organizações do estado para as colectividades. Tive uma reunião a entidade mais alta no instituto para o desporto que me confirmou que este organismo não dá apoio directo ás colectividades mas sim através da federação a quem compete fazer a distribuição desses apoios pelas associações e colectividades. Não sei o porque, mas no passado isso nunca foi feito.    

Vou colocar a pergunta talvez a mais importante de todas nesta entrevista para o eleitorado português. Quem são os membros da sua lista com quem tenciona vir a trabalhar caso venha a ser eleito o novo presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia.

Inicialmente fiz a promessa de que iria apresentar a lista completa de todos os que me acompanham, porem surgiram alterações imprevista ao acto eleitoral, onde pensávamos que o candidato com mais votos seria o vencedor. Posteriormente fomos confrontados com uma situação diferente que não consta nos estatutos de qualquer outra associação desportiva em Portugal onde poderá ser necessário recorrer a uma segunda volta o que veio a alterar todos os nossos planos em termos de selecção da equipa.

Após muita insistência da minha parte o Rui cedeu e divulgou dois dos nomes que serão os seus braços direitos caso venha a ser eleito. Mais informa que os nomes dos restantes membros serão apresentados oportunamente, mas posso garantir que são todas pessoas não viciadas sem qualquer anterior vinculo ao dirigismo federativo. Uma equipa completamente limpa.

Quer acrescentar algo ao que já foi dito?

Sim quero que fique bem claro que a minha candidatura não está ligada a  algo ou que esteja obcecado em conseguir vencer a qualquer custo, estou mentalizado para ganhar ou não ganhar, nada me move não tenho objectivos de ordem pessoal mas estou convicto que posso vir a ser útil á columbofilia portuguesa, nada me move contra pessoas em particular apesar dessas terem ideias e objectivos que nada contribuirão para mudar a situação caótica em que a columbofilia se encontra.               

 

O estado da columbofilia nacional (ENTREVISTA A MUNDO COLUMBÓFILO EM 2006) 30-01-2010
  • O estado da columbofilia nacional  

....... resposta a inserir brevemente.

Apoio veterinário (ENTREVISTA A MUNDO COLUMBÓFILO EM 2006) 30-01-2010
  • Favor responder sobre o apoio veterinário

 Não tendo a certeza total, mas penso que somos no país a única associação que tem um veterinário a quase tempo inteiro ,pois temos com ele um acordo em que vai semanalmente  a uma colectividade do Algarve ( já foi a todas) durante a campanha desportiva normalmente á segunda á noite, em que qualquer columbófilo lá pode ir pôr os seus problema e as suas duvidas, e que todos os exames ou analises que ele poder fazer o columbófilo nada paga , bem como está todos os dias disponivel para telefonicamente ouvir e aconselhar quem lhe telefonar( o tel está afixado em todas as colectividades), podendo marcar consulta para qualquer dia sem nada pagar, tendo de neste caso, de ir ao seu consultório. Este era um desejo já antigo dos columbófilos algarvios e que nós conseguimos realizar e que será para continuar.

 

(ENTREVISTA A MUNDO COLUMBÓFILO EM 2006)



Acções da ACD de Faro para assistência aos columbófilos e aos pombos (ENTREVISTA A MUNDO COLUMBÓFILO EM 2006) 30-01-2010

Quais as acções que a ACD de Faro tem desenvolvido para assistência aos columbófilos e aos pombos?


Para assistência aos columbófilos penso que nos  3 anos e meio que temos de mandato, tudo temos feito para que a columbofilia e os columbófilos tenham os mesmos direitos que os praticantes de outros desportos, tenho insistido com os presidentes das cãmaras e vereadores do desporto para a necessidade da criação de espaços para a pratica da columbofilia, que se fazem instalações para se praticar qualquer outro desporto também terão de o fazer para o nosso desporto, e que se não nos fazem instalações , se somos nós a  ter de as fazer, então tambem naõ está correcto sempre que alguém se queixa que tem um dejecto de uma ave no lencol que tinha a secar, que quem pague as favas seja o columbófilo mais perto e que imediatamente tenha ordens para retirar os pombais, que todos sabemos poucos estão aprovados pelas cãmaras. Eu pessoalmente já tenho ido a tribunal varias vezes defender  muitos columbófilos, alertar o juiz para os nossos direitos á prática da columbófilia, e de todos os casos, não tenho conhecimemto de nenhuma demolição, pois quando isso acontecer então não mais teremos descanso, e enquanto eu estiver na associação tudo faremos para defender os columbófilos nestes casos, até com apoio juridico e com todos os meios que tivermos ao nosso alcançe. Temos tambem ao longo destes anos dado especial atenção aos mais necessitados, aos jovens que se iniciam  e aos deficientes, em que de todos os pedidos que nos têm sido feitos pelas colectividades para ajudar algum columbófilo mais necessitado todos os pedidos têm sido aprovados depois de verificarmos que na verdade são casos necessitados, vários columbófilos no algarve não têm pago o transporte dos pombos , estando também abertos a outros apois, e é esta politica que pretendemos pois entendemos  que  aqueles que podem devem ajudar os que mais necessitam, embora nem sempre seja isso que acontece,

Quanto aos pombos temos ao longo destes anos insistido com as colectividades para que enviem o minimo possivel de pombos por gaiola, principalmente a meio- fundo e fundo. Sempre que somos conhecedores de estudos ou novos metodos de melhor ventilação, procuramos adaptar aos nossos camions, já temos feito algumas alterações com bastante exito.

 

(ENTREVISTA A MUNDO COLUMBÓFILO EM 2006)

 

 

Entrevista para Mundo Columbófilo - Dezembro 2009 22-01-2010

 

1- Qual a principal motivação que o leva a candidatar-se á presidência da FPC?

 

R: A principal motivação foi a espontânea onda de apoio que fui recebendo, e alguns acontecimentos que fui observando ao longo dos ultimos 7 anos que sou presidente da ACDFaro, e que terminaram no último congresso da FPC. Passo a enumerar os que mais me marcaram:

 

JOVENS - Em 2003, e após apenas alguns meses de dirigente associativo fui ao primeiro congresso da FPC, de apresentação de relatório e contas, e, entre outros pontos, chocou-me a verba que a FPC declarou como gasta com a columbofilia jovem no ano anterior, que foi de 150 euros. Na altura, teci duras críticas, já que se andava a apregoar aos quatro ventos a necessidade de se atrair os jovens para a columbofilia e depois o investimento para esse fim era simplesmente ridículo. Ficou a intenção dos dirigentes melhorarem este apoio, o que se tem vindo a verificar apesar de continuar muito longe daquilo que é necessário. Cheguei até num evento público a perguntar ao Sr Presidente se não tinha vergonha daquela verba, quando a FPC recebia alguns milhares de euros do Estado para apoio à columbofilia jovem. Sempre fui um defensor do apoio á columbófilia jovem e comigo tudo mudará no apoio aos jovens, pois sem eles o futuro deste desporto não existe.

 

MIRA- Numa das minhas primeiras intervenções num congresso, também de apresentação de contas, questionei a FPC de que deveriam apresentar as contas de Mira e juntar um balancete por centros de custo, em que as despesas e receitas de Mira fossem explicitas e não apenas misturadas com tudo o resto já que dessa forma era difícil, senão mesmo impossível, percebermos, afinal, que receitas e despesas estão efectivamente associadas a Mira. Até porque, todos sabiam o que se comentava, e que, seguramente, 90% dos columbofilos portugueses duvidavam de Mira, e que se, de facto, não havia nada a esconder, então as contas deveriam ser perfeitamente claras e transparentes.

No relatório do ano seguinte, já se clarificaram algumas rubricas na contabilidade apesar de outras continuarem por clarificar, mas ainda assim ficou feito novo pedido para que no próximo ano algo mais melhorasse, e foi quando eu voltei a perguntar pelas despesas e receitas de Mira no balancete separado que me foi dito que tinham esse balancete mas que não o tornavam público, porque podia ir parar a mãos duvidosas.

Continuo no entanto a pensar que todas as contas devem ser conhecidas, porque a FPC não é dos dirigentes, mas sim dos seus sócios, e estes têm o direito de ter conhecimento completo de tudo o que se passa na FPC. Comigo nada disto se passará, pois estará sempre o livro aberto para quem quiser ver.

 

DESPORTIVAMENTE- Quando um vice presidente da FPC que tem a seu cargo a parte desportiva da FPC, vem dizer, num artigo que escreve num jornal da especialidade que a comissão desportiva da FPC tem os mesmos poderes, que uma comissão de festas, ou uma comissão de moradores, ou seja que não tem poderes, então onde é que queremos ir? Se quem deve gerir a parte desportiva não tem poderes para dinamizar a columbofilia, temos de perguntar quem se opõe, ou quem lhe tira os poderes. E fica-se a pensar, que é por isto que a FPC apenas organiza Barcelona, e os campeonatos nacionais do columbófilo e do pombo, mas quem tem o trabalho todo são os clubes e as associações. Tudo isto tem de mudar.

 

DIVULGAÇÂO- Quantas vezes ao longo dos anos ouvi e li comentários de que existe por parte da comunicação social interesse em divulgar a columbofilia e que quando contactam a FPC, nada lhes é dito? Fica no ar o parecer de que há interesse em que seja um desporto secreto, fechado, que só alguns sabem que existe. Comigo haverá mudança radical.

 

CONGRESSOS- Quando participei pela primeira vez no congresso, o primeiro ponto da ordem dos trabalhos era e é sempre a aprovação da acta do congresso anterior, que é praticamente apenas alguns minutos depois de nos sentarmos, de olharmos para os documentos que temos em cima da mesa, e de verificarmos que entre esses documentos está a acta do congresso anterior, e que ainda não a começámos a ler já o Presidente do congresso está a pôr essa acta a aprovação, o que me levou a reclamar tempo para a ler e a sugerir ao presidente do congresso que solicitasse à direcção da FPC quequando for enviada a convocatória do congresso fosse enviada também a acta do congresso anterior, que era para poder ser devidamente lida e analisada, antes de ser votada, o que deu origem a que no ultimo congresso a ACDFaro tivesse apresentado uma proposta de alteração dos delegados que iriam ser eleitos pelos árbitros/conselhos técnicos, e treinadores /formadores, ao abrigo dos novos estatutos, e onde a FPC fez a seu belo prazer o que quis pois na proposta que apresentou ás associações nas reuniões que houve, acrescentou as classes de treinadores e árbitros sem discutir as percentagens dos delegados dessas duas classes, proposta essa que foi retirada pelos delegados da ACDFaro, porque o presidente da FPC interveio, e apresentou uma proposta verbal que aceitámos, mas que quando foi passada para os estatutos, não veio como nós pensámos que tinha sido aprovada. Reclamámos para o Presidente do Congresso que ouviu a gravação e concluiu que não ouvia essas afirmações do presidente da FPC . De seguida, fomos ver o que diz a acta escrita do congresso, e, para nosso espanto, nem uma palavra lá está sobre o assunto, nem que apresentámos a proposta, nem que houve discussão, nem que usaram da palavra quase todos os delegados das associações, nem a votação. Ora, certamente não houve uma amnésia colectiva. Isto, leva-nos a pensar que as actas dos congressos apenas servem para defender os interesses de alguns. Comigo nada disto se passará, pois tudo o que for dito nos congressos terá de passar para as actas, seja bem ou mal, e agrade ou não, a quem quer que seja.

 

Por tudo o que atrás descrevi, e pelos apoios espontâneos que ia tendo, por parte de columbófilos, clubes, associações, e dirigentes ansiosos e convencidos de que o caminho descendente que a columbofilia teve sucessivamente nos últimos anos, sem haver mudança e novos projectos, não seria possível inverter o ciclo descendente que nos levará á extinção. Acresce ainda á minha decisão o facto já assumido de por motivos familiares, a minha mudança de residência para Coimbra. Quero no entanto deixar bem claro que não atropelei ninguém, pois qualquer columbófilo deste País tem o direito de se candidatar e quero aqui deixar bem claro que as primeiras pessoas, estranhas á minha candidatura, a saberem desta minha decisão foram os já anunciados candidatos.

 

2 - Falta de dirigentes/ profissionalização dos dirigentes. Que fazer com as colectividades com menos de 10 associados?

 

R: A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, veio acrescentar e definir políticas de desenvolvimento do desporto e da actividade física que necessitam de alguma reflexão quer da Federação enquanto órgão máximo da columbofilia, quer uma reflexão conjunta da própria federação com as associações distritais e clubes.

 

Será da análise exaustiva e partilhada que iremos completar com os vários parceiros, que depois encetaremos uma estratégia concreta e objectiva para estimular os columbófilos a exercerem cargos de dirigentes. E digo que iremos completar porque, desde que anunciei a minha candidatura à presidência da FPC, que iniciámos um trabalho abrangendo várias áreas do programa que irei apresentar, onde consta, como não podia deixar de ser, a carência de dirigentes.

 

Reconhecemos que as associações e os clubes têm um papel fundamental na coesão do desporto columbófilo e é por esse, e por outros motivos, que se torna fundamental corrigir alguns desequilíbrios originados quer pelas dificuldades económicas quer pelo afastamento e até pela insularidade.

 

Ora, as associações e os clubes só cumprirão o seu papel desportivo de forma consistente e continuada se tiverem dirigentes e se a estes forem dadas condições. Sou, já há 7 anos, presidente de uma associação distrital e fui10 anos presidente de uma colectividade, e estou à vontade para afirmar que o papel das associações e dos clubes é quiçá, mais importante, na coesão da columbofilia do que o papel da própria federação.

 

Quanto à profissionalização de alguns cargos do dirigismo columbófilo, entendo que ao nível dos clubes não será possível, nas associações acredito que algumas terão capacidade para o fazer, devido aos elevados orçamentos que têm e ao muito trabalho que há a fazer. No que diz respeito à FPC, penso, não tenho a certeza, que haverá apoios a alguns dirigentes, o que acho justo, para fazer face ás despesas e ao tempo perdido, mas não posso ter a certeza que valores, pois esses dados não são divulgados separadamente, mas o que entendo sobre o atrás descrito, é que na FPC se crie um modelo igual ao existente nas autarquias e noutras federações desportivas do País. Analisando o que hoje se passa na FPC vemos que tem 4 funcionárias (penso que é este o nº?), o tratador de Mira, mais o director de serviços, e o que vemos è que não conseguem despachar o que chega á FPC, que estão atolados em trabalho, que não conseguem dar resposta ao que lhes é solicitado, e isto porquê?, penso que não é por os funcionários ou o director de serviços não trabalharem pois muitas vezes telefonamos às 21 ou 22 horas e ainda estão na FPC, mas sim porque o trabalho é muito e acredito que muitas vezes não possam dar resposta às solicitações dos columbófilos, dos clubes, das associações e de outros, porque não há quem despache, quem dê parecer em tempo útil.

 

È isto que me apercebo que se passa, então qual é a solução, pois assim não pode continuar, ou se contrata mais pessoal para que se consiga ter tudo em dia, ou o presidente passa a ocupar o cargo nos moldes que atrás descrevi, conforme a sua disponibilidade e o trabalho que houver a fazer na Federação, tendo de garantir que tudo esteja em dia, sem atrasos independentemente do tempo que vier a dispender. Só com esta medida se poderão pedir responsabilidades.

 

Quanto às colectividades que têm menos de 10 columbófilos temos que ter em atenção a sua localização, pois não podemos pedir aos columbófilos que percorram dezenas de quilómetros para ir encestar os seus pombos, no dia seguinte ir levar o aparelho, e no outro dia ir ver as classificações, isto seria acabar com a columbofilia em muitas zonas do país, principalmente no interior. O que penso que se terá de fazer, é definir a distançia de outras colectividades e o nº de columbófilos existentes nessa zona, para se dar autorização a abrirem novos clubes.

 

3 - Deve procurar-se igualdade de competição entre pequenas e grandes colónias?

 

R: Uma das linhas mestras, que apresentei resumidamente, em simultâneo com o anúncio da minha candidatura, é a igualdade de participação, em número de provas e de pombos, nos CAMPEONATOS NACIONAIS. Esta decisão vai ao encontro não apenas daquilo que defendo para a columbofilia mas também da auscultação daquilo que é a vontade da maioria dos columbófilos. E é uma medida  que vai dar uma contribuição muito consistente para esse equilíbrio, pois todos os columbófilos sabem que para os campeonatos nacionais, sejam de que colectividades forem, sejam de que associações forem, o número de concursos e de pombos para os campeonatos nacionais é igual para todos.

 

Nas primeiras ideia que apresentei quando da divulgação da candidatura expressei bem que  pretendia dar poder ás associações para em conjunto com os seu clubes e os seus columbófilos definirem a politica desportiva e outras que pretendem para o distrito, definindo o nº de pombos que pretendem enviar a concurso, o nº de provas, e outras medidas que queiram tomar, pois tenho sentido ao longo destes anos de dirigente que os columbófilos, os  clubes, e as associações têm de ter mais poder de decisão sobre o que querem para os seus distritos, pois a realidade dos vários distritos não é igual, pois há muitas diferenças ente o litoral e o interior, o norte e o sul. Já que o governo não faz a regionalização, tem a columbofilia de o fazer . E essas medidas são legítimas porque cada associação tem uma realidade económica, social e territorial diferente. Compreende-se assim que à luz dessas realidades, as próprias associações definam elas políticas desportivas que procurem, , a igualdade entre as colónias.

 

4 - Que medidas tomar no sentido de estancar os abandonos e aliciar novos praticantes?

 

R: Claro que qualquer pessoa que seja responsável, conheça a realidade actual da columbofilia e se candidate ao lugar de presidente da FPC tem que ter um plano para essa preocupante questão. Como deve saber, no universo columbófilo nacional a Associação de Faro da qual sou presidente, tem sido aquela que tem revelado maior estabilidade no número de columbófilos, e tem conseguido em conjunto com os clubes implementar algumas medidas nesse sentido, com sejam a criação de espaços para a prática da columbofilia, o apoio aos jovens e aos mais necessitados , oferecendo a associação o transporte dos pombos na campanha desportiva. A esse facto não é certamente alheio o trabalho desenvolvido pela associação mas também pelas colectividades. No entanto, tenho consciência que o trabalho a fazer a nivel nacional, requer a participação das associações e principalmente dos clubes, pois sem os clubes, que conhecem melhor os columbófilos com mais necessidades e os autarcas,  e estes são fundamentais neste processo, pois temos de lhes dar a responsabilidade de que se constroem campos de futebol, de basket, da andebol, pistas de atletismo e outras estruturas para as outras modalidades porque é que não constroem as instalações para a pratica da columbofilia, e se nunca vi nenhuma instalação desportiva ser demolida porque é que insistem em demolir as nossas.. Foi esta mensagem que conseguimos passar no Algarve e quero que a minha experiência sirva para a nível nacional também o conseguirmos.  Por isso mesmo, vou implementar na FPC a obrigatoriedade de reunir pelo menos uma vez por ano com as associações individualmente e com a presença dos clubes, em local a definir por cada associação. Vou também promover a realização anual de um encontro nacional das associações onde se discutam todos os assuntos respeitantes á columbofilia nacional, um pouco á semelhança do que se passa no poder autárquico onde existe a Associação Nacional de Municípios, que coordena reuniões anuais entre autarquias, para que essa acção contemple as realidades de cada uma área ou zona do país.

 

Estas são  algumas outras medidas que preconizamos no sentido de mantermos o nosso património humano e aumentá-lo. Daí que tenha já anunciado que parte da receita de Mira seja para aplicar na divulgação da columbofilia em estreita colaboração com outras instituições governamentais e não governamentais.

 

Em conjunto com as associações, pensamos ainda envolver os pais, ou seus representantes, encarregados de educação e autarquias e dialogar com alguns escritores de livros para crianças e jovens e as respectivas editoras para sensibilizá-los para escrever e publicar alguns livros, de banda desenhada e de prosa, sobre a columbofilia, de forma a integrá-los como componente curricular;

 

Fazer incluir nas iniciativas extra curriculares, as visitas dos jovens em idade escolar a pombais, aldeias columbófilas e centros de criação;

Promover concursos entre os jovens do ensino primário e secundário, de desenho e prosa sobre o pombo-correio;

 

Criação de um Gabinete de Imprensa nacional e de um internacional, para que se possa promover os nossos columbófilos e os nossos pombos  não só em Portugal mas também no estrangeiro, incluindo a columbofilia nas escolas e os jovens columbófilos, aproveitando internacionalmente os columbófilos portugueses espalhados pelo mundo.

 

Temos também em mente envolver o sector empresarial ligado à columbofilia estabelecendo parcerias quer em contratos programa quer em co-responsabilização institucional.

Criar o “DIA NACIONAL DO COLUMBÓFILO E DA COLUMBOFILIA” ,porque não no dia da exposição Nacional, e envolvê-lo num vasto programa social, cultural, comercial e desportivo que vai desde debates, videoteca, experiências laboratoriais – veterinária; espaços para columbófilos de palmo e meio com insufláveis, bancadas de desenho e pintura, manuseamento e anilhamento de pombo; espaços de stands comerciais definidos e pensados pelos próprios expositores, acolhendo da parte deles toda a contribuição que possam e queiram dar para a dignificação e solidificação desta data nacional; estabelecer com as autarquias locais uma rede de ligação rodoviária ao local escolhido para comemoração do Dia Nacional da Columbofilia de forma a facilitar a presença dos columbófilos e familiares;

 

Definir uma estratégia com a imprensa da especialidade para que se crie cadernos temáticos, com os indispensáveis apoios de alguns grupos económicos de relevo, e que a distribuição seja feita nos estabelecimentos de ensino.

Ter uma atenção especial aos praticantes com deficiência, aproveitando a responsabilização do Estado e das autarquias Locais, que é prevista, aliás, na Lei de Bases que já referimos, facilitando o seu acesso aos pombais e colectividades, tendo em vista a plena integração e participação sociais, em igualdade de oportunidades com os outros praticantes;

 

É evidente que temos a plena consciência de que as dificuldades económicas que as famílias portuguesas atravessam dificultam de sobremaneira esta nossa política de garantia e de aumento do número de columbófilos. Todavia, como responsáveis máximos, caso seja essa a vontade dos delegados ao próximo congresso federativo, não regatearemos esforços no sentido de conseguirmos os nossos objectivos, e procuraremos, sempre que possível fazer um inquérito a todos os columbófilos que abandonam, para sabermos mais em pormenor quais as razões do abandono.

 

5 - Que medidas tomar para o progresso do nosso desporto?

 

R: Existem problemas que podem ser imediatamente atacados. Todos sabemos que a federação, na sua organização técnica e administrativa geralmente não responde em tempo útil às solicitações dos columbófilos nem resolve os conflitos de natureza desportiva que surgem durante as campanhas desportivas.

 

- O que posso garantir e que alias já anunciei, é que será imposto a obrigação  de resposta e se isso não acontecer os responsáveis por essa falta serão chamados á responsabilidade e retirarão dessa sua conduta as inevitáveis consequências. Por outro lado, os órgãos sociais responsáveis pela análise e decisão dos casos desportivos que possam surgir, terão que exercer a sua função dentro dos prazos legais e em tempo útil, para que seja salvaguardada a verdade desportiva. Estas são deficiências de organização que irei imediatamente corrigir. Outras que estão diagnosticadas serão objecto de uma correcção pontual com soluções adequadas.

 

- Posso acrescentar-lhe que em relação ao período que medeia entre a venda das anilhas oficiais e o recenseamento, se crie um impresso electrónico de registo da venda das anilhas para que os pombos extraviados nesse período possam imediatamente ser recuperados.

 

- Outra medida que acho essencial e que será criada imediatamente é a criação de um recenseamento dos chipes dos pombos, para que ninguém mais os possa usar, e que deixem de ser roubados .

 

- Sabendo já da existência de anilhas com chip incluído em alguns países verificar se é possível a sua implementação no nosso País.

 

- Quanto aos pombos extraviados, fazer acordos com as associações para que se fiscalizem pombais onde hajam denúncias de pombos apanhados e não recuperados.

 

- Criar regulamentos precisos e funcionais na área da competição desportiva, incluindo regulamentos sobre relógios, electrónicas, condições mínimas de soltas,, e regulamentação disciplinar sobre quem tenha em sua posse pombos apanhados e não comunicados.

 

- O progresso do nosso ou de qualquer outro desporto está associado à transparência de processos e à forma como os diversos agentes se envolvem na modalidade. È por isso que agendaremos dias e horários para atendimento personalizado e  pessoal a columbófilos, clubes, associações, empresas e outros agentes. Julgamos que com esta acção ficaremos mais aptos a corrigir toda e qualquer deficiência que obste ao progresso da columbofilia.

 

- Iremos regulamentar os derbies, criando um campeonato nacional de derbies, com uma classificação nacional.

 

- Para a modernização e desenvolvimento de qualquer desporto as empresas privadas têm uma importância acrescida e é por isso que a FPC tem de sair das 4 paredes de Coimbra e tentar parcerias com as empresas privadas, principalmente na parte de competição, para que obtenha dividendos para poder aplicar na columbófilia e ajudar os que mais precisam, e este é um assunto que pretendo estudar.

 

- Com os constantes surtos de doenças, vamos criar condições para que o apoio veterinário chegue a todos os columbófilos do País.

 

- Considero o apoio ás soltas na vertente da meterologia como algo imprescindível para as associações, mas também para os clubes e os columbófilos, indo estudar qual a melhor maneira desse apoio chegar a todos.

 

- Outro assunto que muito me  preocupa é a demolição dos pombais, acto que continua a existir por todo o País. Iremos apoiar pondo á disposição dos columbófilos todos os meios  jurídicos da FPC, sendo que o presidente da FPC deve ser em tribunal a primeira testemunha de defesa dos columbófilos.

 

- E como o nosso desporto é um desporto de competição, iremos implementar um conjunto de provas nacionais, que sejam incluídas num campeonato nacional de fundo, que seja disputado com varias provas, por raios ou zonas, entendendo eu que o mais verdadeiro seria a criação de 3 zonas, a norte, a centro e a sul, que teriam provas no mesmo dia, ou alternadamente, o que dará origem aos campeões nacionais não dos coeficientes mas sim de competição, e porque não para terminar, uma prova onde participassem os 20, os 30, ou os 50 primeiros de cada zona do país, num local com distancia igual para Braga e para Faro.

 

6 - Se for eleito que conclusões retirará desse facto e que acções tomará de imediato?

 

R:  A primeira conclusão que retirarei é que de facto consegui rodear-me de pessoas credíveis e prontas a trabalhar,( que oportunamente irei divulgar e quais os cargos que irão ocupar, e acho que todos os outros candidatos o deveriam fazer pois apesar de só o presidente ir a eleição e poder depois nomear os restantes elementos da direcção, do conselho desportivo, do conselho de standad, não vejo como se poderia votar apenas numa pessoa sem saber qual a equipa que o acompanha e qual os cargos que irão ocupar, só se se pretender esconder quem iremos nomear, o que comigo não vai acontecer),e que as associações, as colectividades, os columbófilos, os treinadores/formadores/classificadores, e os àrbitros/conselhos técnicos, tinham uma enorme vontade de mudança e que aqueles que encorajaram a minha candidatura tinham razão quando me disseram que era necessário uma outra via mais arrojada, mais audaz, com ideias mais consistentes e com uma visão progressista e com o fim de MODERNIZAR A COLUMBOFILIA PORTUGUESA, e que vá ao encontro de todos os agentes da columbofilia, desde os clubes, aos praticantes ,ás associações e a uma parte muito importante da columbofilia que muitos se esquecem, que são as empresas do ramo e a imprensa. Disseram-me ainda, para me convencerem a candidatar, que os columbófilos precisavam de um Presidente que fosse próximo deles e que pusesse a federação ao serviço da columbofilia, pois é columbófilo, foi presidente de um clube durante 10 anos, e é presidente de uma associação desde 2003,e conhece toda a columbofilia portuguesa e muito do que se faz nos principais países da Europa onde a columbofilia tem uma expressão mundialmente conhecida, tendo por isso conhecimento concreto, e no terreno do que faz falta fazer, do que está bem e do que tem de se conservar.

 

È por tudo isto que quero formar uma equipa jovem mas experiente em dirigismo, sem dependência do passado recente,  para que possamos em conjunto devolver a credebilidade e modernizar este nosso desporto.

 

Em relação às acções que imediatamente tomarei na resposta anterior já foquei as que considero essenciais e elas prendem-se com a reorganização e a redefinição dos serviços técnico - administrativos e essencialmente com a dinamização da parte desportiva da federação que não tem existido nos últimos 10 anos.

 

Um agradecimento ao jornal mundo columbófilo por me dar esta oportunidade de fazer chegar o meu projecto a todos, com a consciência de que esta geração de dirigentes será responsável pelo futuro da columbófilia no nosso País, pois se não conseguirmos fazer o volte face, caminharemos inevitavelmente para a extinção.

 

Um abraço a todos