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Para os mais curiosos...
Dado o enorme interesse que existe em torno do pombo “Janssen” por variados columbófilos de todo o mundo, sinto-me na obrigação de tentar apresentar por este meio, um artigo sintético que reflicta uma pequena parte da história e reprodução deste pombo.
Não quero somente explorar a história deste modelo de pombo que muitas pessoas já conhecem, mas também dar a conhecer o meu ponto de vista sobre a a importância do pombo “Janssen” nos dias de hoje.
Ainda hoje não se sabe concretamente o porquê da grandeza deste pombo. Existe ainda grandes dúvidas sobre os factores que foram decisivos nos seus êxitos. Fala-se muito acerca da saúde natural deste modelo, das capacidades dos autores na criação/evolução, os irmãos Janssen de Arendonk, ou então, uma questão de origens.
Na minha opinião, todas estas variáveis contribuíram para que, hoje em dia, este pombo seja considerado um modelo cheio de força e vitalidade, inteligente com capacidade de voar com grande velocidade até grandes distâncias, superando cada vez mais as expectativas dos columbófilos de cada canto do mundo. Talvez tenha sido a ligação harmoniosa entre as variáveis que fez (e faz) deste, um pombo cada vez mais grandioso.
Hoje em dia, todos nós, quando falamos dos nossos feitos, mais propriamente, dos feitos dos pombos com origem Janssen dos nossos pombais, esquecemos de uma questão fundamental.
Estes pombos famosos que estão na maior parte dos nossos pombais tiveram uma origem e uma evolução que pouco conhecemos.
É fundamental recorrermos ao passado para tentar compreender como tudo começou...
Estes pombos, de alguma forma, derivaram das quatro linhas diferentes que deram origem ao pombo Janssen. Em primeiro lugar, a linha do pai Henri “Drieske”, pombos originários antes da primeira guerra mundial, depois os vermelhos de Ceulemans em 1919 e, em 1926 os pombos de Schoeters. Por último, por volta, de 1960 introduziram um pombo 50% Janssen e 50% Fabry, conhecido pelo Meio-Fabry.
Durante muitos anos, até aos anos 80, os vermelhos por parte de Ceulemans e os ardósias por parte de Schoeters caracterizavam o pombo Janssen na altura. Depois dos anos 80, estes pombos passaram a ser caracterizados como pedrados claros e azuis, pombos que nos dias de hoje habitam em muitos pombais.
O perfeccionismo destes criadores também se verificou ao nível da aquisição dos pombos. Todas as linhas mencionadas anteriormente só foram adquiridas dado o seu imenso valor.
Pombos como o “Vieil Oil Blank de 33”, o “Tardif de 35”, o “Blue de 48”os “Peureux de 51 e 59”, o “Stier de 55” avô do Oude Mercks de 67, os seus filhos “o Jonge Mercks de 70”, o “ 019 de 73” e o “ Velo de 74” descenderam do famoso “ Bleu Ardoise de 32” que foi adquirido a Cãs Goosen da linha Schoeters. Talvez tenha sido esta a linha mais preponderante no alcance das maiores performances por parte dos irmãos Janssen de Arendonk. Somente o "Bom" poderia ser adquirido para melhorar a sua colónia, como se verificou, ano após ano e década após decada.
Paralelamente, e, após a época do Oude Mercks e seus filhos, surgiram outros pombos janssen que foram tão bons ou melhores que estes, reproduzindo pombos excepcionais, é o caso do “Oude Geeloger de 67”, “Blauwe von 69”, “Oude Raket de 73”e o seu filho “Jonge Raket de 76”, “Oude Scherpen de 75” “ShoonBlauw de 76”, "Schoon Blauw v 80" (pai do Afgekeurde), "Rakkertje de 78" (mãe do Afgekeurde) entre outros…
 
  
Nos anos 80 foram: o “Afgekeurde de 82”, o seu filho famoso “Blauwe Winterjongen de 89”, “ Witplak de 81”(o filho Licht uit Witplak de 91), "kleintje Jonge Merks de 81" e "Totcher Jonge Mercks de 89" (filhos do Jonge Mercks, esta última mãe do famoso Blauwe Winterjongen) “KapotBrustbeen de 84”, "Tochter 019 de 84" e "Kleintje v 019 de 85" (filhos do famoso 019)“Eksteerog de 84”, "Chantillie de 89", "Lichte Raket de 89" (filho do Jonge Racket de 76 e neto do Oude Raket de 73)entre outros...
Nos anos 90, pombos como o "Beul de 91" (filho do KapotBrusteen de 84 e neto do Jonge mercks por parte da mãe), o " Vos de 90" e o seu filho " Vos Voliere de 93", vários filhos do Chantillie de 89 ( B- 6668875-94; B-6278089-98; B-62330028) continuaram os exitos dos seus antecedentes, reproduzindo filhos, netos, bisnetos extraordinários.
  
  
  
  
Conhecer a evolução deste modelo revela-se fundamental se queremos que as mesmas características de 50 anos atrás permaneçam (idênticas ou mais aperfeiçoadas) no pombo de hoje.
Para planearmos o futuro temos que compreender o passado. Temos que tentar perceber, que características (físicas, psicológicas, ou outras) estiveram presentes nestes pombos ao longo da sua história, para intervir melhor ao nível da criação. Só desta forma estes pombos poderão também habitar ao melhor nível nos nossos pombais.
Contudo, o conhecimento e consequente compreensão destas características, ao longo dos tempos, é na realidade uma tarefa muito árdua de concretizar. Para tal seria necessário verificar as semelhanças que existem entre vários conjuntos de pombos com idades diferentes, desde a década mais posterior até à década mais actual.
É na realidade uma tarefa quase impossível dada a falta imensa de dados. As conclusões daqui retiradas poderiam ser pouco válidas.
O que é possível realizar nos nossos pombais com estes modelos e outros, é compararmos os progenitores mais posteriores que conhecemos, tendo presente as características que os valorizaram, com os descendentes mais actuais.
O resultado final proveniente desta comparação depende da veracidade e eficácia da caracterização de cada grupo.
Esta comparação tem que ser revista consoante as necessidades. Quando conseguirmos que os nossos pombos revelem as performances (físicas, psicológicas e desportivas) que os famosos progenitores apresentaram no passado, a evolução e manutenção da linha de pombos caminha de uma forma eficaz.
Esta foi “possivelmente” a linha de pensamento seguida pelos irmãos Janssen de Arendonk nas suas criações.
No meu ponto de vista, temos que identificar claramente as características que estão a evidenciar positivamente um determinado pombo, para que estas sejam transmitidas aos seus descendentes, assim como, também proceder à identificação dos seus aspectos negativos com a finalidade de serem melhorados ao nível das gerações.
autor: Pedro José
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