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PROGRAMA ELEITORAL

SOB O LEMA:

RECUPERAR E MODERNIZAR A COLUMBOFILIA PORTUGUESA

Eleições para a FPC – 2010/2013

 

ÍNDICE

- Nota de Abertura

I PARTE:

           - OBJECTIVOS ESTRUTURAIS

           - REORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

              » Levantamento e análise dos Recursos Humanos

                 » Avaliação de competências e conteúdos funcionais

                 » Redistribuição de tarefas

                 » Mira – Projecto Columbofilia Solidária

                 » Linha Jovem

                 » Agendamento para atendimento dos vários agentes

                 » Agilização e celeridade processual


II PARTE:      

  - ORGANIZAÇÃO DESPORTIVA

          - COMPETIÇÃO:

              » Campeonatos Nacionais

                 » Concursos Inter-Associações

                 » Concursos Ibéricos

                 » Campeonato Nacional de Derbies

           - REGULAMENTAÇÃO:

                 » Relógios/Aparelhos Constatadores

                 » Entradas electrónicas

                 » Utilização de Chips

                 » Soltas

                 » Derbies

                 » Aldeias Columbófilas

                 » Recuperação de pombos extraviados

                 » Criação de Clubes/Colectividades   

III PARTE:

          - DIVULGAÇÃO E MARKETING:

              » Gabinete de Imprensa nacional e internacional

                 » Dia Nacional da Columbofilia e do Columbófilo

                 » Intervenção nas escolas e Lares para Idosos

                 » Colóquios; Simpósios; Seminários; Palestras

           - PARCERIAS:

               » Autarquias Locais

                  » Empresas ligadas à columbofilia

                  » Imprensa da especialidade

           -FORMAÇÃO E APOIOS TÉCNICOS:

                 » Exposições

                 » Informática

                 » Noções de Contabilidade e Tesouraria

                 » Comunicação

                 » Apoio Jurídico

                 » Apoio Veterinário

              » Protecção às instalações desportivas (pombais)

                 » Meteorologia


 

Nota de Abertura

                        

A decisão em candidatar-me à presidência da FPC, foi movida, fundamentalmente, por uma onda espontânea de apoios que fui recebendo numa altura em que já eram conhecidos os outros candidatos, facto que me surpreendeu. Digo espontânea porque esses apoios eram claramente individuais, autónomos e independentes uns dos outros. Não havia entre eles uma ligação organizada ou pensada. Senti, pela origem diversa desses apoios – columbófilos, juízes classificadores, colectividades, clubes/colectividades e associações – e, sobretudo, pela sua dimensão convergente, que não poderia voltar as costas a esse enorme sentimento de mudança, frustrando essa vontade de grande impacto colectivo e que teria de assumir essa responsabilidade.

Portanto, não vale a pena tentarem encontrar razões e motivos que não existem para explicarem a minha candidatura. Não me candidato contra ninguém. Candidato-me correspondendo a um apelo de mudança. Candidato-me pela recuperação e modernização da columbofilia nacional. Candidato-me pelos columbófilos portugueses.

O programa que apresento e que quero cumprir, caso seja eleito, visa, numa primeira fase, dotar a FPC de uma organização que permita corresponder às reformas que pretendo implementar. Só com os serviços da FPC preparados e organizados é que, numa segunda fase, estaremos em condições de levar a efeito um conjunto de medidas – previstas e enumeradas no programa que a seguir apresento – de recuperação e modernização da columbofilia portuguesa.

Por outro lado, tendo consciência que a complexidade de algumas medidas bem como a sua diversidade, são tarefas difíceis e que exigem o empenhamento e os esforços de gente com capacidade e vontade de as concretizar e que nunca poderiam ou poderão ser resolvidas por uma só pessoa, tive o cuidado de formar uma equipa com características multidisciplinares, com enorme espírito de missão e com uma enorme paixão pelo desporto columbófilo.

Por isso, estamos certos que chegaremos ao final desta viagem que agora iniciámos atingindo os objectivos a que nos propomos.

Convidamos assim, para fazer parte da comitiva desta viagem, todos os columbófilos anónimos, classificadores, formadores, bem como todos os dirigentes locais e distritais.

 


PROGRAMA ELEITORAL

         I PARTE

     A . Reorganização dos serviços administrativos

A.A. Levantamento e análise dos Recursos Humanos – Sabemos, pelos frequentes contactos que temos com os serviços administrativos da FPC, da disponibilidade de horários diários dos vários colaboradores/trabalhadores.

Urge, contudo, fazer um levantamento do número de colaboradores/trabalhadores, dos seus horários, os custos resultantes das cargas horárias comparativamente aos benefícios que daí resultam para o bom funcionamento da FPC que se espelhe num atendimento que satisfaça as solicitações dos columbófilos, clubes e associações e corresponda às exigências das reformas que pretendemos levar a efeito;

 

A.B. Avaliação das competências, conteúdo funcionais e redistribuição de tarefas - Em função do diagnóstico acima previsto, iremos, depois, proceder à reorganização dos serviços e distribuir as tarefas, respeitando sempre o princípio da legalidade.

Esta distribuição será feita em consideração à avaliação das competências e conteúdos funcionais de cada colaborador/trabalhador, visando não só o aproveitamento da experiência de cada um, as suas formações específicas, os seus saberes e rotinas dos postos de trabalho.

O objectivo que norteará as nossas escolhas terá sempre a ver com o máximo aproveitamento das qualidades técnicas e profissionais de cada um, colocando-as ao serviço do colectivo;

 

A.C. – Mira – Projecto Columbofilia Solidária – Subordinado ao princípio que Mira não deve ser um projecto apenas da FPC, mas um projecto assente numa matriz de solidariedade para com a columbofilia, iremos fazer um levantamento das capacidades instaladas no columbódromo de forma a perceber se são necessárias alterações nos equipamentos e instalações e, depois, definir uma politica de cariz desportiva e económica que permita não só apelar à participação dos columbófilos bem como aplicar parte das receitas na columbofilia jovem e na formação de dirigentes.

Entendemos que o projecto Mira deverá ser incorporado no Plano Anual de Actividades bem como no Orçamento da FPC para que conste nos Relatórios e Contas a submeter à apreciação e votação do Congresso;

 

A.D. – Linha Jovem – Sensibilizados para a necessidade de fazer aderir os jovens á prática da columbofilia, uma vez que sem jovens a columbofilia não terá futuro, iremos criar no seio da FPC uma linha exclusiva para atendimento de jovens dos 14 aos 30 anos, com a intenção de dar as informações necessárias à sua aderência à columbofilia, ao mesmo tempo que criaremos um conjunto de estímulos que facilitem o seu acesso à prática columbófila.

Esses estímulos serão integrados num vasto programa de divulgação nos meios escolares, bem como junto das outras modalidades desportivas organizadas em clubes e associações, uma vez que sentimos que a columbofilia até pode servir como complemento a muitas outras modalidades desportivas que exigem mais esforços físicos;

 

A.E. – Agendamento para atendimento pessoal de columbófilos, colectividades, associações e outros - É opinião geral que os serviços da FPC demoram a responder aos columbófilos e que, em muitas situações, simplesmente não respondem. Para obviar a essa situação e para que os diversos agentes columbófilos e/ou ligados à columbofilia, possam encontrar na FPC um interlocutor atento e activo, iremos definir dias e horas para atendimento desses agentes. Desta forma, todos serão recebidos de acordo com o agendamento planeado.

É só marcar, dizer o assunto que pretende apresentar e, depois comparecer nos serviços da FPC na hora e dia marcado. O conhecimento prévio do assunto é importante porque se forem questões que exigem pareceres técnicos, podermos, antes do atendimento, solicitar esses pareceres para que o nosso atendimento satisfaça plenamente o requerente.

Por outro lado, tendo em consideração a localização geográfica da sede social da FPC, iremos criar um atendimento informático, assente nos mesmos moldes, de acesso aos requerentes, destinado a pessoas e instituições/empresas que distem mais de 100 Kms da FPC, tendo consciência de que a Madeira e os Açores terão de ter por parte da FPC uma colaboração constante em todas as vertentes.

 

A.F. – Agilização e celeridade processualA defesa da verdade desportiva, ultrapassa as simples fronteiras das instituições (clubes/associações/federação) que têm à sua responsabilidade directa a organização das provas e dos campeonatos. Sempre que existam factos que levantem aos diversos intervenientes dúvidas sobre essa verdade desportiva, é necessário que os órgãos próprios, tenham uma intervenção no sentido não só de dissipar essas dúvidas mas também, se for esse o caso, de repor a verdade desportiva.

Por isso, iremos instituir a obrigatoriedade da resolução dos casos contenciosos administrativos versus contenciosos desportivos em tempo que possa salvaguardar os interesses dos columbófilos/clubes e associações bem como a sua participação em competições supervenientes cuja exigência de participação esteja condicionada à resolução desses litígios;

 

II PARTE:

 

B.    ORGANIZAÇÃO DESPORTIVA

B.A. – Campeonatos Nacionais - Reconhecendo a importância dos campeonatos nacionais no contexto competitivo da columbofilia nacional e sabendo que a sua harmonização terá uma importância vital para o equilíbrio e igualdade competitiva, iremos organizar os campeonatos nacionais definindo o mesmo número de provas e de pombos para todas as Associações. Será assim, na base de igualdade de participação que, depois assentará o Regulamento dos referidos campeonatos. Iremos ainda implementar um conjunto de concursos Nacionais por zonas, Norte, Centro e Sul, para que a FPC possa finalmente ter a sua vertente voltada para a competição.

 

B.B. – Concursos Inter-AssociaçõesIremos estimular a realização de concursos inter-associações de forma não apenas a enriquecer a competição desportiva e torná-la mais abrangente e atractiva, mas também para permitir uma maior rentabilização dos recursos disponíveis. Acreditamos que estas iniciativas irão também ter o mérito de reforçar as próprias organizações distritais e dar à columbofilia um reforço regional que certamente contribuirá para a sua divulgação e para o ganho de novos praticantes;

 

B.C. – Concursos IbéricosConhecedores da realidade da prática columbófila no país vizinho bem como da sua dimensão quer ao nível de clubes quer ao nível de concorrentes e porque a utilização do espaço aéreo em território espanhol é fundamental e decisivo para a nossa própria organização desportiva, iremos fazer acordos bilaterais que acentuem as boas relações inter-federações propondo a realização de provas conjuntas e/ou separadas, que tenham viabilidade desportiva séria e credível, organizando-as de forma consistente e continuada, nunca perdendo de vista a possibilidade de organizar campeonatos ibéricos;

 

B.D. – Campeonato Nacional de Derbies – Os derbies são hoje uma realidade incontornável no contexto desportivo da columbofilia nacional. A sua implantação desportiva, o seu carácter social, a sua dimensão publicitária e o seu impacto económico, merecem da FPC uma intervenção no sentido de, em primeiro lugar, proteger e estimular a sua existência e, em segundo lugar, criar entre eles uma rede competitiva assente num CAMPEONATO NACIONAL DE DERBIES.

 

REGULAMENTAÇÃO:

B.E. – Regulamento de relógios constatadores e electrónicos – O aparecimento dos chamados registos electrónicos associado aos méritos e eficácia dessa inovação, depressa fez aderir os columbófilos a utilizarem esse novo registo de constatação. Todavia, a ausência de um modelo normativo à semelhança daquele que já existe sobre os tradicionais relógios constatadores, abriu um espaço cinzento de difícil controlo que tem levantado dificuldades aos Conselhos Técnicos a pontos de, em alguns casos, a verdade desportiva ser colocada em causa.

Por isso, irá ser elaborado um Regulamento de Utilização dos diversos modelos de constatação, de forma não apenas a uniformizar as normas legais de controlo mas também de transparência na sua utilização.

Ter-se-á o cuidado de se fazer um estudo e análise dos regulamentos de constatação electrónica existentes nos países onde a sua utilização está mais solidificada para que se tenha elementos comparativos que permitam a elaboração de normas regulamentares adequadas às exigências e ao melindre da questão.

Porque acreditamos que os enormes benefícios do surgimento dos registos electrónicos não podem ser postos em causa por condutas que visam atingir fins desportivos de forma ilegal, iremos conformar este regulamento com o normativo de carácter disciplinar de forma a punir exemplarmente os infractores;

 

B.F. – Utilização de chips O uso indevido dos chips devido a atitudes marginais, tem merecido da maioria dos columbófilos, um clamor de protesto e de indignação já que essas atitudes para além de configurarem ilícitos de carácter criminal (roubo), são manifestamente actos de deslealdade e de falta de ética desportiva.

Na ausência de um regulamento que possa disciplinar a utilização dos chips, muitos dos columbófilos lesados, são movidos a pagar com a mesma moeda criando um nefasto efeito dominó.

É por isso urgente que se termine com esta série de actos que prejudicam em várias frentes o nosso desporto. Daí que será criado um recenseamento de chips para que a sua utilização possa ser normalizada e impeça a já famigerada caça ao chip.

É só darmos continuidade ao trabalho que o nosso Grupo de Trabalho já está a desenvolver nesse sentido e que poderá ser ainda implantado na campanha desportiva 2010 independentemente da fase em que essa determinação ocorrer.

No entanto, a nossa principal aposta, será a substituição da actual anilha oficial por uma outra anilha com chip incorporado, já que esta será a solução ideal para resolver definitivamente o problema, não no imediato mas a médio prazo pois será inevitável atravessarmos um período de coabitação das duas realidades: os pombos novos anilhados com as anilhas com chip incorporado e os pombos adultos anilhados com as anilhas oficiais agora existentes.

 

B.G. – Soltas - As soltas, são e serão sempre motivo de assunto e de discórdia. Com mais ou menos frequência, não se passa uma única época desportiva em que, no Norte ou no Sul, no Interior ou no Litoral, as soltas não sejam ponto de discórdia e de controvérsia. Sabemos, no entanto, que muitas das polémicas associadas às soltas são motivadas pela falta de uma regulamentação que discipline e norteie essas soltas.

 A FPC até agora, nunca assumiu a responsabilidade de elaborar um regulamento específico de âmbito nacional de soltas de pombos-correios de competição. Nunca! Julgamos ser a altura de pôr fim a esse vazio que tem desamparado a columbofilia numa situação de extrema importância para a competição e para os nossos pombos.

Daí que a elaboração de um regulamento seja também um dos nossos propósitos. Sabemos que os problemas não irão terminar com esse regulamento. Mas, temos a certeza que a existência de um regulamento irá contribuir para reduzir substancialmente esses problemas e constituir um bom escudo para os nossos pombos;

 

B.H. – Derbies – Sabendo que cada Derbie se rege por regulamento próprio e autónomo, decisão que compreendemos, cabe a FPC, devido ao reconhecimento desportivo, social, económico e de promoção e divulgação da columbofilia que os derbies trazem, defendê-los, consolidar a sua existência e participar na sua implantação junto dos columbófilos.

Daí que seja nosso propósito criar um regulamento que possa abranger não apenas as normas de carácter desportivo relacionadas com o campeonato nacional de derbies antes referido, mas, também, normas de organização e de funcionamento geral dos derbies.

Para que este não seja só um regulamento da FPC iremos pedir a colaboração através da sugestão de conteúdos normativos, dos vários organizadores e também do sector empresarial que apoia ou pretenda apoiar os derbies;

 

B.I. – Aldeias Columbófilas – As chamadas “aldeias columbófilas”, são já, indiscutivelmente, uma realidade na columbofilia portuguesa. Por sermos conhecedores dessa realidade já que temos intervindo directa e objectivamente na conquista desses espaços para a columbofilia através de uma dinâmica sem tréguas junto das autarquias, temos consciência de     que a existência de um regulamento constituirá uma ferramenta indispensável para os columbófilos residentes nesses espaços.

 

B.J. – Recuperação de pombos extraviados – Este é mais um dos problemas que assola a columbofilia e que se tem vindo a arrastar ano após ano. É de facto um tema de onde ninguém sai “bem na fotografia”. Columbófilos, colectividades, associações e federação, conhecem o problema porque fazem parte e são vítimas desse mesmo problema. É urgente que se combata seriamente esta praga dos pombos extraviados e não recuperados. Sentimos que é necessário regulamentar mas, mais do que isso, é necessário alterar comportamentos. Sem uma cultura de solidariedade e de respeito pelo pombo/atleta, será, de facto, muito difícil inverter este rumo de desinteresse, por um lado, e de aproveitamento por outro, dos pombos extraviados.

Estamos disponíveis para encontrar as soluções certas para combater, resolver ou atenuar este problema. Por isso, irá ser feita uma abordagem por etapas, para que, quer nos aspectos pedagógicos e disciplinares, quer também nas questões de carácter jurídico lato sensu, possamos encontrar o conteúdo normativo que permita ajudar na moralização da comunicação e recuperação dos pombos extraviados.

 A iniciativa de criarmos um impresso electrónico de registo da venda de anilhas, é, igualmente, uma forma eficiente de identificar os proprietários no período que medeia entre a venda de novas anilhas e o recenseamento anual para que, durante esse tempo, os pombos possam ser recuperados;

 

B.L. – Criação de Clubes/Colectividades  - É uma questão pertinente que levanta à FPC uma série de dúvidas  que começam logo pela legitimidade da liberdade de associação consagrada na nossa Constituição. Sabemos, pelo texto constitucional, que os cidadãos têm o direito de, livremente, constituir associações. Sabemos também, que o associativismo é um dos importantes suportes das sociedades.

Será que ao condicionarmos a filiação desses clubes/colectividade na FPC não estamos a ter uma influência negativa no direito da constituição de associações quando estas são criadas especificamente para a prática columbófila?

Por outro lado, sabemos que a proliferação de clubes/colectividades de pequena dimensão, traz às associações distritais dificuldades na planificação da recolha dos pombos - sobretudo nos distritos onde não estão implantadas as concentrações - e eleva os custos do transporte dos pombos.

Mas, é também verdade que nada nos diz que um clube que abra com 10 columbófilos não venha, no futuro, a ter 15 ou 20 filiados praticantes.

São estas dúvidas que merecem um tratamento de análise bastante aprofundado. Se, por um lado queremos desenvolver a columbofilia não podemos, ao mesmo tempo, ter uma política que obste a esse mesmo desenvolvimento.

Temos algumas ideias que serão o nosso ponto de partida para a abordagem desta questão. Como por exemplo:

a)      Definição das distâncias entre o(a)s clubes/colectividades já existentes em relação aquela que se pretende filiar na FPC e o número de columbófilos que concorrem nessa zona geográfica;

b)     Em função das distâncias definidas, deverá ser deixado ao critério dos columbófilos aderir à colectividade que se encontre dentro da mesma zona geográfica;

c)     Situando-se o novo clube/colectividade fora da zona geográfica definida, aceitar-se-á a filiação na FPC;

d)    Para os novos clubes/colectividades na situação antes descrita, será inscrita uma verba no Orçamento da FPC, para ajuda financeira ao funcionamento desses clubes/colectividades;

e)      Essa ajuda será acordada através da assinatura de um CONTRATO OU ACORDO ESCRITO onde conste os direitos e os deveres das partes;

As nossas intenções não se ficarão por esta base de trabalho já que será feito um levantamento estatístico das pequenas colectividades activas, daquelas que estão inactivas e, ainda, daquelas a que foi recusada (?) a filiação. Depois, sim, estaremos em condições de partir para uma decisão objectiva.

 

III PARTE

 

C – DIVULGAÇÃO E MARKETING

 

C.A. – Gabinetes de Imprensa – Todos reconhecemos a importância da imprensa, seja ela de que tipo for, no nosso quotidiano.

Quase todas as modalidades desportivas de média ou grande dimensão têm um espaço reservado nos principais órgãos de comunicação social. Infelizmente, a columbofilia é, pela negativa, a excepção.

Os nossos campeões são apenas, e mal!, conhecidos dentro das fronteiras da nossa modalidade. A valorização dos seus feitos e as suas obras, ficam, assim, condicionadas a um espaço puramente doméstico.

No sentido de corrigirmos esta situação, iremos criar GABINETES DE IMPRENSA de intervenção nacional e internacional, para que a nossa modalidade, os nossos columbófilos, os nossos dirigentes, os nossos pombos e as empresas associadas à columbofilia, possam começar a ser conhecidos e reconhecidos dentro e fora das nossas fronteiras.

A existência de um Gabinete de Imprensa com carácter formativo e informativo, que tenha uma actividade diária de acompanhamento, divulgação e promoção da columbofilia portuguesa, que possa inter-relacionar-se com a columbofilia de outros países através quer de organizações específicas da columbofilia, quer através de outros órgãos de comunicação internacionais, irá gerar, a curto prazo, benefícios gerais para todos os agentes columbófilos nacionais.

 

C.B. – Dia nacional do columbófilo e da columbofilia e do pombo correioAquilo que a columbofilia já foi e aquilo que agora é, já nós sabemos. O que verdadeiramente não sabemos, é aquilo que ainda poderá vir a ser. Mas, se tivermos em atenção a curva descendente dos últimos anos e se a integrarmos no contexto económico que o país tem atravessado, teremos, certamente, muitas razões para ficarmos preocupados com o futuro da columbofilia.

Ficar preocupados sem nada fazermos, é o mesmo de estarmos doentes e não recorrermos aos serviços médicos. Se somos columbófilos e se acrescentarmos a esse facto a nossa condição de dirigentes, então não podemos ficar de braços cruzados e esperar, simplesmente, por um milagre ou, que a doença nos leve a um coma profundo, irrecuperável.

É necessário não só reagir mas também agir. Fazer frente às adversidades. Lutar com todas as armas ao nosso alcance para que a columbofilia se mantenha viva e recupere a força de outrora.

Nada melhor, para encetarmos essa terapia de revitalização de criarmos um dia especial, com carácter nacional, onde todos, independentemente, do nosso estatuto, da nossa condição social e/ou económica, possamos participar, partilhar, sentirmo-nos representados e ser representantes. Esse dia especial será o DIA NACIONAL DA COLUMBOFILIA E DO COLUMBÓFILO E DO POMBO CORREIO, cuja data será anunciada e consolidada no calendário civil e que poderá ser no dia do evento MIRA, fazendo desse dia o dia Nacional.

 A columbofilia pela sua dimensão social merece ter o seu dia especial. Os columbófilos, pela sua generosidade, pelo seu apego à modalidade, merecem ter o seu dia especial, bem como o heroi principal e tantas vezes esquecido que é o nosso atleta “ O POMBO”. Daí que, iremos aprovar essa comemoração NACIONAL para que, anualmente e com a dignidade que a columbofilia merece, a família columbófila se encontre, se conheça, reúna, conviva, troque contactos e experiências.

 

C.C. – Intervenção nas escolas e lares para idosos - Os jovens têm hoje em dia, uma diversidade de atracções que tornam até difícil a sua própria escolha. Desde a informática com todas as suas derivações a juntar aos chamados desportos radicais passando pelos apelativos locais de diversão nocturna, representam uma oferta rica na diversidade e na atractividade.

Se juntarmos a esta oferta, o manancial de publicidade e propaganda que os media fazem de algumas modalidades desportivas com natural destaque para o futebol que a televisão por cabo elegeu como a “Estrela da Companhia”, ficamos, de facto, com pouco espaço de manobra.

No entanto, temos perfeita consciência de que é preciso lançar a semente. Por isso, levaremos junto dos estabelecimentos de ensino, campanhas de divulgação da columbofilia promovendo visitas a Centros de Criação e Aldeias Columbófilas, divulgando os calendários das soltas nessas Escolas, distribuindo literatura sobre o pombo-correio e a sua rica história, entre outras medidas.

Lançada a semente, ficamos com a certeza que mais tarde ou mais cedo, a modalidade irá recolher os frutos destas iniciativas. Não sabemos é quando isso acontecerá. Mas, o trabalho fica feito.

O mesmo faremos junto dos lares para idosos onde existam espaços abertos que possam ser aproveitados para a construção de pombais, desenvolvendo a columboterapia.

 

C.D. – Colóquios; Simpósios; Seminários; Palestras - A comunicação de carácter geral ou específica, assente em métodos pedagógicos perfeitamente definidos a partir da caracterização da população-alvo, será também uma prioridade da nossa política de formação. Isto porque consideramos que a evolução tecnológica e a evolução nos tratamentos técnicos ou tácticos, nos métodos de voo, no tratamento e prevenção das doenças, entre outros, exige da parte da FPC uma atenção especial já que possuindo os columbófilos conhecimentos sobre essas questões, estarão melhor preparados e mais aptos para as exercer, identificar, optar e tratar.

Daí que todas as iniciativas que visem abordar determinado tema ou assunto, tenha em conta, através da sua organização – colóquios, simpósios, seminários ou simples palestras - as capacidades de aprendizagem das pessoas e a maneira como essa capacidade se poderá expressar ou traduzir nos principais processos de trabalho aplicados no tratamento e assistência das colónias.

 

D – PARCERIAS

D.A. AUTARQUIAS LOCAIS – O poder autárquico tem uma vocação inevitável que é servir as populações (munícipes) e as diversas instituições das suas áreas concelhias. As colectividades columbófilas devem, assim, candidatar-se aos apoios municipais, fazendo entrega nos prazos estabelecidos pelas autarquias, do Plano de Actividades e da sua previsão orçamental. Este é um procedimento do tipo corrente que todas as colectividades deverão cumprir para receber o subsídio anual entregue pelas autarquias.

Por outro lado, as colectividades deverão também envolver nas suas iniciativas sócio desportivas as autarquias, para que se estabeleçam parcerias formais ou informais que co-responsabilizem ambas as partes.

Da parte da FPC será proposto acções conjuntas nas áreas dos grandes eventos desportivos, como por exemplo, EXPOSIÇÕES NACIONAIS, IBÉRICAS e OLIMPÍADAS, bem como nas construções de instalações desportivas que vão desde os simples pombais nas escolas, lares para idosos, sedes sociais para colectividades e associações até às aldeias columbófilas.

Serão definidos compromissos da não demolição de pombais sem a prévia discussão e análise de cada caso concreto, responsabilizando-se o Presidente da FPC, ou o seu representante legal, para ser testemunha nos casos contenciosos.

O eventual apoio autárquico na área da assistência veterinária, deverá ser integrado no plano nacional que iremos discutir com a Ordem dos Veterinários.

      

D.B. EMPRESAS LIGADAS À COLUMBOFILIA – As parcerias com as empresas ligadas à columbofilia, surgem como inevitáveis no processo de mudança de comportamentos na gestão federativa e das reformas que pretendemos fazer. Sabemos que essas parcerias só serão viáveis se foram suportadas na transparência e na igualdade de tratamento. Assumimos, de forma frontal, essa responsabilidade, pugnando pela defesa desses princípios que consideramos elementares e decisivos para uma relação saudável que possa atingir os objectivos das partes.

 

D.C. IMPRENSA DA ESPECIALIDADE – Com a criação dos já referidos Gabinetes de Imprensa não pretendemos, nem de perto nem de longe, substituir o papel que cabe aos órgãos da chamada imprensa da modalidade. Antes pelo contrário. Pretendemos ser uma fonte de fornecimento de notícias da modalidade a esses órgãos, preservando, de acordo com o carácter e/ou o conteúdo da notícia, a prioridade da divulgação.

Até porque os jornais têm um público certo e praticamente invariável e a FPC irá não só respeitar essa fidelização como fazer parte da solução para aumentar essas audiências. Os media têm características próprias, específicas, que não podem ser substituídas por quaisquer gabinetes de imprensa. A particularidade dos seus conteúdos, os estilos narrativos dos seus colaboradores, a estética ilustrativa, a linha editorial, são traços próprios, insubstituíveis, que fazem dos jornais peças únicas em qualquer cultura.

Iremos, por isso, propor parcerias de comunicação onde os beneficiários destas parcerias sejam os columbófilos, os pombos e a columbofilia, em respeito às vocações próprias e aos interesses de cada parte.

 

E. – FORMAÇÃO E APOIOS TÉCNICOS

E.A. – FORMAÇÃO – Tendo consciência que a área da formação é fundamental quer para a prática desportiva quer para a gestão das colectividades/clubes e associações, iremos definir um PLANO ANUAL DE FORMAÇÃO suportado na recolha das necessidades que se irá fazer junto dos clubes e associações. Por outro lado, irá ser incluído nesse programa anual, actividades formativas visando aspectos organizacionais de índole administrativa, nas áreas financeiras e de tesouraria, com o objectivo de melhorar as qualificações dos dirigentes cuja actividade profissional não se enquadre nesses sectores.

Irá também merecer especial atenção a formação tecnológica dirigida fundamentalmente aos elementos dos Conselhos Técnicos para que estes possam não apenas ficar dotados dos conhecimentos necessários à feitura dos recenseamentos às classificações dos concursos e dos campeonatos e dos registos electrónicos, bem como com a capacidade de resolver os problemas relacionados com este trabalho.

Para além da “formação em sala”, irá ser criado na nossa página electrónica uma página de formação acessível a todos os columbófilos. Essa página será renovada atendendo aos picos de visitas relacionando-o depois com a estabilidade do número de visitas.

E.B. – APOIOS TÉCNICOS – Iremos colocar ao serviço dos columbófilos e seus representantes directos, apoios técnicos – jurídico, veterinário, informática, meteorologia e outros – para que, de forma sistemática, se possam abordar e tentar resolver as questões emergentes da gestão corrente das instituições bem como dos casos individuais relacionados com a actividade columbófila.